Há alguns dias, comemoramos os 4 meses da Marina. Mais uma vez tentei fazer um bolo, mas colocar muita massa em uma forma pequena é um erro que jamais repetirei! O bolo cresceu e tinha bolo por todo forno! O ponto positivo é que esse bolo ficou gostoso (assim como o do "mesversário" de 3 meses) e não sobrou nada. Estou aprimorando a arte de cozinhar!
Tenho feito postagens no Facebook, a cada "mesversário" da minha filha, sempre com um texto meu ou uma música que transmita o que sinto por ela. Marina tem tornado cada dia da minha vida diferente, melhor, feliz. Acordar e dar de cara com um bebê bem humorado, que já acorda sorrindo e sem choro, é um sonho.
Minha boneca já dorme as noites inteiras (a não ser que haja algum evento diferente, ela acorda uma vez durante a noite), o que facilita bastante a minha vida: uma boa noite de sono me dá energia para cuidar dela, da maneira que ela merece, durante o dia.
Vou parar de trabalhar (consegui juntar minha licença maternidade com as férias), para me dedicar exclusivamente a ela. Amamento à demanda e curtimos muito a companhia uma da outra. Estar com a minha filha o tempo todo é o maior prazer que poderia ter!
A licença maternidade na França é menor do que no Brasil, mas aqui há uma licença muito bacana e e pretendo utilizar: é o "congé parental", que permite a mãe se afastar do trabalho pelo tempo necessário, com a garantia do emprego durante esse tempo. Não há salário, mas pelo menos ninguém fica desempregada quando o "congé" acaba.
Ah! Finalmente me livrei das roupas de grávida! Estavam largas e ontem saí para comprar algumas calças jeans, já que as de antes da gravidez não fecham. Meu consolo é que estou vestindo somente um número acima do anterior à gravidez!
Pequeno diário de "bordo" sobre a minha nada mole vida: mudança de país, costumes, hábitos... Um pequeno relato para o futuro, para mostrar a minha sobrinha, afilhados e filhos.
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sexta-feira, 1 de maio de 2015
E aos 4 meses...
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quinta-feira, 8 de maio de 2014
Manual de sobrevivência na França: Boas maneiras e tradições…
Ninguém no site está achando o leitor mal educado ou querendo ensinar
a alguém boas maneiras. A questão é: nem sempre o comportamento em um
país estrangeiro é igual ao da nossa terra natal.
Muitas coisas separam o Brasil da França e não é só um oceano. Há um “código” de atitudes bem diferente e se você viaja a França a passeio ou pretende se instalar aqui, é bom conhecê-lo. É sempre bom aprender um pouquinho sobre os costumes e hábitos de um lugar.
Moro há quatro anos na França e algumas coisas me causam estranheza (ainda), outras já incorporei – até porque tinha o mesmo hábito no Brasil.
Abaixo, listo algumas tradições francesas relacionadas aos bons hábitos de convivência e algumas coisas que acho diferentes.
- A francesa sempre coloca sua bolsa no chão. Em qualquer lugar, seja em casa ou em lugar público;
- É um sacrilégio cortar uma baguette com a faca! Faça como os franceses e corte-a com as mãos;
- O queijo é um item indispensável na vida do francês (assim como o pão): é sempre servido depois do prato principal e antes da sobremesa;
- Quase todo mundo bebe água da torneira. Nos restaurantes, há sempre uma garrafa de água disponível, o famoso “château la pompe”;
- Nenhum francês sai de casa sem olhar a previsão do tempo;
- Quase todos os franceses que conheço tiram os sapatos antes de entrar em casa;
- Todo mundo aprende a separar o lixo. Praticamente todas as residências têm um recipiente para o lixo reciclável e outra para o lixo normal;
- As crianças aprendem desde cedo a “bricolage” e quando crescem sabem fazer praticamente tudo em casa: desde pintura a hidráulica! No Brasil, estamos tão acostumados a pagar alguém para os serviços do lar que ainda estranho ver meu marido pintando a casa e consertando a banheira;
- Os supermercados franceses não oferecem mais a sacola plástica (a não ser que você pague), assim todos vão ao supermercado com as suas “ecobags”;
- Quanto mais ao norte, maior a pontualidade dos franceses. Ao sul, não espere tanta pontualidade assim;
- Ao entrar em qualquer lugar, todos dizem “bonjour”, mesmo crianças. Ao sair, “au revoir”. Outras palavrinhas mágicas são “s’il vous plaît”. Todos devem aprender e utilizá-las: é educado e simpático;
- Ao entrar em um restaurante, deve-se esperar por alguém para conduzir você até a mesa. Não é nada educado sair entrando e sentando;
- Gorjetas não estão incluídas no serviço, por isso são sempre bem-vindas se você foi bem atendido;
- Franceses assoam o nariz em qualquer lugar (mesmo à mesa), em alto e bom som;
- Na escada rolante do metrô, deve-se ficar sempre à direita, para que os mais apressados possam ultrapassar pela esquerda;
- Quando há outras pessoas na mesa para jantar ou almoçar, é educado esperar todos se servirem e começar a comer somente após o “bon appétit!”;
- Homens se cumprimentam com beijos no rosto;
- Leve uma garrafa de vinho, como cortesia, sempre que for convidado para um almoço ou jantar;
- Não existe frentista e muito menos flaneninha na França. Você terá que abastecer seu próprio carro e se virar sozinho para arrumar uma vaga e estacionar (vai ver é por isso que os franceses estacionam super mal);
- Buzinar no trânsito só em caso de extrema urgência, um acidente iminente, por exemplo (mesmo assim ouvimos muitas buzinas em Paris);
- Ainda é usado o “vous” na França. Nós matamos o “vós” há muito tempo no Brasil, mas “tu” e “vous” são para usos diferentes. Use o “tu” somente com pessoas próximas e o “vous” para todos os outros;
- Há uma distância a ser respeitada, contato físico é para pessoas muito íntimas. Nunca puxe as pessoas pelo braço para pedir informação ou para ser atendido em um restaurante ou uma loja, é muito grosseiro;
- Por último: fale baixo, respeitando as pessoas que estão ao seu redor.
Notou algumas diferenças com o Brasil ? Achou os franceses bastante rígidos ? Deixe seu comentário e divida sua opinião conosco.
*Texto escrito por mim e publicado no site da Comunidade Brasileira na França.
www.comunidadebrasileiranafranca.com/
Muitas coisas separam o Brasil da França e não é só um oceano. Há um “código” de atitudes bem diferente e se você viaja a França a passeio ou pretende se instalar aqui, é bom conhecê-lo. É sempre bom aprender um pouquinho sobre os costumes e hábitos de um lugar.
Moro há quatro anos na França e algumas coisas me causam estranheza (ainda), outras já incorporei – até porque tinha o mesmo hábito no Brasil.
Abaixo, listo algumas tradições francesas relacionadas aos bons hábitos de convivência e algumas coisas que acho diferentes.
- A francesa sempre coloca sua bolsa no chão. Em qualquer lugar, seja em casa ou em lugar público;
- É um sacrilégio cortar uma baguette com a faca! Faça como os franceses e corte-a com as mãos;
- O queijo é um item indispensável na vida do francês (assim como o pão): é sempre servido depois do prato principal e antes da sobremesa;
- Quase todo mundo bebe água da torneira. Nos restaurantes, há sempre uma garrafa de água disponível, o famoso “château la pompe”;
- Nenhum francês sai de casa sem olhar a previsão do tempo;
- Quase todos os franceses que conheço tiram os sapatos antes de entrar em casa;
- Todo mundo aprende a separar o lixo. Praticamente todas as residências têm um recipiente para o lixo reciclável e outra para o lixo normal;
- As crianças aprendem desde cedo a “bricolage” e quando crescem sabem fazer praticamente tudo em casa: desde pintura a hidráulica! No Brasil, estamos tão acostumados a pagar alguém para os serviços do lar que ainda estranho ver meu marido pintando a casa e consertando a banheira;
- Os supermercados franceses não oferecem mais a sacola plástica (a não ser que você pague), assim todos vão ao supermercado com as suas “ecobags”;
- Quanto mais ao norte, maior a pontualidade dos franceses. Ao sul, não espere tanta pontualidade assim;
- Ao entrar em qualquer lugar, todos dizem “bonjour”, mesmo crianças. Ao sair, “au revoir”. Outras palavrinhas mágicas são “s’il vous plaît”. Todos devem aprender e utilizá-las: é educado e simpático;
- Ao entrar em um restaurante, deve-se esperar por alguém para conduzir você até a mesa. Não é nada educado sair entrando e sentando;
- Gorjetas não estão incluídas no serviço, por isso são sempre bem-vindas se você foi bem atendido;
- Franceses assoam o nariz em qualquer lugar (mesmo à mesa), em alto e bom som;
- Na escada rolante do metrô, deve-se ficar sempre à direita, para que os mais apressados possam ultrapassar pela esquerda;
- Quando há outras pessoas na mesa para jantar ou almoçar, é educado esperar todos se servirem e começar a comer somente após o “bon appétit!”;
- Homens se cumprimentam com beijos no rosto;
- Leve uma garrafa de vinho, como cortesia, sempre que for convidado para um almoço ou jantar;
- Não existe frentista e muito menos flaneninha na França. Você terá que abastecer seu próprio carro e se virar sozinho para arrumar uma vaga e estacionar (vai ver é por isso que os franceses estacionam super mal);
- Buzinar no trânsito só em caso de extrema urgência, um acidente iminente, por exemplo (mesmo assim ouvimos muitas buzinas em Paris);
- Ainda é usado o “vous” na França. Nós matamos o “vós” há muito tempo no Brasil, mas “tu” e “vous” são para usos diferentes. Use o “tu” somente com pessoas próximas e o “vous” para todos os outros;
- Há uma distância a ser respeitada, contato físico é para pessoas muito íntimas. Nunca puxe as pessoas pelo braço para pedir informação ou para ser atendido em um restaurante ou uma loja, é muito grosseiro;
- Por último: fale baixo, respeitando as pessoas que estão ao seu redor.
Notou algumas diferenças com o Brasil ? Achou os franceses bastante rígidos ? Deixe seu comentário e divida sua opinião conosco.
*Texto escrito por mim e publicado no site da Comunidade Brasileira na França.
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domingo, 29 de setembro de 2013
Aprendendo a viver na França: a gravidez de uma brasileira em território desconhecido
Posso dizer que fui “cobaia” para escrever esse
artigo. Há um bom tempo queria escrever sobre as diferenças entre ter um bebê
no Brasil e na França. A hora é agora: estou no sexto mês de gestação e já
passei por praticamente quase todos os trâmites práticos e burocráticos que
envolvem a gravidez e a organização do parto.
Acredito que a maior diferença entre ter um
filho no Brasil e na França é o número de cesarianas: enquanto no Brasil grande
parte dos bebês nasce através da cirurgia, na maioria das vezes por comodismo
da mãe e do médico, na França a cesariana só ocorre em caso emergencial, quando
há riscos para a mãe e/ou para o bebê. Lembrando que a Organização Mundial de
Saúde (OMS) recomenda que 15% do total de partos seja cesariana. No Brasil, o
percentual de cesarianas chega a 84% (em hospitais particulares) e 40% (em
hospitais públicos).
A opção pelo parto natural não veio somente por
estar na França: pensei bastante a respeito e decidi pelo parto que me permite
uma recuperação mais rápida e menos dolorosa. Além de pensar em mim, pensei nos
benefícios para o bebê, que são enormes quando se tem um parto natural, entre
eles: o bebê respira melhor, acelera a descida do leite (logo ele pode mamar
mais rápido) e o bebê se torna mais ativo e responsivo ao nascer. Assim sendo,
já procurei o médico determinada – óbvio que ele SÓ me daria essa opção, mas
chegar ao consultório decidida me deu mais segurança.
Como
no Brasil, a grávida na França é acompanhada
pelo ginecologista/obstetra, mas caso ela queira, pode ter o
acompanhamento de uma “sage-femme”. Quando ouvi isso, a primeira coisa que me
veio à cabeça foram as seguintes perguntas: o que é uma “sage-femme”? O que ela
faz? A “sage-femme” tem o mesmo trabalho de uma “doula”? Esclarecendo:
“sage-femme”e “doula” não são a mesma coisa. A “sage-femme” estuda muitos anos
para se formar enquanto a “doula” serve para acompanhar a gestante, dar suporte
emocional e normalmente se forma em um ano. A “sage-femme” é a profissional que
acompanha a gestante em todas as fases da gravidez e no pós-parto, desde que a
gestante não tenha nenhum problema, inclusive ela pode prescrever exames
básicos. A “sage-femme” ainda explicou ao meu marido como fazer a bebê se
mexer, para que ele a pudesse sentir na minha barriga – foi uma descoberta
maravilhosa! Resumo da ópera: a “sage-femme” é uma enfermeira especializada em
obstetrícia. Como é especialista, ela está apta a fazer o parto normal e durante
o pré-natal ela dá os cursos de gestante. Nos hospitais públicos são elas que
fazem o parto e o médico só atua em caso de necessidade. Durante a gravidez, a
mulher pode optar por ser acompanhada por um médico ou pela“sage-femme” (eu
escolhi o acompanhamento dos dois).
No final de setembro, tive minha primeira
consulta com a “sage-femme”: ela me explicou tudo sobre o seu trabalho e me
deixou ainda mais tranquila, com relação ao parto. Eu, que cresci com a cultura
de que parir é sofrer, fiquei bastante feliz com os conselhos e as perspectivas
para o futuro e em breve começarei os tais cursos (respiração, posição para o
parto, amamentação e etc), para estar preparada para o grande dia. Tenho
certeza de que minha experiência no parto será incrível e memorável.
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quinta-feira, 20 de junho de 2013
A novidade...
Tanta coisa aconteceu, desde a minha última postagem no blog! Se não estou enganada, a última postagem foi no dia 05 de maio (que relapsa, meu Deus) e muita água já rolou...
Pessoas chegando, pessoas indo, viagens concluídas, viagens planejadas e muita coisa legal e especial acontecendo na minha vida!
Ainda é cedo para entrar em detalhes, mas adianto que voltei mais feliz do lugar que me faz mais feliz no universo! Ir para o Rio de Janeiro é um chá de ânimo, alegria e entusiasmo.
Que venham mais Rio, Paris e lugares que eu amo, com pessoas que eu amo!
Pessoas chegando, pessoas indo, viagens concluídas, viagens planejadas e muita coisa legal e especial acontecendo na minha vida!
Ainda é cedo para entrar em detalhes, mas adianto que voltei mais feliz do lugar que me faz mais feliz no universo! Ir para o Rio de Janeiro é um chá de ânimo, alegria e entusiasmo.
Que venham mais Rio, Paris e lugares que eu amo, com pessoas que eu amo!
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domingo, 5 de maio de 2013
Maio na França
Para mim, maio é um mês mais do que especial. É o mês das mães, mês de Maria, mês das noivas... O meu mês, já que no dia 29 de maio celebro mais um ano de vida.
Para os franceses, o mês de maio talvez seja especial por outras maneiras, é o mês dos feriados! Tirando o Primeiro de Maio, que é feriado mundial, há ainda outros três feriados no mês, para bagunçar os estudos e a economia de um país que não anda lá muito bem das pernas, em função da crise econômica.
Tinha a mania de falar que o francês quando não estava em greve, estava de férias. Poderia acrescentar: ou está descansando no feriado. No Brasil, tinha hábito de ter férias uma vez ao ano e na época em que era estudante, tinha férias duas vezes: as de verão, mais longas e as de inverno, curtinhas. A escola e a universidade só paravam nos feriados.
Aqui, qualquer feriado é motivo para haver recesso escolar: a Páscoa foi 31 de março e as crianças (e eu também, já que faço curso de francês) ainda estão de "férias de Páscoa"! Em maio!!!! Socorro! Todos voltam a estudar amanhã, mas depois de longas duas semanas sem fazer absolutamente nada. Aliás, eu trabalhei e muito (graças a Deus).
Brasileiro sempre reclamou (ou comemorou) da quantidade de feriados no país, mas acho que os franceses superam... E eu tenho a nítida impressão de que as crianças e adolescentes franceses estudam bem menos que as crianças e adolescentes brasileiros.
Um dia em que estiver muito à toa, contarei a quantidade de feriados no Brasil e na França, para comparar.
Em todo caso, aí vão os feriados do mês de maio:
01/05 - Dia do trabalho
08/05 - Celebração da vitória aliada na Segunda Guerra Mundial
09/05 - Ascensão
20/05 - Segunda-feira de Pentecostes
O que acho engraçado é que tem dois feriados religiosos no mês e a França não é tão católica assim... O Brasil, que é o maior país católico do mundo, não tem esses dois últimos feriados.
Para os franceses, o mês de maio talvez seja especial por outras maneiras, é o mês dos feriados! Tirando o Primeiro de Maio, que é feriado mundial, há ainda outros três feriados no mês, para bagunçar os estudos e a economia de um país que não anda lá muito bem das pernas, em função da crise econômica.
Tinha a mania de falar que o francês quando não estava em greve, estava de férias. Poderia acrescentar: ou está descansando no feriado. No Brasil, tinha hábito de ter férias uma vez ao ano e na época em que era estudante, tinha férias duas vezes: as de verão, mais longas e as de inverno, curtinhas. A escola e a universidade só paravam nos feriados.
Aqui, qualquer feriado é motivo para haver recesso escolar: a Páscoa foi 31 de março e as crianças (e eu também, já que faço curso de francês) ainda estão de "férias de Páscoa"! Em maio!!!! Socorro! Todos voltam a estudar amanhã, mas depois de longas duas semanas sem fazer absolutamente nada. Aliás, eu trabalhei e muito (graças a Deus).
Brasileiro sempre reclamou (ou comemorou) da quantidade de feriados no país, mas acho que os franceses superam... E eu tenho a nítida impressão de que as crianças e adolescentes franceses estudam bem menos que as crianças e adolescentes brasileiros.
Um dia em que estiver muito à toa, contarei a quantidade de feriados no Brasil e na França, para comparar.
Em todo caso, aí vão os feriados do mês de maio:
01/05 - Dia do trabalho
08/05 - Celebração da vitória aliada na Segunda Guerra Mundial
09/05 - Ascensão
20/05 - Segunda-feira de Pentecostes
O que acho engraçado é que tem dois feriados religiosos no mês e a França não é tão católica assim... O Brasil, que é o maior país católico do mundo, não tem esses dois últimos feriados.
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sexta-feira, 19 de abril de 2013
Amizade depois dos 30
Tudo é mais difícil depois dos 30 anos, principalmente fazer amizades. Quando se chega a essa idade, todo mundo já tem o seu círculo de amizades completo - comigo não é diferente, mas há um detalhe: todos os meus amigos estão longe de mim. A mais próxima, está em Paris, que fica a praticamente 700 km da minha cidade.
É difícil fazer amizade com franceses, tenho duas pessoas que posso contar mas não posso chamá-los de amigos íntimos. Franceses são mais fechados que brasileiros e sinto falta do sentimento "família" que há no Brasil mas que não é comum aqui.
Crianças e adolescentes se adaptam a qualquer meio e fazem amizade rapidamente, já que são mais desinibidas.
Apesar do meu alto nível de cara-de-pau, para mim é complicado me aproximar das pessoas. Assim, seria mais fácil conhecer gente que fale, pelo menos, o mesmo idioma que eu. Nisso, fui muito sortuda: aqui há um grupo grande de brasileiros. Depois de conhecer bastante gente "virtualmente", tive a oportunidade de conhecer pessoalmente algumas pessoas e fui ficando próxima de duas delas, a ponto de nos encontrarmos uma vez por semana, pelo menos. Patrícia e Gizelly são super legais e têm os mesmos valores que eu. São pessoas de bem, com família e que vieram para a França por diferentes motivos mas que ainda seguem a "cartilha" da cultura brasileira. Estou muito feliz com a companhia das duas e consigo me sentir mais brasileira, quando estou com elas.
E quem disse mesmo que é impossível fazer amizade depois dos 30?
É difícil fazer amizade com franceses, tenho duas pessoas que posso contar mas não posso chamá-los de amigos íntimos. Franceses são mais fechados que brasileiros e sinto falta do sentimento "família" que há no Brasil mas que não é comum aqui.
Crianças e adolescentes se adaptam a qualquer meio e fazem amizade rapidamente, já que são mais desinibidas.
Apesar do meu alto nível de cara-de-pau, para mim é complicado me aproximar das pessoas. Assim, seria mais fácil conhecer gente que fale, pelo menos, o mesmo idioma que eu. Nisso, fui muito sortuda: aqui há um grupo grande de brasileiros. Depois de conhecer bastante gente "virtualmente", tive a oportunidade de conhecer pessoalmente algumas pessoas e fui ficando próxima de duas delas, a ponto de nos encontrarmos uma vez por semana, pelo menos. Patrícia e Gizelly são super legais e têm os mesmos valores que eu. São pessoas de bem, com família e que vieram para a França por diferentes motivos mas que ainda seguem a "cartilha" da cultura brasileira. Estou muito feliz com a companhia das duas e consigo me sentir mais brasileira, quando estou com elas.
E quem disse mesmo que é impossível fazer amizade depois dos 30?
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Colomiers Colomiers
terça-feira, 17 de julho de 2012
Desafio real
Depois de publicar uns desafios fofinhos no blog, volto para contar sobre um desafio real, que tenho enfrentado desde que voltei a Colomiers - FR, na segunda-feira passada. Após férias de 1 mês no Brasil, com muitos festejos e alegrias, voltei para fazer algo que não fazia há praticamente dois anos: trabalhar.
Trabalhar não é desafio, pelo contrário. Sentia muita falta de trabalhar e queria muito voltar ao batente o mais breve possível.
E o mais breve possível chegou: oficialmente a academia já é nossa. E eu, como uma das sócias, tenho que arregaçar as mangas e trabalhar. Como ainda não temos funcionários cuidar de um espaço de mais de 800m2, com os 360 atuais clientes é uma rotina um tanto quanto puxada.
Como a minha cidade é a sede da Airbus, temos clientes de várias nacionalidades. Além da Europa, tem gente dos EUA, México, Chile, Paraguai... Atender em inglês é mole para mim, tão fácil quanto atender em português. Confesso que ainda me enrolo um pouco com os francês, mas é natural e aos poucos vou decolando. Já converso tranquilamente no idioma, faço atendimentos e matrículas e minha vida pós trabalho é super tranquila, sem perrengues. Essa semana que estou sozinha na academia, achei que ficaria amedrontada: pelo contrário, tenho me saído bem. Se bem que ainda é terça-feira, mas após algumas horas de trabalho, já deu para notar que não terei maiores problemas. Minha jornada aqui é grande, acordo às 7h e às 8:30 a academia já está aberta. Às 21h fecho as portas e aí é o meu momento empreguete: limpo tudo, coloco lixo para fora, aspiro, entre outras rotinas de limpeza. Almoço na própria academia e quando preciso fazer um serviço de rua, peço ao Alain para ficar de olho na academia para mim. Alain é um cliente, treinador de rugby que sempre ficou de olho na academia em caso de necessidade. Ele continua com o posto porque é de confiança e está sempre pronto a nos ajudar. Sei que a partir de setembro as coisas ficarão mais calmas, será a nossa inauguração e já teremos funcionários para nos ajudar.
Essa rotina para mim é tranquila, quando o desafio maior a enfrentar é lidar com gente. Incrível como o ser humano é instável. Felizmente, dos 360 clientes somente uma pessoa resolveu mudar seu comportamento comigo e com o Julien. Uma cliente, antes de nos tornarmos donos, era super amável conosco e nos tratava super bem. Dava beijinho, sorria, contava sobre sua vida. Agora, nada mais. Entra e sai sem nos dar bom dia. Isso na minha terra é falta de educação. Rolam uns boatos de que ela participa de "gangs bangs" e coisas do gênero, mas quem sou eu para julgar? Se ela mudou conosco porque está achando que vamos ficar imaginando coisas sobre ela, ela está perdendo tempo. Contanto que ela não faça no meu espaço, ela pode fazer o que ela bem entender, não irei julgar. Não estou nem aí, ela está dando o que é dela.
Agora não tolero é falta de educação. Não faço questão de ser adorada por todo mundo, mas espero que as pessoas tenham o mínimo de educação comigo e com as pessoas que trabalham na academia.
Trabalhar não é desafio, pelo contrário. Sentia muita falta de trabalhar e queria muito voltar ao batente o mais breve possível.
E o mais breve possível chegou: oficialmente a academia já é nossa. E eu, como uma das sócias, tenho que arregaçar as mangas e trabalhar. Como ainda não temos funcionários cuidar de um espaço de mais de 800m2, com os 360 atuais clientes é uma rotina um tanto quanto puxada.
Como a minha cidade é a sede da Airbus, temos clientes de várias nacionalidades. Além da Europa, tem gente dos EUA, México, Chile, Paraguai... Atender em inglês é mole para mim, tão fácil quanto atender em português. Confesso que ainda me enrolo um pouco com os francês, mas é natural e aos poucos vou decolando. Já converso tranquilamente no idioma, faço atendimentos e matrículas e minha vida pós trabalho é super tranquila, sem perrengues. Essa semana que estou sozinha na academia, achei que ficaria amedrontada: pelo contrário, tenho me saído bem. Se bem que ainda é terça-feira, mas após algumas horas de trabalho, já deu para notar que não terei maiores problemas. Minha jornada aqui é grande, acordo às 7h e às 8:30 a academia já está aberta. Às 21h fecho as portas e aí é o meu momento empreguete: limpo tudo, coloco lixo para fora, aspiro, entre outras rotinas de limpeza. Almoço na própria academia e quando preciso fazer um serviço de rua, peço ao Alain para ficar de olho na academia para mim. Alain é um cliente, treinador de rugby que sempre ficou de olho na academia em caso de necessidade. Ele continua com o posto porque é de confiança e está sempre pronto a nos ajudar. Sei que a partir de setembro as coisas ficarão mais calmas, será a nossa inauguração e já teremos funcionários para nos ajudar.
Essa rotina para mim é tranquila, quando o desafio maior a enfrentar é lidar com gente. Incrível como o ser humano é instável. Felizmente, dos 360 clientes somente uma pessoa resolveu mudar seu comportamento comigo e com o Julien. Uma cliente, antes de nos tornarmos donos, era super amável conosco e nos tratava super bem. Dava beijinho, sorria, contava sobre sua vida. Agora, nada mais. Entra e sai sem nos dar bom dia. Isso na minha terra é falta de educação. Rolam uns boatos de que ela participa de "gangs bangs" e coisas do gênero, mas quem sou eu para julgar? Se ela mudou conosco porque está achando que vamos ficar imaginando coisas sobre ela, ela está perdendo tempo. Contanto que ela não faça no meu espaço, ela pode fazer o que ela bem entender, não irei julgar. Não estou nem aí, ela está dando o que é dela.
Agora não tolero é falta de educação. Não faço questão de ser adorada por todo mundo, mas espero que as pessoas tenham o mínimo de educação comigo e com as pessoas que trabalham na academia.
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domingo, 1 de julho de 2012
Diferenças culturais no trânsito
Muitos dos meus amigos me perguntam se eu não sinto falta do Brasil, morando fora há quase dois anos. Não sinto falta do país em si, sinto falta das coisas e pessoas que estão lá... Sinto falta do Fluminense, da minha família, dos meus amigos e eventualmente das comidas.
Não sinto falta da violência, da falta de educação, da sujeira e principalmente da falta de educação no trânsito. Do stress das pessoas dirigindo...
Muitos podem dizer que sou ingrata e que estou cuspindo no prato em que comi. Não sou. Dei todas as chances possíveis ao Brasil, tentei, ao máximo que pude, conviver com o caos brasileiro. Meu pai diz que não há lugar melhor no mundo que o Brasil, eu digo que não há lugar melhor no mundo para se passar férias como no Brasil.
Outro dia vi no Facebook uma campanha para se utilizar a seta, ao indicar mudanças de faixa ou de direção. Campanha no Brasil, infelizmente, só funciona a favor da maconha. Mas há que se ter uma pontinha de esperança, porque outras pessoas, assim como eu, se preocupam com a segurança no trânsito. "Dar a seta" é fundamental. É segurança para quem dirige e para o pedestre. Aqui damos seta até se vamos ultrapassar uma bicicleta na rua. Damos seta mesmo que não tenha carro na frente ou atrás, de tão enraizado que o hábito está... E em uma cidade cheia de rotatórias (o famoso "balão"), mesmo ao contornar, damos a seta.
Aliás, Colomiers (a cidade onde eu moro, na região de Toulouse) foi a primeira cidade da França a ter as famosas rotatórias...
Achei um blog que até mostra fotos das rotatórias ("ronds points") francesas: http://trobenet.centerblog.net/rub-poteries-.html
Não sinto falta da violência, da falta de educação, da sujeira e principalmente da falta de educação no trânsito. Do stress das pessoas dirigindo...
Muitos podem dizer que sou ingrata e que estou cuspindo no prato em que comi. Não sou. Dei todas as chances possíveis ao Brasil, tentei, ao máximo que pude, conviver com o caos brasileiro. Meu pai diz que não há lugar melhor no mundo que o Brasil, eu digo que não há lugar melhor no mundo para se passar férias como no Brasil.
Outro dia vi no Facebook uma campanha para se utilizar a seta, ao indicar mudanças de faixa ou de direção. Campanha no Brasil, infelizmente, só funciona a favor da maconha. Mas há que se ter uma pontinha de esperança, porque outras pessoas, assim como eu, se preocupam com a segurança no trânsito. "Dar a seta" é fundamental. É segurança para quem dirige e para o pedestre. Aqui damos seta até se vamos ultrapassar uma bicicleta na rua. Damos seta mesmo que não tenha carro na frente ou atrás, de tão enraizado que o hábito está... E em uma cidade cheia de rotatórias (o famoso "balão"), mesmo ao contornar, damos a seta.
Aliás, Colomiers (a cidade onde eu moro, na região de Toulouse) foi a primeira cidade da França a ter as famosas rotatórias...
Achei um blog que até mostra fotos das rotatórias ("ronds points") francesas: http://trobenet.centerblog.net/rub-poteries-.html
sábado, 9 de junho de 2012
Brasil, sil, sil...
Depois de longas horas de espera, entre voos e aeroportos, finalmente cheguei no Brasil. Há dois dias, mas confesso que estava com preguiça de escrever alguma coisa.
Primeiro dia foi lento, feriado, jet lag, almoço com a família e soneca. Pra valer mesmo, foi a partir de ontem: acordei cedo, fui aos médicos (quando se chega a uma certa idade, um médico só não é mais suficiente) com a minha avó, fui na minha médica, fui na academia, no salão... Ufa!
Meu corpo ainda está no fuso europeu, porque levantei às 5h da manhã. Ainda mais hoje, que queria dormir um pouquinho mais, para ficar bem acordada à noite, por causa do casamento que irei. A falta de educação das pessoas não me deixou ter uma noite inteira de sono, já que pessoas gritavam e buzinavam na rua às 2 da manhã.
Mil coisas para fazer, mil pessoas para ver, agenda tomada e devidamente organizada. Essa agitação é que me faz feliz no Rio.
Primeiro dia foi lento, feriado, jet lag, almoço com a família e soneca. Pra valer mesmo, foi a partir de ontem: acordei cedo, fui aos médicos (quando se chega a uma certa idade, um médico só não é mais suficiente) com a minha avó, fui na minha médica, fui na academia, no salão... Ufa!
Meu corpo ainda está no fuso europeu, porque levantei às 5h da manhã. Ainda mais hoje, que queria dormir um pouquinho mais, para ficar bem acordada à noite, por causa do casamento que irei. A falta de educação das pessoas não me deixou ter uma noite inteira de sono, já que pessoas gritavam e buzinavam na rua às 2 da manhã.
Mil coisas para fazer, mil pessoas para ver, agenda tomada e devidamente organizada. Essa agitação é que me faz feliz no Rio.
quarta-feira, 30 de maio de 2012
Countdown: Rio! Uma semana...
Uma semana para eu colocar o meu bumbum no assento dos aviões da KLM e da TAM e finalmente chegar no Rio...
Passarei um mês delicioso com a minha família, meus amigos e muitas comemorações! Comemoração atrasada do meu aniversário, casamentos e outras coisas maravilhosas que me aguardam no mês de junho.
Chegar em pleno feriado, será uma maravilha: sem trânsito, sem stress e o dia inteiro para ficar de bobeira.
Rio, me aguarde!
Nunca fui muito fã de Coldplay (achava eles chatos ao extremo, mas depois de "Paradise" mudei um pouquinho os meus conceitos...) mas essa música tem tudo a ver com a minha viagem pro Rio. Em junho, o Rio será o meu "Para-para-paradise"!
Passarei um mês delicioso com a minha família, meus amigos e muitas comemorações! Comemoração atrasada do meu aniversário, casamentos e outras coisas maravilhosas que me aguardam no mês de junho.
Chegar em pleno feriado, será uma maravilha: sem trânsito, sem stress e o dia inteiro para ficar de bobeira.
Rio, me aguarde!
Nunca fui muito fã de Coldplay (achava eles chatos ao extremo, mas depois de "Paradise" mudei um pouquinho os meus conceitos...) mas essa música tem tudo a ver com a minha viagem pro Rio. Em junho, o Rio será o meu "Para-para-paradise"!
Paradise - Coldplay
When she was just a girl
She expected the world
But it flew away from her reach
So she ran away in her sleep
And dreamed of para-para-paradise
Para-para-paradise
Para-para-paradise
Every time she closed her eyes
Ooohh
When she was just a girl
She expected the world
But it flew away from her reach
And bullets catch in her teeth
Life goes on
It gets so heavy
The wheel breaks the butterfly
Every tear, a waterfall
In the night
The stormy night
She closed her eyes
In the night
The stormy night
Away she flied
And dreamed of para-para-paradise
Para-para-paradise
Para-para-paradise
Whoa-oh-oh oh-oooh oh-oh-oh
She dreamed of para-para-paradise
Para-para-paradise
Para-para-paradise
Whoa-oh-oh oh-oooh oh-oh-oh
La-la-la-la-la
Still lying underneath the stormy skies
She said oh-oh-oh-oh-oh-oh
I know the sun's set to rise
This could be para-para-paradise
Para-para-paradise
This could be para-para-paradise
Whoa-oh-oh oh-oooh oh-oh-oh
This could be para-para-paradise
Para-para-paradise
This could be para-para-paradise
Whoa-oh-oh oh-oooh oh-oh-oh
Ooohh
This could be para-para-paradise
Para-para-paradise
This could be para-para-paradise
Whoa-oh-oh oh-oooh oh-oh-oh
Ooohh, oohh...
sexta-feira, 27 de abril de 2012
Foto 46 - Desafio dos 50 dias
O desafio
de hoje é café com leite, digamos assim. É postar uma foto de um lugar onde gostaria de morar. Morei a minha vida toda no Rio e por
causa do meu trabalho, viajei pelo Brasil quase 10 anos. Já estive em todos os
estados brasileiros, conheço as capitais de cada estado, além de outras cidades
que talvez nem os mapas conheçam. Por esse motivo, nunca tive vontade de morar
em outros lugares, porque como passava 3 semanas do mês fora de casa, já estava
morando praticamente no lugar onde trabalhava: e quando começava a me
acostumar, era hora de partir e de voltar para o Rio.
Quanto a
morar no exterior, nunca tive isso como meta de vida, como objetivo.
Simplesmente aconteceu e estou adorando.Quase dois anos da França, parte desse
tempo pertinho de Paris... Sonho de muita gente realizado, mas não o meu. Meus
amigos vivem achando que tenho uma vida de princesa, só porque a minha
rotina é bem mais leve do que a rotina de muitos deles no Brasil. A questão é:
eu dei uma sorte danada, fato! Acho que meu sonho é mais simples: porque tenho
vontade de morar onde me sinta bem, com quem me sinta bem e onde possa criar
meus filhos com tranquilidade.
Pelos
motivos citados, não tenho desejo algum de morar em outro lugar, senão esse (em Colomiers),
onde já estou, porque estou muito bem e feliz. Só falta sair desse apartamento...
Como tenho
que escolher, escolho uma casa, com piscina (aqui no verão faz calor
carioca) e muito espaço para receber meus amigos, ter meu cachorro e criar meus
babies.
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Colomiers, França
sexta-feira, 6 de abril de 2012
Foto 26 - Desafio dos 50 dias
O desafio de hoje é postar a foto de um presente que eu não gostaria de ganhar, um autêntico presente de grego.
Presente de grego é o recebimento de algum presente ou dádiva que traz prejuízo ou não acontece beneficamente, como era para ser. Surgiu a partir da famosa Guerra de Tróia. Na guerra, um cavalo de madeira foi deixado junto aos muros de Tróia pelos gregos, supostamente como um presente para os troianos. Os troianos levaram o cavalo para dentro de seus muros, acreditando que o suposto presente era uma rendição dos gregos. Entretanto, dentro do cavalo se encontravam vários soldados gregos. Durante a noite e após os troianos terem se embebedado e com a maioria dormindo, os gregos saíram do cavalo, abriram os portões e todo exército grego pôde entrar e destruir Tróia completamente. Consigo até imaginar a cena, os gregos saindo do cavalo e gritando: "Glu-glu, yeah, yeah! Rá! Pegadinha do Mallandro, ops, Pegadinha NOS troianos".
Enquanto tivemos o pit-stop cultural do post, continuo a pensar o que seria um presente de grego para mim... Se fosse levar a ferro e fogo a ideia do Cavalo de Tróia, meu presente de grego seria os dois infelizes de um post anterior, chegarem juntinhos em mim, dizendo: "nós ainda te amamos!", argh, eca! Presente de grego, maldição, pesadelos... Vários sinônimos! Daquela gente não quero nada, nenhum sentimento...
Agora, se eu avaliar friamente, um presente de grego para mim hoje, seria uma passagem só de ida para o Brasil. Por mais que eu ame a minha terra e goste praticamente de tudo que tem lá, minha vida hoje é na França. Meu passado pertence ao Brasil, mas meu presente e meu futuro pertencem a França.
quarta-feira, 7 de setembro de 2011
7 de setembro
"Patriotismo é quando você ama o seu país. Nacionalismo é quando você odeia todos os países, sobretudo o seu."
Millôr Fernandes
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