Há alguns dias, comemoramos os 4 meses da Marina. Mais uma vez tentei fazer um bolo, mas colocar muita massa em uma forma pequena é um erro que jamais repetirei! O bolo cresceu e tinha bolo por todo forno! O ponto positivo é que esse bolo ficou gostoso (assim como o do "mesversário" de 3 meses) e não sobrou nada. Estou aprimorando a arte de cozinhar!
Tenho feito postagens no Facebook, a cada "mesversário" da minha filha, sempre com um texto meu ou uma música que transmita o que sinto por ela. Marina tem tornado cada dia da minha vida diferente, melhor, feliz. Acordar e dar de cara com um bebê bem humorado, que já acorda sorrindo e sem choro, é um sonho.
Minha boneca já dorme as noites inteiras (a não ser que haja algum evento diferente, ela acorda uma vez durante a noite), o que facilita bastante a minha vida: uma boa noite de sono me dá energia para cuidar dela, da maneira que ela merece, durante o dia.
Vou parar de trabalhar (consegui juntar minha licença maternidade com as férias), para me dedicar exclusivamente a ela. Amamento à demanda e curtimos muito a companhia uma da outra. Estar com a minha filha o tempo todo é o maior prazer que poderia ter!
A licença maternidade na França é menor do que no Brasil, mas aqui há uma licença muito bacana e e pretendo utilizar: é o "congé parental", que permite a mãe se afastar do trabalho pelo tempo necessário, com a garantia do emprego durante esse tempo. Não há salário, mas pelo menos ninguém fica desempregada quando o "congé" acaba.
Ah! Finalmente me livrei das roupas de grávida! Estavam largas e ontem saí para comprar algumas calças jeans, já que as de antes da gravidez não fecham. Meu consolo é que estou vestindo somente um número acima do anterior à gravidez!
Pequeno diário de "bordo" sobre a minha nada mole vida: mudança de país, costumes, hábitos... Um pequeno relato para o futuro, para mostrar a minha sobrinha, afilhados e filhos.
sexta-feira, 1 de maio de 2015
E aos 4 meses...
Marcadores:
amamentação,
bebê,
bolo,
Brasil,
França,
Gravidez,
licença maternidade,
Marina,
mesversário,
sorriso
Estaria o Mediterrâneo se tornando o mar da morte?
Temos visto
recentemente, com grande pesar, naufrágios consecutivos, causando a morte de
milhares de cidadãos africanos. O Mediterrâneo já está sendo chamado de
cemitério pelas autoridades e é o destino final de muitos que não conseguem
alcançar o sonho de fincar os pés na Europa para começar uma nova vida. O
desejo de chegar na Itália e de lá partir para outros países é interrompido por
acidentes que poderiam ser evitados, caso a política de imigração não fosse tão
dura e o combate aos traficantes de pessoas fosse mais rígido. Estima-se que o
tráfico de pessoas renda entre 300 e 600 milhões de euros por ano. Assim sendo,
rendendo tanto, a quem interessaria interromper esse negócio?
A Frontex,
agência europeia de fronteiras, diz que muitos dos imigrantes originais se
tornaram "recrutadores, fazendo o elo entre gangues criminosas líbias e
possíveis imigrantes". Os imigrantes são muitas vezes obrigados a entregar
dinheiro e passaportes, deixando-os à mercê dos traficantes. "Quando os governos fecham as rotas, o
negócio apenas se torna mais lucrativo, porque a viagem é mais longa e mais
perigosa. Você não pode pará-la, você tem apenas que gerenciá-la."
Existem
diversas maneiras de entrar em um país legalmente mas por que as pessoas
escolhem a mais letal? A certeza do não,
no pedido de visto, certamente. E o desespero em deixar um passado miserável e
muitas vezes de guerra para trás.
Dorival
Caymm escreveu e cantou, em tom poético “é doce morrer no mar / nas ondas
verdes do mar”, dessa vez, hei de discordar: não é doce morrer no mar, meu
caro.
Para entender o fluxo migratório no Mar Mediterrâneo, observe e analise os gráficos a seguir:
Assinar:
Postagens (Atom)

