Ninguém no site está achando o leitor mal educado ou querendo ensinar
a alguém boas maneiras. A questão é: nem sempre o comportamento em um
país estrangeiro é igual ao da nossa terra natal.
Muitas coisas separam o Brasil da França e não é só um oceano. Há um
“código” de atitudes bem diferente e se você viaja a França a passeio ou
pretende se instalar aqui, é bom conhecê-lo. É sempre bom aprender um
pouquinho sobre os costumes e hábitos de um lugar.
Moro há quatro anos na França e algumas coisas me causam estranheza
(ainda), outras já incorporei – até porque tinha o mesmo hábito no
Brasil.
Abaixo, listo algumas tradições francesas relacionadas aos bons hábitos de convivência e algumas coisas que acho diferentes.
- A francesa sempre coloca sua bolsa no chão. Em qualquer lugar, seja em casa ou em lugar público;
- É um sacrilégio cortar uma baguette com a faca! Faça como os franceses e corte-a com as mãos;
- O queijo é um item indispensável na vida do francês (assim como o
pão): é sempre servido depois do prato principal e antes da sobremesa;
- Quase todo mundo bebe água da torneira. Nos restaurantes, há sempre
uma garrafa de água disponível, o famoso “château la pompe”;
- Nenhum francês sai de casa sem olhar a previsão do tempo;
- Quase todos os franceses que conheço tiram os sapatos antes de entrar em casa;
- Todo mundo aprende a separar o lixo. Praticamente todas as
residências têm um recipiente para o lixo reciclável e outra para o lixo
normal;
- As crianças aprendem desde cedo a “bricolage” e quando crescem
sabem fazer praticamente tudo em casa: desde pintura a hidráulica! No
Brasil, estamos tão acostumados a pagar alguém para os serviços do lar
que ainda estranho ver meu marido pintando a casa e consertando a
banheira;
- Os supermercados franceses não oferecem mais a sacola plástica (a
não ser que você pague), assim todos vão ao supermercado com as suas
“ecobags”;
- Quanto mais ao norte, maior a pontualidade dos franceses. Ao sul, não espere tanta pontualidade assim;
- Ao entrar em qualquer lugar, todos dizem “bonjour”, mesmo crianças.
Ao sair, “au revoir”. Outras palavrinhas mágicas são “s’il vous plaît”.
Todos devem aprender e utilizá-las: é educado e simpático;
- Ao entrar em um restaurante, deve-se esperar por alguém para
conduzir você até a mesa. Não é nada educado sair entrando e sentando;
- Gorjetas não estão incluídas no serviço, por isso são sempre bem-vindas se você foi bem atendido;
- Franceses assoam o nariz em qualquer lugar (mesmo à mesa), em alto e bom som;
- Na escada rolante do metrô, deve-se ficar sempre à direita, para que os mais apressados possam ultrapassar pela esquerda;
- Quando há outras pessoas na mesa para jantar ou almoçar, é educado
esperar todos se servirem e começar a comer somente após o “bon
appétit!”;
- Homens se cumprimentam com beijos no rosto;
- Leve uma garrafa de vinho, como cortesia, sempre que for convidado para um almoço ou jantar;
- Não existe frentista e muito menos flaneninha na França. Você terá
que abastecer seu próprio carro e se virar sozinho para arrumar uma vaga
e estacionar (vai ver é por isso que os franceses estacionam super
mal);
- Buzinar no trânsito só em caso de extrema urgência, um acidente
iminente, por exemplo (mesmo assim ouvimos muitas buzinas em Paris);
- Ainda é usado o “vous” na França. Nós matamos o “vós” há muito
tempo no Brasil, mas “tu” e “vous” são para usos diferentes. Use o “tu”
somente com pessoas próximas e o “vous” para todos os outros;
- Há uma distância a ser respeitada, contato físico é para pessoas
muito íntimas. Nunca puxe as pessoas pelo braço para pedir informação ou
para ser atendido em um restaurante ou uma loja, é muito grosseiro;
- Por último: fale baixo, respeitando as pessoas que estão ao seu redor.
Notou algumas diferenças com o Brasil ? Achou os franceses bastante rígidos ? Deixe seu comentário e divida sua opinião conosco.
*Texto escrito por mim e publicado no site da Comunidade Brasileira na França.
www.comunidadebrasileiranafranca.com/
Pequeno diário de "bordo" sobre a minha nada mole vida: mudança de país, costumes, hábitos... Um pequeno relato para o futuro, para mostrar a minha sobrinha, afilhados e filhos.
quinta-feira, 8 de maio de 2014
sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014
E ela nasceu!
Finalmente
pari. Depois de uma gravidez relativamente tranquila (tive enjoo, constipação e
uma micro cirurgia no olho), entrei em trabalho de parto na madrugada do dia 06
de janeiro de 2014.
Minha filha
nasceu no dia de Reis e no nascimento de Joana d’Arc. A previsão para o parto
seria dia 08, mas como pedi a ela que viesse após a chegada dos avós, ela resolveu
alegrar a minha vida com dois dias de antecedência.
Às 4 da
manhã comecei a sentir as contrações, mas achei que era alarme falso: tomei um
remédio e voltei a dormir. As contrações se tornaram constantes e vi que não
era alarme falso, Marina estava querendo nascer! Chamei meu marido, tomei um
banho e ainda tive calma o suficiente para chamar a minha mãe e explicar todos
os detalhes da casa (eles chegaram no dia 05 e não tive tempo de mostrar e
explicar os detalhes da casa para minha mãe, como o alarme e a placa de
indução). Cheguei na maternidade e tudo correu super bem, mesmo com meu
nervosismo de ter uma cesariana. Minha filhota estava sentada e não pude ter o
parto natural, como desejava. O importante é que minha filha nasceu saudável e
perfeita!
Depois de
um super corte da cesariana (o médico falou que era na linha do biquíni, mas
ele deve ter se esquecido que sou brasileira), uma mega hemorragia e uma
recuperação dolorosa, cá estou, após comemorar o “mesversário” da minha boneca.
1 mês de alegrias, olheiras, falta de sono, discussões com meu marido e muito
amor para a minha menina!
Seja
bem-vinda a esse mundo minha franco-brasileirinha! Tenho tanto amor para te
dar, que parece que meu peito vai explodir! E acho mesmo, porque com a
quantidade de leite que tenho...
Meu
pacotinho do amor: a vida é maravilhosa e é um presente de Deus. Iremos
aproveitá-la juntas, o máximo possível, porque sei que um dia você seguirá o
seu caminho. E mesmo assim, eu estarei do seu lado. Te amo!
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