quarta-feira, 31 de outubro de 2012

27/10/2012


segunda-feira, 15 de outubro de 2012

O tempo e as jabuticabas


O TEMPO E AS JABUTICABAS

Contei meus anos e descobri que terei menos tempo para viver daqui para frente do que já vivi até agora.   Sinto-me como aquela menina que ganhou uma bacia de jabuticabas. As primeiras, ela chupou displicente, mas percebendo que faltam poucas, rói o caroço.

Já não tenho tempo para lidar com mediocridades. Não quero estar em reuniões onde desfilam egos inflados. 
Não tolero gabolices. Inquieto-me com invejosos tentando destruir quem eles admiram, cobiçando seus lugares, talentos e sorte.

Já não tenho tempo para projetos megalomaníacos. Não participarei de conferências que estabelecem prazos fixos para reverter a miséria do mundo. Não quero que me convidem para eventos de um fim de semana com a proposta de abalar o milênio.

Já não tenho tempo para reuniões intermináveis para discutir estatutos, normas, procedimentos e regimentos internos. Já não tenho tempo para administrar melindres de pessoas, que apesar da idade cronológica, são imaturos.

Não quero ver os ponteiros do relógio avançando em reuniões de 'confrontação', onde 'tiramos fatos a limpo'. 
Detesto fazer acareação de desafetos que brigaram pelo majestoso cargo de secretário geral do coral.
Lembrei-me agora de Mário de Andrade que afirmou: 'as pessoas não debatem conteúdos, apenas os rótulos'. 
Meu tempo tornou-se escasso para debater rótulos, quero a essência, minha alma tem pressa...
Sem muitas jabuticabas na bacia, quero viver ao lado de gente humana, muito humana; que sabe rir de seus tropeços, não se encanta com triunfos, não se considera eleita antes da hora, não foge de sua mortalidade, defende a dignidade dos marginalizados, e deseja tão somente andar ao lado do que é justo.

Caminhar perto de coisas e pessoas de verdade, desfrutar desse amor absolutamente sem fraudes, nunca será perda de tempo.

O essencial faz a vida valer a pena.

Rubem Alves

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Tatiana e etc


Qual o problema com a pronúncia do meu nome aqui na França?  Será que é somente por eu ser uma brasileira com um prenome eslavo e isso as pessoas não conseguem compreender?

“Tatianá” (com o sotaque francês) eu aceito numa boa e até acho bonitinho, porque sei que é complicado alguém por aqui pronunciar Tatiana normalmente. Mas me chamar de Tatânia, não é muito mais difícil? Vai chegar o dia que alguém vai me chamar de Taturana, Tarântula e aí o bicho vai pegar...

E se me chamarem de “Tataiana” não vou aceitar, porque só tem uma pessoa no mundo autorizada a me chamar assim: minha mãe.

O meu nome é minha identidade. Aliás, é mais importante do que minha identidade, porque eu já era Tatiana antes mesmo de nascer.

sábado, 15 de setembro de 2012

O gelo seco e nostalgia


Tenho andado tão ocupada, fazendo mil coisas ao mesmo tempo que não penso mais em coisas agradáveis. Quando chego em casa, é banho e cama e mais nada.
Num desses dias, consegui finalmente almoçar em casa (primeiro dia sem sanduíche e almoçando no horário) e liguei o rádio na MPB FM. A primeira música do playlist era a “Dois passos do paraíso” da Blitz e antes da música começar a tocar, a locutora falou algumas coisas sobre o grupo, a música e um show do grupo, em algum ano da década de 80. Eu estava nesse show. Óbvio, com meus pais e meu irmão, que pequeninho, quando viu uma carta gigante, representando a carta de “Arlindo Orlando” (quem conhece a música vai entender), virou para o meu pai e disse: “olha o tamanho da carta, papai”. Nesse momento, as lembranças da minha infância vieram à tona e me emocionei.
Com a emoção, viram a reboque outras memórias e lembrei de um depósito da Yopa, que tinha no térreo do prédio onde minha família morava. Os sorveteiros buscavam ali seus produtos para revendê-los. Os sorvetes amassados seriam descartados, se não fosse por um detalhe: eu e meu irmão juntávamos jornal velho em troca dos sorvetes amassados. E por que jornal? O jornal, acondicionado com gelo seco, protegia os picolés e eles não derretiam.  Lembro do Seu Manuel que nos dava os picolés com a maior satisfação do mundo... Depois veio o Seu João, que fazia o mesmo conosco. Como era bom...
O depósito fechou, a Yopa acabou e as lembranças ficaram. Sei que o Seu Manuel mora em Fortaleza com sua família, mas eu perdi o contato com a filha dele, que fez ballet comigo. Do seu João ficou a lembrança dele ter vendido um Passat para a minha família (minha mãe nunca conseguia engatar a ré do carro) e nada mais. Lembro também do Eugênio, vendedor de sorvete muito simpático e gentil. Por onde será que andam¿ Por ares terrenos ou celestiais?

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Centenário Nelson Rodrigues


Colégio Pedro II, Fluminense, futebol... Nelson Rodrigues escreveu muitas vezes sobre as grandes paixões da minha vida, além de outros tantos assuntos interessantes e curiosos...

Pornográfico, reacionário, louco... Foi chamado de muitos nomes, mas na minha opinião, o adjetivo que lhe cai bem é GÊNIO. Maior dramaturgo, escritor e cronista que o Brasil já teve. Mil anos passarão e não chegará ninguém aos pés do grande Nelson.

Hoje, centenário de seu aniversário, deixo a minha homenagem: como amante da literatura rodriguiana e fã do menino que via o amor pelo buraco da fechadura... O anjo pornográfico!

Como eu sei que nem todos irão concordar comigo (e nem quero, tem gente que prefere Paulo Coelho), encerro com uma frase perfeita:

“Toda unanimidade é burra.” – Nelson Rodrigues



sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Irmão, é preciso coragem

Sempre que eu ouço a expressão "bon courage", eu me lembro da novela Irmãos Coragem. A reboque, lembro da música da abertura, que tinha como um dos versos "irmão, é preciso coragem".
Está bom e o quico? O quico é que não tem graça nenhuma eu morar em um lugar e não poder soltar nenhum bordão, porque não haverá graça ou as pessoas não entenderão.
Acho que depois da comida (óbvio que a minha família é top 1 no quesito "sinto saudades"), a possibilidade de fazer uma piadinha no meu idioma e ser entendida, é o que mais sinto falta. Mesmo que as pessoas não achem graça.
Ainda mais agora, com o fechamento da academia para as obras de reforma, o que mais tenho ouvido é "bon courage avec les travaux". Ainda são 10:56 e já ouvi umas 15 vezes. Pelo menos é um sinal de que as pessoas sabem que será um transtorno, trabalhar ao som de marreta, martelo e entubando cheiro de tinta por 15 dias. Mas há males que vêm pra bem...


quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Casamento, divórcio e outras invenções da sociedade

O quanto deixa de ser submissa a mulher que se casa e não aceita o sobrenome do marido? O quanto deixa de ser macho o homem que se resigna em não ter o seu sobrenome na sua mulher?
Por razões práticas, não decidi usar o nome do meu futuro marido. Quando contei a novidade, ele ficou mais branco do que é e não aceitou muito bem a minha decisão. Justifiquei que teria muito trabalho para mudar todos os meus documentos e além do mais, em caso de divórcio, as coisas ficariam mais práticas para mim. Sim, eu penso em todas as possibilidades e não acredito no "viveram felizes para sempre".
Óbvio que a desculpa não colou e ainda tive que ouvir: "o que os nossos filhos vão dizer/pensar?". Eu disse, "oras, eles saberão a verdade que eu não optei pelo sobrenome do papai porque não queria ter trabalho para trocar a minha documentação". Mesmo com a minha justificativa, não continuou colando e a culpa nos filhos, que ainda nem nasceram, voltou à tona: "mas nossos filhos vão querer saber porque a mãe deles não tem o sobrenome do pai". Oras, quantas noivas agregam o sobrenome do marido ao seu sobrenome? Milhões? E quantas não o fazem? Muitas.
Sei que esse imbróglio vai rolar até o dia de fecharmos o contrato de casamento no notário e vou ouvir muitas justificativas ainda. Só fico pensando no tamanho do meu nome, caso agregue o sobrenome do Julien ao meu, ficaria gigante: porque não tiro nenhum dos meus sobrenomes. Como tenho um segundo nome agregado ao Tatiana, eu teria uma identidade com 5 nomes/sobrenomes...
Sei que é romântico, lindo e maravilhoso você assumir para o mundo o sobrenome do (novo) marido, mas a vida me ensinou que conto de fadas só existe no cinema. Para que vou agregar o sobrenome do meu marido? Para sambar na cara da sociedade, provando que sou casada? Para alterar o meu nome no Facebook e tirar onda pelo casamento? A essa altura do campeonato, tirar onda com casamento não é algo que possa a ser feito... Já estou com 35 anos, é meu segundo casamento e soa muito mais como prêmio de consolação.

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

E-mail para quem nem sabe ler ainda

Minha sobrinha ainda não fez dois anos de idade, mas já tem conta de e-mail. Meu irmão, não sei porque cargas d'água, resolveu criar um e-mail para ela.
Eu, como tia coruja e apaixonada, tentei escrever o primeiro e-mail dela. Não escrevi muito, porque fiquei emocionada e não consegui terminar, então saiu o texto abaixo, que foi enviado assim mesmo.


Oi, Mariana

Não sei como você vai fazer para ler esse e-mail. Talvez, quando você já saiba ler, a tecnologia esteja mais avançada e eu possa demonstrar o que sinto por você de outra maneira.
Infelizmente, por escolhas e coisas do destino, sua tia mora longe de você. Beeeeeeeem longe, mas nada que a internet ou um avião não possam resolver.
Saiba que o amor que sinto por você é bem maior do que a distância que nos separa, bem maior do que a saudade que eu sinto de você todos os dias da minha vida. Te amo demais, minha bonequinha. Um dia, provavelmente no ano que vem, te darei priminhos. Você virá conhecê-los e eles passarão férias com você no Rio. Por mais que a distância seja grande, nada poderá me separar de você.
Você é a minha princesa, o meu amor, a minha boneca. Todos os dias peço a Deus que continue abençoando você e nossa família. Você foi o maior presente que Deus poderia ter me dado.

Um beijo dessa tia que te ama infinitamente,

Tatiana Leal

quinta-feira, 19 de julho de 2012

Saudade de quem nunca se conheceu


Ontem, não sei porque cargas d’água, me peguei pensando nos meus avós: pai da minha mãe e mãe do meu pai.
Como é sentir saudade de algo que se nunca teve ou  alguém que nunca se conheceu? Pois é, eu sinto. De uma maneira inexplicável. Óbvio que eu sinto saudades da minha avó que está no Brasil e do meu avô que já desencarnou. Talvez o porquê, pelos que desencarnaram antes do meu nascimento, seja que tudo sobre eles está envolvido em uma aura lúdica, de mistério.
Conheci os dois através de histórias contadas pelo meu pai e minha mãe e tenho um enorme fascínio e curiosidade por eles. A doçura no olhar que minha avó paterna tinha e a brabeza e cuidado que meu avô materno tinha são bem visíveis para mim. Consegui criar uma imagem “real” através de fotografias e relatos. Pena que sobre a minha avó materna, pouco sei, já que ela desencarnou muito jovem, de tuberculose. Doença mortal, na época, nos anos 40.
Acho tenho um pouco dos meus quatro avós: o senso de humor e a vontade de fazer sempre o bem do meu avô Nestor, o cabelo e corpo da minha avó Marina (uma vez, sentada no muro da nossa casa em Barra de São João, meu pai começou a chorar, quando me viu e disse que estava exatamente como a mãe dele), a vontade de trabalhar e ser correto do meu avô Milede, o carinho e o cuidado da minha avó Lourdes.
Minha avó Marina desencarnou em 1948 (eu acho), meu avô Nestor em 1988, meu avô Milede em 1977. Eles estão vivos na minha memória e em meu coração e não tenho dúvidas de um dia irei encontrá-los e poder finalmente conhecer meu avô Milede e minha avó Marina.
Minha avó Lourdes está bem, apesar da idade avançada. Peço MUITO e SEMPRE a Deus para protegê-la e mantê-la bem. Gostaria muito que minha avó conhecesse os meus filhos, que ainda não nasceram mas estão planejados. Vou deixar o meu desejo nas mãos de Deus, se assim for a sua vontade.  E não há um dia que passe sem dizer  um “eu te amo” a minha avó...


terça-feira, 17 de julho de 2012

Desafio real

Depois de publicar uns desafios fofinhos no blog, volto para contar sobre um desafio real, que tenho enfrentado desde que voltei a Colomiers - FR, na segunda-feira passada. Após férias de 1 mês no Brasil, com muitos festejos e alegrias, voltei para fazer algo que não fazia há praticamente dois anos: trabalhar.
Trabalhar não é desafio, pelo contrário. Sentia muita falta de trabalhar e queria muito voltar ao batente o mais breve possível.
E o mais breve possível chegou: oficialmente a academia já é nossa. E eu, como uma das sócias, tenho que arregaçar as mangas e trabalhar. Como ainda não temos funcionários cuidar de um espaço de mais de 800m2, com os 360 atuais clientes é uma rotina um tanto quanto puxada.
Como a minha cidade é a sede da Airbus, temos clientes de várias nacionalidades. Além da Europa, tem gente dos EUA, México, Chile, Paraguai... Atender em inglês é mole para mim, tão fácil quanto atender em português. Confesso que ainda me enrolo um pouco com os francês, mas é natural e aos poucos vou decolando. Já converso tranquilamente no idioma, faço atendimentos e matrículas e minha vida pós trabalho é super tranquila, sem perrengues. Essa semana que estou sozinha na academia, achei que ficaria amedrontada: pelo contrário, tenho me saído bem. Se bem que ainda é terça-feira, mas após algumas horas de trabalho, já deu para notar que não terei maiores problemas. Minha jornada aqui é grande, acordo às 7h e às 8:30 a academia já está aberta. Às 21h fecho as portas e aí é o meu momento empreguete: limpo tudo, coloco lixo para fora, aspiro, entre outras rotinas de limpeza. Almoço na própria academia e quando preciso fazer um serviço de rua, peço ao Alain para ficar de olho na academia para mim. Alain é um cliente, treinador de rugby que sempre ficou de olho na academia em caso de necessidade. Ele continua com o posto porque é de confiança e está sempre pronto a nos ajudar. Sei que a partir de setembro as coisas ficarão mais calmas, será a nossa inauguração e já teremos funcionários para nos ajudar. 
Essa rotina para mim é tranquila, quando o desafio maior a enfrentar é lidar com gente. Incrível como o ser humano é instável. Felizmente, dos 360 clientes somente uma pessoa resolveu mudar seu comportamento comigo e com o Julien. Uma cliente, antes de nos tornarmos donos, era super amável conosco e nos tratava super bem. Dava beijinho, sorria, contava sobre sua vida. Agora, nada mais. Entra e sai sem nos dar bom dia. Isso na minha terra é falta de educação. Rolam uns boatos de que ela participa de "gangs bangs" e coisas do gênero, mas quem sou eu para julgar? Se ela mudou conosco porque está achando que vamos ficar imaginando coisas sobre ela, ela está perdendo tempo. Contanto que ela não faça no meu espaço, ela pode fazer o que ela bem entender, não irei julgar. Não estou nem aí, ela está dando o que é dela. 
Agora não tolero é falta de educação. Não faço questão de ser adorada por todo mundo, mas espero que as pessoas tenham o mínimo de educação comigo e com as pessoas que trabalham na academia. 

domingo, 15 de julho de 2012

Mudança

Mais uma vez, me mudei. Há dois anos, foi de país. Em janeiro, foi de cidade. Em fevereiro, de apartamento. Agora, em julho, cá estou na minha casa.
Com tantas mudanças, óbvio que algumas coisas se perderiam. Inclusive a minha paciência. Mas no balanço geral, perdi: uma bolsa com roupas, uma caixa com TODOS os meus perfumes e uma fotografia. Fotografia de quando tinha dois anos de idade e abraçava, com um carinho imenso, o meu avô Nestor. Ainda tenho muitas esperanças de encontrar essa foto, porque para os bens materiais, eu não ligo, posso comprar tudo de novo. E a foto que não tenho como recuperar?

quinta-feira, 5 de julho de 2012

Vou-me embora pra Pasárgada - Manuel Bandeira

Vou-me embora pra Pasárgada - Manuel Bandeira

Vou-me embora pra Pasárgada 
Lá sou amigo do rei 
Lá tenho a mulher que eu quero 
Na cama que escolherei 
Vou-me embora pra Pasárgada 

Vou-me embora pra Pasárgada 
Aqui eu não sou feliz 
Lá a existência é uma aventura 
De tal modo inconseqüente 
Que Joana a Louca da Espanha 
Rainha e falsa demente 
Vem a ser contraparente 
Da nora que nunca tive 

E como farei ginástica 
Andarei de bicicleta 
Montarei em burro brabo 
Subirei no pau-de-sebo 
Tomarei banhos de mar! 
E quando estiver cansado 
Deito na beira do rio 
Mando chamar a mãe-d`água 
Pra me contar as histórias 
Que no tempo de eu menino 
Rosa vinha me contar 
Vou-me embora pra Pasárgada 

Em Pasárgada tem tudo 
É outra civilização 
Tem um processo seguro 
De impedir a concepção 
Tem telefone automático 
Tem alcalóide à vontade 
Tem prostitutas bonitas 
Para a gente namorar 

E quando eu estiver mais triste 
Mas triste de não ter jeito 
Quando de noite me der 
Vontade de me matar 
-Lá sou amigo do rei- 
Terei a mulher que eu quero 
Na cama que escolherei 
Vou-me embora pra Pasárgada. 

domingo, 1 de julho de 2012

Diferenças culturais no trânsito

Muitos dos meus amigos me perguntam se eu não sinto falta do Brasil, morando fora há quase dois anos. Não sinto falta do país em si, sinto falta das coisas e pessoas que estão lá... Sinto falta do Fluminense, da minha família, dos meus amigos e eventualmente das comidas.
Não sinto falta da violência, da falta de educação, da sujeira e principalmente da falta de educação no trânsito. Do stress das pessoas dirigindo...
Muitos podem dizer que sou ingrata e que estou cuspindo no prato em que comi. Não sou. Dei todas as chances possíveis ao Brasil, tentei, ao máximo que pude, conviver com o caos brasileiro. Meu pai diz que não há lugar melhor no mundo que o Brasil, eu digo que não há lugar melhor no mundo para se passar férias como no Brasil.
Outro dia vi no Facebook uma campanha para se utilizar a seta, ao indicar mudanças de faixa ou de direção. Campanha no Brasil, infelizmente, só funciona a favor da maconha. Mas há que se ter uma pontinha de esperança, porque outras pessoas, assim como eu, se preocupam com a segurança no trânsito. "Dar a seta" é fundamental. É segurança para quem dirige e para o pedestre. Aqui damos seta até se vamos ultrapassar uma bicicleta na rua. Damos seta mesmo que não tenha carro na frente ou atrás, de tão enraizado que o hábito está... E em uma cidade cheia de rotatórias (o famoso "balão"), mesmo ao contornar, damos a seta.
Aliás, Colomiers (a cidade onde eu moro, na região de Toulouse) foi a primeira cidade da França a ter as famosas rotatórias...
Achei um blog que até mostra fotos das rotatórias ("ronds points") francesas: http://trobenet.centerblog.net/rub-poteries-.html




segunda-feira, 18 de junho de 2012

Aniversário

Bons amigos - Machado de Assis

Abençoados os que possuem amigos, os que os têm sem pedir.
Porque amigo não se pede, não se compra, nem se vende.
Amigo a gente sente!

Benditos os que sofrem por amigos, os que falam com o olhar.
Porque amigo não se cala, não questiona, nem se rende.
Amigo a gente entende!

Benditos os que guardam amigos, os que entregam o ombro pra chorar.
Porque amigo sofre e chora.
Amigo não tem hora pra consolar!

Benditos sejam os amigos que acreditam na tua verdade ou te apontam a realidade.
Porque amigo é a direção.
Amigo é a base quando falta o chão!

Benditos sejam todos os amigos de raízes, verdadeiros.
Porque amigos são herdeiros da real sagacidade.
Ter amigos é a melhor cumplicidade!

Há pessoas que choram por saber que as rosas têm espinho,
Há outras que sorriem por saber que os espinhos têm rosas!







sábado, 16 de junho de 2012

Homenagem ao amigo

Mesmo correndo, preciso postar essa bela homenagem, a um grande amigo...


quinta-feira, 14 de junho de 2012

Maneiras de irritar um francês


Dizer que você prefere os alpes suíços aos alpes franceses;
Pedir ketchup em restaurante chique e colocar em cima da carne, aos olhos do garçom;
Falar que os americanos fabricam champagnes deliciosos (para se chamar champagne, só pode ser fabricado na França);
Perguntar se francês toma banho todos os dias;
Dizer que greve é um ato de rebelião desnecessário;
Corrigir o inglês deles, principalmente quando eles pronunciam errado as palavras que começam com H;
Falar que francês trabalha pouco (são apenas 35h/semanais);
Afirmar que a gastronomia francesa é otima mas existem melhores;
Criticar a cabeçada que o Zidane deu no Materazzi na final da Copa do Mundo de 2006;
Dizer que os carros alemães (ou qualquer outra coisa alemã) são melhores que os franceses;
Colocar gelo no vinho tinto;
Lembrar que o francês é o 13o idioma mais falado no mundo;
Dizer que Paris é o grande centro da alta costura, logo depois de Milão;
Falar que gosta da Carla Bruni;
Dizer que carne de vaca só se come bem cozida;
Falar mal da maneira que eles fazer churrasco;
Dizer que fois gras é um tipo de patê;
Beber coca-cola no lugar de vinho, durante as refeições;
Dizer que eles não sabem dirigir e muito menos estacionar;
Dizer que eles compraram a Copa e por isso ganharam do Brasil;
Dizer que a Itália joga melhor futebol que a França;
Dizer que eles sao pessimistas e fazem tempestade em copo d'agua por pouca coisa;
Falar bem do Sarkozy para um socialista e falar mal dele para um UMPmista;
Criticar qualquer prato da culinária francesa, mesmo que seja "tête de veau";
Explicar a posição que Napoleão perdeu a guerra;
Deixar eles sem checar a météo por mais de 24h;
Explicar a eles que nem todas as palavras sao oxítonas (Leonardo nao é Leonardô, Gustavo nao é Gustavô);
Fazer eles pronunciarem direito o som "LH" de palhaço, pilha, entre outras;
Rir quando eles falam que o Brasil é um paraíso porque a gente mora junto aos animais da floresta, fala espanhol, que toda a população sabe sambar eouvimos salsa o dia inteiro.

domingo, 10 de junho de 2012

Top Ten Ways to Piss Off a Brazilian




10. Mention the World Cup of 1950, 1998 or 2006.
9. Ask him what the rainforest is like when a Brazilian tells you he's from São Paulo or Rio.
8. Say, "I hear Buenos Aires is really nice. That's your capital, right?"
7. Make sexual innuendo and imply she is a slut when you find out a woman is Brazilian.
6. Forget to take a shower and/or put on deodorant before coming in close contact with a Brazilian.
5. Talk with your mouth full, and chew with your mouth open.
4. Declare your love for Argentina, Argentines, Boca Juniors or Maradona.
3. Speak Spanish with him, since that is what language you assume he speaks.
2. Fail to answer anything but a very enthusiastic YES when asked if you like Brazil.
1. Criticize Brazil or Brazilians by making any remotely negative comment about either subject.

sábado, 9 de junho de 2012

Brasil, sil, sil...

Depois de longas horas de espera, entre voos e aeroportos, finalmente cheguei no Brasil. Há dois dias, mas confesso que estava com preguiça de escrever alguma coisa.
Primeiro dia foi lento, feriado, jet lag, almoço com a família e soneca. Pra valer mesmo, foi a partir de ontem: acordei cedo, fui aos médicos (quando se chega a uma certa idade, um médico só não é mais suficiente) com a minha avó, fui na minha médica, fui na academia, no salão... Ufa!
Meu corpo ainda está no fuso europeu, porque levantei às 5h da manhã. Ainda mais hoje, que queria dormir um pouquinho mais, para ficar bem acordada à noite, por causa do casamento que irei. A falta de educação das pessoas não me deixou ter uma noite inteira de sono, já que pessoas gritavam e buzinavam na rua às 2 da manhã.
Mil coisas para fazer, mil pessoas para ver, agenda tomada e devidamente organizada. Essa agitação é que me faz feliz no Rio.

segunda-feira, 4 de junho de 2012

10 mandamentos sobre relacionamentos


10 mandamentos sobre relacionamentos

1. Se não foi você, já se sabe quem foi;
2. Quando você não quer, o outro insiste;
3. Se o outro não quer, desista;
4. Não adianta pensar em tudo, sempre haverá algo que você não pensou;
5. Confiança é decisiva, principalmente depois de rompida;
6. Entregue-se inteiramente, mas deixe um pé atrás;
7. O amor nunca é de graça, a raiva sim;
8. Parentes participam de uma união como visitas, faça cerimônia;
9. Se nunca aconteceu, relaxe. Se aconteceu uma vez, irá acontecer de novo;
10. Juntar os cacos é tarefa de quem foi estabanado.

sexta-feira, 1 de junho de 2012

Filmes brasileiros, eu aprovo!

Há um mês, ou pouco mais, fiquei sozinha em casa em um final de semana. Ficar sozinha em casa é uma tentação, mesmo hoje, sendo burra velha. Fico me sentindo o Ferris Bueller, personagem de Matthew Broderick, em "Curtindo a Vida Adoidado". Sim, eu também já fiz moicano no cabelo.


Depois de dormir até tarde, devorar umas latas de leite condesado com "noix de coco", fazer doce-de-leite (que ficou uma porcaria mas devorei assim mesmo), resolvi assistir a uns filmes brasileiros, porque estava sentindo falta de ouvir alguma coisa bacana em bom português. Aqui, assisto a muita coisa em inglês e francês, mas raramente tem algo na minha língua materna. No começo de abril até tivemos um festival de cinema latino-americano, mas eu já tinha visto todos os filmes brasileiros da lista...
Tenho duas maneiras de assistir a filmes brasileiros, fora do circuito, aqui: fazendo download ou pelo Youtube. Minha opção acaba sempre sendo o Youtube, pela praticidade e rapidez, já que um download demora séculos, nessa conexão horrorosa (que não é só no Brasil) que tenho.
Minhas escolhas foram: Cilada.com, Madame Satã, As vidas Chico Xavier, 2 Coelhos e Estômago. Não consegui ver ainda 2 Coelhos e As vidas de Chico Xavier, mas em breve irei assistir e dar a minha opinião a respeito.
Sempre gostei de comedinhas light, bobas, daquelas de tão idiotas, você chora de rir, tipo "Débi e Lóide" ("Dumb and Dumber"), por isso resolvi começar meu domingo vendo "Cilada.com". Gosto do humor do Bruno Mazzeo e as comédias brasileiras que vi, "De pernas pro ar" e "Muita calma nessa hora", me divertiram bastante. "Cilada.com" é uma comédia legal, daquela de vários sorrisos durante o filme, mas nenhuma gargalhada histérica. Em seguida, resolvi ver "Madame Satã", filme que há anos estava com vontade de assistir mas nunca tive a oportunidade. Infelizmente a qualidade do filme estava péssima, mas mesmo assim pude achar maravilhosa a atuação de Lázaro Ramos, no papel da figura super conhecida da Lapa, simplesmente sensacional. A surpresa da noite (a essa altura, já era noite no meu domingo cinéfilo), foi com o filme "Estômago". O próprio nome do filme, foi essencial para me chamar a atenção. Se se agarra um homem pelo estômago, posso dizer que comigo aconteceu o mesmo... Incrível como esse filme me deixou curiosa, do começo ao fim. Me segurou, amarrou a minha atenção, me fez rir, me fez pensar e me chocou. Incrível como um filme pôde me despertar tantos sentimentos. E uma coisa é certa: se Selton Mello é o queridinho das produções nacionais, Fabiula Nascimento deveria ser a musa, a rainha, tal é a sua entrega às personagens. De cair o queixo, literalmente...
"Estômago" foi a melhor supresa daquele domingo chato.


Site oficial do filme: http://www.estomagoofilme.com.br/

quinta-feira, 31 de maio de 2012

Voos e aviões...

Essa noite sonhei duas vezes com acidentes aéreos. Acredito estar um pouco ansiosa para a viagem para o Brasil, então não dei muita atenção aos sinais do meu subconsciente.
Levantei da cama, tomei meu chá e como faço todas as manhãs, corri para o computador. Sempre leio os jornais brasileiros logo cedo e a matéria que chamou a minha atenção: 3 anos do acidente com avião da Airfrance, o voo 447.
Coincidência? Ou será que meu subconsciente marcou esse acidente e meu relógio biológico tratou de me avisar? Porque há 3 anos, eu voltava de Paris para o Rio, porém um dia antes do acidente. Lembro de estar indo para o trabalho, no dia 31 e logo cedo ouvir sobre o acidente. Encostei o carro e comecei a chorar, a sensação de que poderia ter sido comigo, de estar naquele voo, foi imediata. Alívio e tristeza, pairaram sobre mim. Fiquei com essa sensação, porque a aeronave em que voei, era a mesma do acidente. Normalmente, em voos internacionais, um avião vai para o seu destino, a tripulação descansa, a aeronave é limpa, abastecida e volta para a sua origem.
Enfim, 3 anos após o acidente, parece que finalmente as investigações estão acabando. A justiça francesa deve apontar AirFrance e Airbus como coautores de homícido culposo. Será que finalmente saberemos a real causa do acidente?




quarta-feira, 30 de maio de 2012

Countdown: Rio! Uma semana...

Uma semana para eu colocar o meu bumbum no assento dos aviões da KLM e da TAM e finalmente chegar no Rio...

Passarei um mês delicioso com a minha família, meus amigos e muitas comemorações! Comemoração atrasada do meu aniversário, casamentos e outras coisas maravilhosas que me aguardam no mês de junho.
Chegar em pleno feriado, será uma maravilha: sem trânsito, sem stress e o dia inteiro para ficar de bobeira.
Rio, me aguarde!

Nunca fui muito fã de Coldplay (achava eles chatos ao extremo, mas depois de "Paradise" mudei um pouquinho os meus conceitos...) mas essa música tem tudo a ver com a minha viagem pro Rio. Em junho, o Rio será o meu "Para-para-paradise"! 



Paradise - Coldplay

When she was just a girl
She expected the world
But it flew away from her reach
So she ran away in her sleep

And dreamed of para-para-paradise
Para-para-paradise
Para-para-paradise
Every time she closed her eyes

Ooohh

When she was just a girl
She expected the world
But it flew away from her reach
And bullets catch in her teeth

Life goes on
It gets so heavy
The wheel breaks the butterfly
Every tear, a waterfall
In the night
The stormy night
She closed her eyes
In the night
The stormy night
Away she flied

And dreamed of para-para-paradise
Para-para-paradise
Para-para-paradise
Whoa-oh-oh oh-oooh oh-oh-oh

She dreamed of para-para-paradise
Para-para-paradise
Para-para-paradise
Whoa-oh-oh oh-oooh oh-oh-oh

La-la-la-la-la

Still lying underneath the stormy skies
She said oh-oh-oh-oh-oh-oh
I know the sun's set to rise

This could be para-para-paradise
Para-para-paradise
This could be para-para-paradise
Whoa-oh-oh oh-oooh oh-oh-oh

This could be para-para-paradise
Para-para-paradise
This could be para-para-paradise
Whoa-oh-oh oh-oooh oh-oh-oh

Ooohh

This could be para-para-paradise
Para-para-paradise
This could be para-para-paradise
Whoa-oh-oh oh-oooh oh-oh-oh

Ooohh, oohh...


terça-feira, 29 de maio de 2012

Barcelona

Cheguei de Barcelona! Fui aproveitar o final de semana anterior ao meu aniversário (hoje!) na Espanha e estou hiper cansada...
Como hoje é um dia normal de trabalho, voltamos ontem de viagem e pegamos um mega engarrafamento na estrada, o que me fez sentir mais perto do Rio. Já estava me sentindo perto do Brasil na Espanha, porque em Barcelona todo mundo dirige igual ao Rio: super rápido e avanços de sinal são muito comuns.
Em Barcelona, visitamos:
Estádio do Barcelona;
Casa Batlló;
La Pedrera de Antoni Gaudí;
Sagrada Familia;
Park Güell;
Teleféric de Montjuic (lugar que mais gostei de Barça);
Las Ramblas (o mercado estava fechado, por causa do feriado, uma pena!);
Catedral de Barcelona (estava fechada no dia da visita);
Barri Gòtic;
Palau de la Música.
Por causa do feriado, algumas atrações estavam fechadas, mas acho que conseguimos visitar muitos lugares. Fizemos muitas coisas, levando-se em consideração a chegada num fim de sábado e a partida às 16h na segunda-feira.
As visitas foram feitas de metrô, com um bilhete comprado para o dia todo, ou seja: várias viagens com um único bilhete. O metrô é decente (mais até que o de Paris), com um ar-condicionado potente (o que foi ótimo, já que estava muito quente). As comidas são um capítulo à parte: culinária de Barcelona é mediterrânea e devo ter engordado uns trocentos quilos no final de semana. Preços competitivos e pratos fartos.
De todos os lugares que visitei em Barcelona, quase TUDO é cobrado (mais uma semelhança com o Rio), menos o Park Güell. Também pudera, com uma caminhada de corno para se chegar ao parque, o mínimo que se esperava era que a entrada fosse gratuita. Os preços das atrações são bem salgadinhos, por isso optamos em não entrar nas construções de Gaudí. Gastamos para entrar no estádio do Barcelona, após uma longa caminhada, e confesso que não me senti muito entusiasmada. Fiquei mais empolgada quando visitei os estádios em Londres.
Voltei para a França com a impressão de que Barcelona é uma cidade para se visitar uma vez só na vida. Agora a questão é: será que terei essa mesma impressão com Madrid?

                                                     Em frente à igreja da Sagrada Familia

sexta-feira, 25 de maio de 2012

Homenagem

Homenagem ao meu sobrenome, pena que erraram a grafia...
E como disse um amigo meu: "esse é O MELHOR DOS MUNDOS! HAHAHAHAHA!! Auto suficiência em todos os aspectos. "
Copiado e colado diretamente do Facebook, só porque eu disse que eu me comi foi bom pra mim!
Aí vai a foto do sanduíche, da La Croissanterie.


terça-feira, 22 de maio de 2012

O direito ao palavrão


Os palavrões não nasceram por acaso. São recursos extremamente válidos e criativos para prover nosso vocabulário de expressões que traduzem com a maior fidelidade nossos mais fortes e genuínos sentimentos. É o povo fazendo sua língua. Como o Latim Vulgar, será esse Português Vulgar que vingará plenamente um dia."Pra caralho", por exemplo. Qual expressão traduz melhor a ideia de muita quantidade do que "Pra caralho"? "Pra caralho" tende ao infinito, é quase uma expressão matemática. A Via-Láctea tem estrelas pra caralho, o Sol é quente pra caralho, o universo é antigo pra caralho, eu gosto de cerveja pra caralho, entende?

No gênero do "Pra caralho", mas, no caso, expressando a mais absoluta negação, está o famoso "Nem fodendo!". O "Não, não e não!" e tampouco o nada eficaz e já sem nenhuma credibilidade "Não, absolutamente não!" o substituem. O "Nem fodendo" é irretorquível, e liquida o assunto. Te libera, com a consciência tranqüila, para outras atividades de maior interesse em sua vida. Aquele filho pentelho de 17 anos te atormenta pedindo o carro pra ir surfar no litoral? Não perca tempo nem paciência. Solte logo um definitivo "Marquinhos, presta atenção, filho querido, NEM FODENDO!". O impertinente se manca na hora e vai pro Shopping se encontrar com a turma numa boa e você fecha os olhos e volta a curtir o CD do Lupicínio.

Por sua vez, o "porra nenhuma!" atendeu tão plenamente as situações onde nosso ego exigia não só a definição de uma negação, mas também o justo escárnio contra descarados blefes, que hoje é totalmente impossível imaginar que possamos viver sem ele em nosso cotidiano profissional. Como comentar a bravata daquele chefe idiota senão com um "é PhD porra nenhuma!", ou "ele redigiu aquele relatório sozinho porra nenhuma!". O "porra nenhuma", como vocês podem ver, nos provê sensações de incrível bem estar interior. É como se estivéssemos fazendo a tardia e justa denúncia pública de um canalha. São dessa mesma gênese os clássicos "aspone", "chepone", "repone" e, mais recentemente, o "prepone" - presidente de porra nenhuma.

Há outros palavrões igualmente clássicos. Pense na sonoridade de um "Puta-que-pariu!", ou seu correlato "Puta-que-o-pariu!", falados assim, cadenciadamente, sílaba por ílaba...Diante de uma notícia irritante qualquer um "puta-que-o-pariu!" dito assim te coloca outra vez em seu eixo.

Seus neurônios têm o devido tempo e clima para se reorganizar e sacar a atitude que lhe permitirá dar um merecido troco ou o safar de maiores dores de cabeça.

E o que dizer de nosso famoso "vai tomar no cu!"? E sua maravilhosa e reforçadora derivação "vai tomar no olho do seu cu!". Você já imaginou o bem que alguém faz a si próprio e aos seus quando, passado o limite do suportável, se dirige ao canalha de seu interlocutor e solta: "Chega! Vai tomar no olho do seu cu!". Pronto, você retomou as rédeas de sua vida, sua auto-estima. Desabotoa a camisa e saia à rua, vento batendo na face, olhar firme, cabeça erguida, um delicioso sorriso de vitória e renovado amor-íntimo nos lábios.

E seria tremendamente injusto não registrar aqui a expressão de maior poder de definição do Português Vulgar: "Fodeu!". E sua derivação mais avassaladora ainda: Fodeu de vez!". Você conhece definição mais exata, pungente e arrasadora para uma situação que atingiu o grau máximo imaginável de ameaçadora complicação? Expressão, inclusive, que uma vez proferida insere seu autor em todo um providencial contexto interior de alerta e auto-defesa. Algo assim como quando você está dirigindo bêbado, sem documentos do carro e sem carteira de habilitação e ouve uma sirene de polícia atrás de você mandando você parar: O que você fala? "Fodeu de vez!".

Sem contar que o nível de stress de uma pessoa é inversamente proporcional à quantidade de "foda-se!" que ela fala. Existe algo mais libertário do que o conceito do "foda-se!"? O "foda-se!" aumenta minha auto-estima, me torna uma pessoa melhor. Reorganiza as coisas. Me liberta. "Não quer sair comigo?

Então foda-se!". "Vai querer decidir essa merda sozinho(a) mesmo? Então foda-se!". O direito ao "foda-se!" deveria estar assegurado na Constituição Federal.

Liberdade, igualdade, fraternidade e foda-se.



- Autoria atribuída a Pedro Ivo Resende (e, às vezes, também a Millôr Fernandes e Luis Fernando Verissimo).


Fonte: http://books.google.com.br/books?id=oyVf7KC4f2wC&lpg=PA23&ots=ZWCuA6luCO&dq=Liberdade,%20igualdade,%20fraternidade%20e%20foda-se&pg=PA1#v=onepage&q&f=false

segunda-feira, 21 de maio de 2012

15 Things You Should Give Up To Be Happy



1. Give up your need to always be right;



2. Give up your need for control;



3. Give up on blame;



4. Give up your self-defeating self-talk;



5. Give up your limiting beliefs;



6. Give up complaining;



7. Give up the luxury of criticism;



8. Give up your need to impress others;



9. Give up your resistance to change;



10. Give up labels;



11. Give up on your fears;



12. Give up your excuses;



13. Give up the past;



14. Give up attachment;



15. Give up living your life to other people’s expectations.

sexta-feira, 18 de maio de 2012

Fernando Pessoa – O mais é nada


Navegue, descubra tesouros, mas não os tire do fundo do mar, o lugar deles é lá.
Admire a lua, sonhe com ela, mas não queira trazê-la para a terra.
Curta o sol, se deixe acariciar por ele, mas lembre-se que o seu calor é para todos.
Sonhe com as estrelas, apenas sonhe, elas só podem brilhar no céu.
Não tente deter o vento, ele precisa correr por toda parte, ele tem pressa de chegar sabe-se lá onde.
Não apare a chuva, ela quer cair e molhar muitos rostos, não pode molhar só o seu.
As lágrimas? Não as seque, elas precisam correr na minha, na sua, em todas as faces.
O sorriso! Esse você deve segurar, não deixe-o ir embora, agarre-o!
Quem você ama? Guarde dentro de um porta jóias, tranque, perca a chave! Quem você ama é a maior jóia que você possui, a mais valiosa.
Não importa se a estação do ano muda, se o século vira e se o milênio é outro, se a idade aumenta; conserve a vontade de viver, não se chega à parte alguma sem ela.
Abra todas as janelas que encontrar e as portas também.
Persiga um sonho, mas não deixe ele viver sozinho.
Alimente sua alma com amor, cure suas feridas com carinho.
Descubra-se todos os dias, deixe-se levar pelas vontades, mas não enlouqueça por elas.
Procure, sempre procure o fim de uma história, seja ela qual for.
Dê um sorriso para quem esqueceu como se faz isso.
Acelere seus pensamentos, mas não permita que eles te consumam.
Olhe para o lado, alguém precisa de você.
Abasteça seu coração de fé, não a perca nunca.
Mergulhe de cabeça nos seus desejos e satisfaça-os.
Agonize de dor por um amigo, só saia dessa agonia se conseguir tirá-lo também.
Procure os seus caminhos, mas não magoe ninguém nessa procura.
Arrependa-se, volte atrás, peça perdão!
Não se acostume com o que não o faz feliz, revolte-se quando julgar necessário.
Alague seu coração de esperanças, mas não deixe que ele se afogue nelas.
Se achar que precisa voltar, volte!
Se perceber que precisa seguir, siga!
Se estiver tudo errado, comece novamente.
Se estiver tudo certo, continue.
Se sentir saudades, mate-a.
Se perder um amor, não se perca!
Se achá-lo, segure-o!
Circunda-te de rosas, ama, bebe e cala.
O mais é nada.

quinta-feira, 17 de maio de 2012

Mapas e GPS

Uma vez disse que GPS de mulher deveria indicar os caminhos, usando referências práticas para nós, tais como: vire à direita na loja de sapatos, siga em frente até o supermercado, vire à esquerda na loja de maquiagem. Não é preconceito: se somos (pelo menos eu sou) atoladas com mapas de papel, que dirá com o mapa eletrônico, o famoso GPS. Hoje, para mim, o GPS serve única e exclusivamente como alerta de radares, já que tenho um pé bastante pesado para quem calça 39.
Quantas vezes eu me perdi, da minha casa até a casa da minha comadre, ou da minha casa até o shopping center? Milhões de vezes! Mesmo com o GPS!
De tanto errar e acertar, acabei aprendendo os caminhos e hoje, sei de cor, como chegar nos lugares que quero. Afinal, isso é a vida: uma sequência de erros e acertos, que nos ajuda a ser quem somos e nesse caso específico, aprender a dirigir sem uma ajudinha extra.
Hoje afirmo sem dúvida nenhuma: onde quer que eu vá e para qualquer coisa que eu faça, o meu coração é a minha bússola...






terça-feira, 15 de maio de 2012

‎15 coisas que você tem que desistir de fazer para ser feliz

Aqui está uma lista de 15 coisas que, se você parar de fazer, vai tornar sua vida muito mais fácil e muito, muito feliz. Nós nos agarraramos a tantas coisas que nos causam uma grande quantidade de estresse, dor e sofrimento - e, em vez de permitir-nos a ser livre de estresse e feliz - nos apegamos a eles. Não mais. A partir de hoje vamos desistir de todas aquelas coisas que não nos servem mais, e vamos aceitar a mudança. 

1. Desista da sua necessidade de estar sempre certo

Há tantos de nós que não pode suportar a idéia de estar errado - querer ter sempre razão - mesmo correndo o risco de acabar com grandes relacionamentos ou causando uma grande dose de estresse e dor, para nós e para os outros. É não vale a pena. Sempre que você sentir a necessidade "urgente" para saltar em uma briga sobre quem está certo e quem está errado, pergunte a si mesmo esta pergunta: eu preferiria estar certo ou eu prefiro ser gentil? Que diferença isso vai fazer? É o seu ego realmente grande?

2. Desista da sua necessidade de controle

Esteja disposto a desistir de sua necessidade de sempre controlar tudo o que acontece com você e ao seu redor: situações, eventos, pessoas, etc. Sejam eles entes queridos, colegas de trabalho ou apenas estranhos que você encontra na rua - só permitir que eles sejam eles mesmos. Permita que tudo e todos sejam exatamente como eles são e você verá o quão melhor será que o fazem sentir.

"Ao deixar pra lá" tudo é feito. O mundo é ganho por quem deixa pra lá'. Mas quando você tenta sempre controlar, o mundo está além da possibildade de ser ganho. 

3. Desista de culpa

Desistir de sua necessidade de culpar os outros pelo que você tem ou não tem, para o que você sente ou não sente. Pare de dar os seus poderes aos outros e começar a tomar responsabilidade pela sua vida.

4. Desista de sua fala auto-destrutiva

Quantas pessoas estão se machucando por causa de sua negativa, poluída e repetitiva mentalidade derrotista? Não acredite em tudo que sua mente está dizendo a você - especialmente se ela é negativa e autodestrutiva. você é melhor do que isso.

"A mente é um instrumento excelente, se usado corretamente. Usado de forma errada, no entanto, torna-se muito destrutivas." Eckhart Tolle

5. Desista de suas crenças limitantes

Sobre o que você pode ou não pode fazer, sobre o que é possível ou impossível. Abra suas asas e voe!

"Uma crença não é uma idéia realizada pela mente, é uma idéia que mantém a mente" Elly Roselle

6. Desista de se queixar

Desista de sua constante necessidade de reclamar sobre os muitas, muitas, muitaaaaas coisas - pessoas, situações, acontecimentos que o fazem infeliz, triste e deprimido. Ninguém pode fazer você infeliz, nenhuma situação pode fazê-lo triste ou infeliz a menos que você deixe. Não é a situação que desencadeia esses sentimentos em você, mas como você escolhe encará-las. Nunca subestime o poder do pensamento positivo.

7. Desista das críticas

Desista da sua necessidade de criticar coisas, acontecimentos ou pessoas que são diferentes de você. Somos todos diferentes, mas somos todos iguais. Nós todos queremos ser felizes, todos nós queremos amar e ser amados e que todos nós queremos é ser compreendidos. 

8. Desista a sua necessidade de impressionar os outros

Pare de tentar ser algo que você não é só para fazer os outros gostarem de você. Não funciona dessa maneira. O momento que você parar de se esforçar tanto para ser algo que você não é. No momento em que tirar todas as suas máscaras e aceitar e abraçar o seu verdadeiro eu, você vai encontrar pessoas que serão atraídas por você, sem esforço.

9. Desista da sua resistência à mudança

Mudar é bom. Mudança vai ajudá-lo a se mover de A para B. Isso irá ajudá-lo a fazer melhorias em sua vida e também às vidas daqueles ao seu redor. Siga sua felicidade e abrace a mudança: não resista a ela.
"Siga sua felicidade e o universo vai abrir portas para você, onde só havia paredes" Joseph Campbell

10. Desista dos rótulos

Pare de rotular as coisas, pessoas ou eventos que você não entende como sendo estranhos ou diferentes. Tente abrir a sua mente, pouco a pouco. Mentes só funcionam quando abertas. "A mais elevada forma de ignorância é quando você rejeitar algo que não sei nada sobre." Wayne Dyer

11. Desista de seus medos

O medo é apenas uma ilusão, ele não existe: você o criou. Está tudo na sua mente. Corrija o interior e o exterior vai cair no lugar.
"A única coisa que temos a temer, é o próprio medo." Franklin D. Roosevelt

12. Desista de suas desculpas

Mande-as arrumar as malas e diga-lhes que estão demitidas. Você não precisa mais delas. Muitas vezes nos limitamos por causa das muitas desculpas que usamos. Em vez de crescer e trabalhar para melhorar a nós mesmos e nossas vidas, ficamos presos, mentindo para nós mesmos, usando todo o tipo de desculpas: desculpas que 99,9% das vezes não são sequer reais.

13. Desista do passado

Eu sei, eu sei. É difícil. Especialmente quando o passado parece muito melhor do que o presente e o futuro parece tão assustador, mas você tem que levar em consideração o fato de que o momento presente é tudo que você tem e tudo que você nunca vai ter. Pare de se iludir. Aproveitar a vida e o seu momento. Afinal a vida é uma viagem, não um destino. Tenha uma visão clara para o futuro: prepare-se, mas sempre esteja focado no agora.

14. Desista do apego as coisas

Este é um conceito que, para a maioria de nós é tão difícil de entender mas não é algo impossível praticar. O momento em que você não se preocupar mais com bens materiais, você vai se tornar calmo, tolerante, amável e sereno. Você vai chegar a um lugar onde você vai ser capaz de compreender todas as coisas, sem sequer tentar. Um estado além das palavras.

15. Desista de viver a sua vida às expectativas de outras pessoas

Muitas pessoas estão vivendo uma vida que não é delas. Elas vivem suas vidas de acordo com o que os outros pensam que é melhor para eles. As pessoas ignoram a sua voz interior, o chamado interior. Estão tão ocupados em agradar aos outros, que perdem o controle sobre suas vidas. Eles esquecem o que os torna felizes, o que eles querem, o que eles precisam .... E eventualmente, eles se esquecem de si mesmos. Você tem uma vida e deve vivê-la, possuí-la e, especialmente, não deixar que as opiniões alheias alterem o seu caminho.