Ontem, não
sei porque cargas d’água, me peguei pensando nos meus avós: pai da minha mãe e
mãe do meu pai.
Como é
sentir saudade de algo que se nunca teve ou alguém que nunca se conheceu? Pois é, eu sinto.
De uma maneira inexplicável. Óbvio que eu sinto saudades da minha avó que está
no Brasil e do meu avô que já desencarnou. Talvez o porquê, pelos que desencarnaram antes do meu
nascimento, seja que tudo sobre eles está envolvido em uma aura lúdica, de
mistério.
Conheci os
dois através de histórias contadas pelo meu pai e minha mãe e tenho um enorme
fascínio e curiosidade por eles. A doçura no olhar que minha avó paterna tinha
e a brabeza e cuidado que meu avô materno tinha são bem visíveis para mim.
Consegui criar uma imagem “real” através de fotografias e relatos. Pena que
sobre a minha avó materna, pouco sei, já que ela desencarnou muito jovem, de
tuberculose. Doença mortal, na época, nos anos 40.
Acho tenho
um pouco dos meus quatro avós: o senso de humor e a vontade de fazer sempre o
bem do meu avô Nestor, o cabelo e corpo da minha avó Marina (uma vez, sentada
no muro da nossa casa em Barra de São João, meu pai começou a chorar, quando me
viu e disse que estava exatamente como a mãe dele), a vontade de trabalhar e ser
correto do meu avô Milede, o carinho e o cuidado da minha avó Lourdes.
Minha avó
Marina desencarnou em 1948 (eu acho), meu avô Nestor em 1988, meu avô Milede em
1977. Eles estão vivos na minha memória e em meu coração e não tenho dúvidas de
um dia irei encontrá-los e poder finalmente conhecer meu avô Milede e minha avó
Marina.
Minha avó
Lourdes está bem, apesar da idade avançada. Peço MUITO e SEMPRE a Deus para
protegê-la e mantê-la bem. Gostaria muito que minha avó conhecesse os meus
filhos, que ainda não nasceram mas estão planejados. Vou deixar o meu desejo
nas mãos de Deus, se assim for a sua vontade.
E não há um dia que passe sem dizer um “eu te amo” a minha avó...
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