quinta-feira, 8 de maio de 2014

Manual de sobrevivência na França: Boas maneiras e tradições…

Ninguém no site está achando o leitor mal educado ou querendo ensinar a alguém boas maneiras. A questão é: nem sempre o comportamento em um país estrangeiro é igual ao da nossa terra natal.
Muitas coisas separam o Brasil da França e não é só um oceano. Há um “código” de atitudes bem diferente e se você viaja a França a passeio ou pretende se instalar aqui, é bom conhecê-lo. É sempre bom aprender um pouquinho sobre os costumes e hábitos de um lugar.
Moro há quatro anos na França e algumas coisas me causam estranheza (ainda), outras já incorporei – até porque tinha o mesmo hábito no Brasil.
Abaixo, listo algumas tradições francesas relacionadas aos bons hábitos de convivência e algumas coisas que acho diferentes.
- A francesa sempre coloca sua bolsa no chão. Em qualquer lugar, seja em casa ou em lugar público;
- É um sacrilégio cortar uma baguette com a faca! Faça como os franceses e corte-a com as mãos;
- O queijo é um item indispensável na vida do francês (assim como o pão): é sempre servido depois do prato principal e antes da sobremesa;
- Quase todo mundo bebe água da torneira. Nos restaurantes, há sempre uma garrafa de água disponível, o famoso “château la pompe”;
- Nenhum francês sai de casa sem olhar a previsão do tempo;
- Quase todos os franceses que conheço tiram os sapatos antes de entrar em casa;
- Todo mundo aprende a separar o lixo. Praticamente todas as residências têm um recipiente para o lixo reciclável e outra para o lixo normal;
- As crianças aprendem desde cedo a “bricolage” e quando crescem sabem fazer praticamente tudo em casa: desde pintura a hidráulica! No Brasil, estamos tão acostumados a pagar alguém para os serviços do lar que ainda estranho ver meu marido pintando a casa e consertando a banheira;
- Os supermercados franceses não oferecem mais a sacola plástica (a não ser que você pague), assim todos vão ao supermercado com as suas “ecobags”;
- Quanto mais ao norte, maior a pontualidade dos franceses. Ao sul, não espere tanta pontualidade assim;
- Ao entrar em qualquer lugar, todos dizem “bonjour”, mesmo crianças. Ao sair, “au revoir”. Outras palavrinhas mágicas são “s’il vous plaît”. Todos devem aprender e utilizá-las: é educado e simpático;
- Ao entrar em um restaurante, deve-se esperar por alguém para conduzir você até a mesa. Não é nada educado sair entrando e sentando;
- Gorjetas não estão incluídas no serviço, por isso são sempre bem-vindas se você foi bem atendido;
- Franceses assoam o nariz em qualquer lugar (mesmo à mesa), em alto e bom som;
- Na escada rolante do metrô, deve-se ficar sempre à direita, para que os mais apressados possam ultrapassar pela esquerda;
- Quando há outras pessoas na mesa para jantar ou almoçar, é educado esperar todos se servirem e começar a comer somente após o “bon appétit!”;
- Homens se cumprimentam com beijos no rosto;
- Leve uma garrafa de vinho, como cortesia, sempre que for convidado para um almoço ou jantar;
- Não existe frentista e muito menos flaneninha na França. Você terá que abastecer seu próprio carro e se virar sozinho para arrumar uma vaga e estacionar (vai ver é por isso que os franceses estacionam super mal);
- Buzinar no trânsito só em caso de extrema urgência, um acidente iminente, por exemplo (mesmo assim ouvimos muitas buzinas em Paris);
- Ainda é usado o “vous” na França. Nós matamos o “vós” há muito tempo no Brasil, mas “tu” e “vous” são para usos diferentes. Use o “tu” somente com pessoas próximas e o “vous” para todos os outros;
- Há uma distância a ser respeitada, contato físico é para pessoas muito íntimas. Nunca puxe as pessoas pelo braço para pedir informação ou para ser atendido em um restaurante ou uma loja, é muito grosseiro;
- Por último: fale baixo, respeitando as pessoas que estão ao seu redor.
Notou algumas diferenças com o Brasil ? Achou os franceses bastante rígidos ? Deixe seu comentário e divida sua opinião conosco.

*Texto escrito por mim e publicado no site da Comunidade Brasileira na França.
www.comunidadebrasileiranafranca.com/

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

E ela nasceu!



Finalmente pari. Depois de uma gravidez relativamente tranquila (tive enjoo, constipação e uma micro cirurgia no olho), entrei em trabalho de parto na madrugada do dia 06 de janeiro de 2014.
Minha filha nasceu no dia de Reis e no nascimento de Joana d’Arc. A previsão para o parto seria dia 08, mas como pedi a ela que viesse após a chegada dos avós, ela resolveu alegrar a minha vida com dois dias de antecedência.
Às 4 da manhã comecei a sentir as contrações, mas achei que era alarme falso: tomei um remédio e voltei a dormir. As contrações se tornaram constantes e vi que não era alarme falso, Marina estava querendo nascer! Chamei meu marido, tomei um banho e ainda tive calma o suficiente para chamar a minha mãe e explicar todos os detalhes da casa (eles chegaram no dia 05 e não tive tempo de mostrar e explicar os detalhes da casa para minha mãe, como o alarme e a placa de indução). Cheguei na maternidade e tudo correu super bem, mesmo com meu nervosismo de ter uma cesariana. Minha filhota estava sentada e não pude ter o parto natural, como desejava. O importante é que minha filha nasceu saudável e perfeita!
Depois de um super corte da cesariana (o médico falou que era na linha do biquíni, mas ele deve ter se esquecido que sou brasileira), uma mega hemorragia e uma recuperação dolorosa, cá estou, após comemorar o “mesversário” da minha boneca. 1 mês de alegrias, olheiras, falta de sono, discussões com meu marido e muito amor para a minha menina!
Seja bem-vinda a esse mundo minha franco-brasileirinha! Tenho tanto amor para te dar, que parece que meu peito vai explodir! E acho mesmo, porque com a quantidade de leite que tenho...
Meu pacotinho do amor: a vida é maravilhosa e é um presente de Deus. Iremos aproveitá-la juntas, o máximo possível, porque sei que um dia você seguirá o seu caminho. E mesmo assim, eu estarei do seu lado. Te amo!