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sábado, 1 de julho de 2017

2 gestações, quanta diferença!

Sempre quis escrever sobre as diferenças entre as minhas duas gravidezes, mas nunca tive tempo. Agora, um pouco mais sossegada, consigo me organizar e finalmente colocar as minhas ideias no blog.
Minha gravidez com a Marina foi tranquila, no modo geral, tive os famosos enjoos, muita sonolência, fiquei constipada e fiz uma micro cirurgia no olho. O parto, cesariana, não foi como eu esperava: tive uma hemorragia, pedi para amamentar e não fui atendida, vi minha filha praticamente 8 horas após o parto e a minha cicatriz é comprida e alta. Entrei em trabalho de parto na madrugada do dia 06 de janeiro de 2014, tive contrações com dores extremamente suportáveis, cheguei dilatada e minha filha nasceu às 8:39. Não pude ter parto normal porque Marina estava sentada. A minha recuperação foi extremamente dolorosa (a bebê nasceu numa segunda e eu só consegui sair da cama na quinta) e o retorno pra casa foi cansativo e doloroso. Sorte que eu tive minha mãe por 1 mês para me ajudar.
A gravidez do Martin foi hiper tranquila. Só tive enjoos nos 3 primeiros meses, mas vomitava praticamente o dia inteiro, todos os dias. Para não passar pelo mesmo trauma do primeiro parto, resolvi trocar de clínica e de obstetra e o resultado não poderia ser melhor. Meu parto foi maravilhoso, também uma cesariana: Martin nasceu 1:51 e antes das 4 da manhã já estávamos no quarto. Minha mãe esteve comigo praticamente o tempo todo (ela só não assistiu ao parto) e ela e minha tia se revezavam nos cuidados comigo e com o bebê, na maternidade. Dessa vez, tive as duas ao meu lado e por muito mais tempo. Meus pais ficaram aqui por 3 meses e minha tia, 2 meses. Na gravidez do Martin, entrei em trabalho de parto no dia anterior ao seu nascimento (01 de novembro de 2016) e corri pra maternidade. Me mandaram de volta pra casa, porque ainda não era o momento. Passei o dia INTEIRO com contrações super dolorosas e às 23h minha bolsa estourou. Como não tive rompimento de bolsa no primeiro parto, entrei em pânico: só pedia pra não me deixarem morrer.
Minha recuperação foi super tranquila, no mesmo dia já tinha saído da cama e tomado banho! Graças ao apoio das enfermeiras, que me incentivaram a me levantar, explicando que eu não teria o mesmo problema do parto anterior.
O dia em que Marina foi conhecer o irmão foi lindo e emocionante!
Meu único problema na chegada em casa, foi uma crise de ansiedade e onda de calor, na primeira noite fora do hospital, quando eu não conseguia levantar da cama e gritava que ia morrer. Foi a única vez que senti isso. Os outros dias, até hoje, foram e têm sido tranquilos.
E tem sido assim, até hoje...




segunda-feira, 13 de março de 2017

Depois de tanto tempo, estou de volta!

Há quanto tempo não me dava o luxo de sentar e passar alguns minutos do meu dia à frente do computador, para escrever no blog ou para outras atividades cotidianas.
Desde setembro de 2015 não escrevo nada no blog mas não quer dizer que tenha perdido o contato com o mundo virtual, pelo contrário.
Quanta coisa aconteceu nesses quase dois anos afastada... Marina cresceu e é uma menininha linda de 3 anos e 2 meses, minha afilhada Gabriela nasceu e dei um irmão para a Marina, o Martin, que está com 4 meses.
Minha vida só não está 100% completa porque não estou no Brasil, perto dos meus pais! Mas esse dia vai chegar, não perco a esperança. E não adianta virem me falar do estado caótico em que o Brasil se encontra. Apesar de todos os problemas, o Rio é o lugar "where I'd rather be".
Estamos de volta, a todo vapor!

sexta-feira, 1 de maio de 2015

E aos 4 meses...

Há alguns dias, comemoramos os 4 meses da Marina. Mais uma vez tentei fazer um bolo, mas colocar muita massa em uma forma pequena é um erro que jamais repetirei! O bolo cresceu e tinha bolo por todo forno! O ponto positivo é que esse bolo ficou gostoso (assim como o do "mesversário" de 3 meses) e não sobrou nada. Estou aprimorando a arte de cozinhar!
Tenho feito postagens no Facebook, a cada "mesversário" da minha filha, sempre com um texto meu ou uma música que transmita o que sinto por ela. Marina tem tornado cada dia da minha vida diferente, melhor, feliz. Acordar e dar de cara com um bebê bem humorado, que já acorda sorrindo e sem choro, é um sonho.
Minha boneca já dorme as noites inteiras (a não ser que haja algum evento diferente, ela acorda uma vez durante a noite), o que facilita bastante a minha vida: uma boa noite de sono me dá energia para cuidar dela, da maneira que ela merece, durante o dia.
Vou parar de trabalhar (consegui juntar minha licença maternidade com as férias), para me dedicar exclusivamente a ela. Amamento à demanda e curtimos muito a companhia uma da outra. Estar com a minha filha o tempo todo é o maior prazer que poderia ter!
A licença maternidade na França é menor do que no Brasil, mas aqui há uma licença muito bacana e e pretendo utilizar: é o "congé parental", que permite a mãe se afastar do trabalho pelo tempo necessário, com a garantia do emprego durante esse tempo. Não há salário, mas pelo menos ninguém fica desempregada quando o "congé" acaba.
Ah! Finalmente me livrei das roupas de grávida! Estavam largas e ontem saí para comprar algumas calças jeans, já que as de antes da gravidez não fecham. Meu consolo é que estou vestindo somente um número acima do anterior à gravidez!

quinta-feira, 8 de maio de 2014

Manual de sobrevivência na França: Boas maneiras e tradições…

Ninguém no site está achando o leitor mal educado ou querendo ensinar a alguém boas maneiras. A questão é: nem sempre o comportamento em um país estrangeiro é igual ao da nossa terra natal.
Muitas coisas separam o Brasil da França e não é só um oceano. Há um “código” de atitudes bem diferente e se você viaja a França a passeio ou pretende se instalar aqui, é bom conhecê-lo. É sempre bom aprender um pouquinho sobre os costumes e hábitos de um lugar.
Moro há quatro anos na França e algumas coisas me causam estranheza (ainda), outras já incorporei – até porque tinha o mesmo hábito no Brasil.
Abaixo, listo algumas tradições francesas relacionadas aos bons hábitos de convivência e algumas coisas que acho diferentes.
- A francesa sempre coloca sua bolsa no chão. Em qualquer lugar, seja em casa ou em lugar público;
- É um sacrilégio cortar uma baguette com a faca! Faça como os franceses e corte-a com as mãos;
- O queijo é um item indispensável na vida do francês (assim como o pão): é sempre servido depois do prato principal e antes da sobremesa;
- Quase todo mundo bebe água da torneira. Nos restaurantes, há sempre uma garrafa de água disponível, o famoso “château la pompe”;
- Nenhum francês sai de casa sem olhar a previsão do tempo;
- Quase todos os franceses que conheço tiram os sapatos antes de entrar em casa;
- Todo mundo aprende a separar o lixo. Praticamente todas as residências têm um recipiente para o lixo reciclável e outra para o lixo normal;
- As crianças aprendem desde cedo a “bricolage” e quando crescem sabem fazer praticamente tudo em casa: desde pintura a hidráulica! No Brasil, estamos tão acostumados a pagar alguém para os serviços do lar que ainda estranho ver meu marido pintando a casa e consertando a banheira;
- Os supermercados franceses não oferecem mais a sacola plástica (a não ser que você pague), assim todos vão ao supermercado com as suas “ecobags”;
- Quanto mais ao norte, maior a pontualidade dos franceses. Ao sul, não espere tanta pontualidade assim;
- Ao entrar em qualquer lugar, todos dizem “bonjour”, mesmo crianças. Ao sair, “au revoir”. Outras palavrinhas mágicas são “s’il vous plaît”. Todos devem aprender e utilizá-las: é educado e simpático;
- Ao entrar em um restaurante, deve-se esperar por alguém para conduzir você até a mesa. Não é nada educado sair entrando e sentando;
- Gorjetas não estão incluídas no serviço, por isso são sempre bem-vindas se você foi bem atendido;
- Franceses assoam o nariz em qualquer lugar (mesmo à mesa), em alto e bom som;
- Na escada rolante do metrô, deve-se ficar sempre à direita, para que os mais apressados possam ultrapassar pela esquerda;
- Quando há outras pessoas na mesa para jantar ou almoçar, é educado esperar todos se servirem e começar a comer somente após o “bon appétit!”;
- Homens se cumprimentam com beijos no rosto;
- Leve uma garrafa de vinho, como cortesia, sempre que for convidado para um almoço ou jantar;
- Não existe frentista e muito menos flaneninha na França. Você terá que abastecer seu próprio carro e se virar sozinho para arrumar uma vaga e estacionar (vai ver é por isso que os franceses estacionam super mal);
- Buzinar no trânsito só em caso de extrema urgência, um acidente iminente, por exemplo (mesmo assim ouvimos muitas buzinas em Paris);
- Ainda é usado o “vous” na França. Nós matamos o “vós” há muito tempo no Brasil, mas “tu” e “vous” são para usos diferentes. Use o “tu” somente com pessoas próximas e o “vous” para todos os outros;
- Há uma distância a ser respeitada, contato físico é para pessoas muito íntimas. Nunca puxe as pessoas pelo braço para pedir informação ou para ser atendido em um restaurante ou uma loja, é muito grosseiro;
- Por último: fale baixo, respeitando as pessoas que estão ao seu redor.
Notou algumas diferenças com o Brasil ? Achou os franceses bastante rígidos ? Deixe seu comentário e divida sua opinião conosco.

*Texto escrito por mim e publicado no site da Comunidade Brasileira na França.
www.comunidadebrasileiranafranca.com/

domingo, 5 de maio de 2013

Maio na França

Para mim, maio é um mês mais do que especial. É o mês das mães, mês de Maria, mês das noivas... O meu mês, já que no dia 29 de maio celebro mais um ano de vida.

Para os franceses, o mês de maio talvez seja especial por outras maneiras, é o mês dos feriados! Tirando o Primeiro de Maio, que é feriado mundial, há ainda outros três feriados no mês, para bagunçar os estudos e a  economia de um país que não anda lá muito bem das pernas, em função da crise econômica.

Tinha a mania de falar que o francês quando não estava em greve, estava de férias. Poderia acrescentar: ou está descansando no feriado. No Brasil, tinha hábito de ter férias uma vez ao ano e na época em que era estudante, tinha férias duas vezes: as de verão, mais longas e as de inverno, curtinhas. A escola e a universidade só paravam nos feriados.
Aqui, qualquer feriado é motivo para haver recesso escolar: a Páscoa foi 31 de março e as crianças (e eu também, já que faço curso de francês) ainda estão de "férias de Páscoa"! Em maio!!!! Socorro! Todos voltam a estudar amanhã, mas depois de longas duas semanas sem fazer absolutamente nada. Aliás, eu trabalhei e muito (graças a Deus).

Brasileiro sempre reclamou (ou comemorou) da quantidade de feriados no país, mas acho que os franceses superam... E eu tenho a nítida impressão de que as crianças e adolescentes franceses estudam bem menos que as crianças e adolescentes brasileiros.

Um dia em que estiver muito à toa, contarei a quantidade de feriados no Brasil e na França, para comparar.
Em todo caso, aí vão os feriados do mês de maio:
01/05 - Dia do trabalho
08/05 - Celebração da vitória aliada na Segunda Guerra Mundial
09/05 - Ascensão
20/05 - Segunda-feira de Pentecostes

O que acho engraçado é que tem dois feriados religiosos no mês e a França não é tão católica assim... O Brasil, que é o maior país católico do mundo, não tem esses dois últimos feriados.



sexta-feira, 19 de abril de 2013

Amizade depois dos 30

Tudo é mais difícil depois dos 30 anos, principalmente fazer amizades. Quando se chega a essa idade, todo mundo já tem o seu círculo de amizades completo - comigo não é diferente, mas há um detalhe: todos os meus amigos estão longe de mim. A mais próxima, está em Paris, que fica a praticamente 700 km da minha cidade.
É difícil fazer amizade com franceses, tenho duas pessoas que posso contar mas não posso chamá-los de amigos íntimos. Franceses são mais fechados que brasileiros e sinto falta do sentimento "família" que há no Brasil mas que não é comum aqui.
Crianças e adolescentes se adaptam a qualquer meio e fazem amizade rapidamente, já que são mais desinibidas.
Apesar do meu alto nível de cara-de-pau, para mim é complicado me aproximar das pessoas. Assim, seria mais fácil conhecer gente que fale, pelo menos, o mesmo idioma que eu. Nisso, fui muito sortuda: aqui há um grupo grande de brasileiros. Depois de conhecer bastante gente "virtualmente", tive a oportunidade de conhecer pessoalmente algumas pessoas e fui ficando próxima de duas delas, a ponto de nos encontrarmos uma vez por semana, pelo menos. Patrícia e Gizelly são super legais e têm os mesmos valores que eu. São pessoas de bem, com família e que vieram para a França por diferentes motivos mas que ainda seguem a "cartilha" da cultura brasileira. Estou muito feliz com a companhia das duas e consigo me sentir mais brasileira, quando estou com elas.
E quem disse mesmo que é impossível fazer amizade depois dos 30?

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Tatiana e etc


Qual o problema com a pronúncia do meu nome aqui na França?  Será que é somente por eu ser uma brasileira com um prenome eslavo e isso as pessoas não conseguem compreender?

“Tatianá” (com o sotaque francês) eu aceito numa boa e até acho bonitinho, porque sei que é complicado alguém por aqui pronunciar Tatiana normalmente. Mas me chamar de Tatânia, não é muito mais difícil? Vai chegar o dia que alguém vai me chamar de Taturana, Tarântula e aí o bicho vai pegar...

E se me chamarem de “Tataiana” não vou aceitar, porque só tem uma pessoa no mundo autorizada a me chamar assim: minha mãe.

O meu nome é minha identidade. Aliás, é mais importante do que minha identidade, porque eu já era Tatiana antes mesmo de nascer.

terça-feira, 17 de julho de 2012

Desafio real

Depois de publicar uns desafios fofinhos no blog, volto para contar sobre um desafio real, que tenho enfrentado desde que voltei a Colomiers - FR, na segunda-feira passada. Após férias de 1 mês no Brasil, com muitos festejos e alegrias, voltei para fazer algo que não fazia há praticamente dois anos: trabalhar.
Trabalhar não é desafio, pelo contrário. Sentia muita falta de trabalhar e queria muito voltar ao batente o mais breve possível.
E o mais breve possível chegou: oficialmente a academia já é nossa. E eu, como uma das sócias, tenho que arregaçar as mangas e trabalhar. Como ainda não temos funcionários cuidar de um espaço de mais de 800m2, com os 360 atuais clientes é uma rotina um tanto quanto puxada.
Como a minha cidade é a sede da Airbus, temos clientes de várias nacionalidades. Além da Europa, tem gente dos EUA, México, Chile, Paraguai... Atender em inglês é mole para mim, tão fácil quanto atender em português. Confesso que ainda me enrolo um pouco com os francês, mas é natural e aos poucos vou decolando. Já converso tranquilamente no idioma, faço atendimentos e matrículas e minha vida pós trabalho é super tranquila, sem perrengues. Essa semana que estou sozinha na academia, achei que ficaria amedrontada: pelo contrário, tenho me saído bem. Se bem que ainda é terça-feira, mas após algumas horas de trabalho, já deu para notar que não terei maiores problemas. Minha jornada aqui é grande, acordo às 7h e às 8:30 a academia já está aberta. Às 21h fecho as portas e aí é o meu momento empreguete: limpo tudo, coloco lixo para fora, aspiro, entre outras rotinas de limpeza. Almoço na própria academia e quando preciso fazer um serviço de rua, peço ao Alain para ficar de olho na academia para mim. Alain é um cliente, treinador de rugby que sempre ficou de olho na academia em caso de necessidade. Ele continua com o posto porque é de confiança e está sempre pronto a nos ajudar. Sei que a partir de setembro as coisas ficarão mais calmas, será a nossa inauguração e já teremos funcionários para nos ajudar. 
Essa rotina para mim é tranquila, quando o desafio maior a enfrentar é lidar com gente. Incrível como o ser humano é instável. Felizmente, dos 360 clientes somente uma pessoa resolveu mudar seu comportamento comigo e com o Julien. Uma cliente, antes de nos tornarmos donos, era super amável conosco e nos tratava super bem. Dava beijinho, sorria, contava sobre sua vida. Agora, nada mais. Entra e sai sem nos dar bom dia. Isso na minha terra é falta de educação. Rolam uns boatos de que ela participa de "gangs bangs" e coisas do gênero, mas quem sou eu para julgar? Se ela mudou conosco porque está achando que vamos ficar imaginando coisas sobre ela, ela está perdendo tempo. Contanto que ela não faça no meu espaço, ela pode fazer o que ela bem entender, não irei julgar. Não estou nem aí, ela está dando o que é dela. 
Agora não tolero é falta de educação. Não faço questão de ser adorada por todo mundo, mas espero que as pessoas tenham o mínimo de educação comigo e com as pessoas que trabalham na academia. 

domingo, 1 de julho de 2012

Diferenças culturais no trânsito

Muitos dos meus amigos me perguntam se eu não sinto falta do Brasil, morando fora há quase dois anos. Não sinto falta do país em si, sinto falta das coisas e pessoas que estão lá... Sinto falta do Fluminense, da minha família, dos meus amigos e eventualmente das comidas.
Não sinto falta da violência, da falta de educação, da sujeira e principalmente da falta de educação no trânsito. Do stress das pessoas dirigindo...
Muitos podem dizer que sou ingrata e que estou cuspindo no prato em que comi. Não sou. Dei todas as chances possíveis ao Brasil, tentei, ao máximo que pude, conviver com o caos brasileiro. Meu pai diz que não há lugar melhor no mundo que o Brasil, eu digo que não há lugar melhor no mundo para se passar férias como no Brasil.
Outro dia vi no Facebook uma campanha para se utilizar a seta, ao indicar mudanças de faixa ou de direção. Campanha no Brasil, infelizmente, só funciona a favor da maconha. Mas há que se ter uma pontinha de esperança, porque outras pessoas, assim como eu, se preocupam com a segurança no trânsito. "Dar a seta" é fundamental. É segurança para quem dirige e para o pedestre. Aqui damos seta até se vamos ultrapassar uma bicicleta na rua. Damos seta mesmo que não tenha carro na frente ou atrás, de tão enraizado que o hábito está... E em uma cidade cheia de rotatórias (o famoso "balão"), mesmo ao contornar, damos a seta.
Aliás, Colomiers (a cidade onde eu moro, na região de Toulouse) foi a primeira cidade da França a ter as famosas rotatórias...
Achei um blog que até mostra fotos das rotatórias ("ronds points") francesas: http://trobenet.centerblog.net/rub-poteries-.html




quarta-feira, 30 de maio de 2012

Countdown: Rio! Uma semana...

Uma semana para eu colocar o meu bumbum no assento dos aviões da KLM e da TAM e finalmente chegar no Rio...

Passarei um mês delicioso com a minha família, meus amigos e muitas comemorações! Comemoração atrasada do meu aniversário, casamentos e outras coisas maravilhosas que me aguardam no mês de junho.
Chegar em pleno feriado, será uma maravilha: sem trânsito, sem stress e o dia inteiro para ficar de bobeira.
Rio, me aguarde!

Nunca fui muito fã de Coldplay (achava eles chatos ao extremo, mas depois de "Paradise" mudei um pouquinho os meus conceitos...) mas essa música tem tudo a ver com a minha viagem pro Rio. Em junho, o Rio será o meu "Para-para-paradise"! 



Paradise - Coldplay

When she was just a girl
She expected the world
But it flew away from her reach
So she ran away in her sleep

And dreamed of para-para-paradise
Para-para-paradise
Para-para-paradise
Every time she closed her eyes

Ooohh

When she was just a girl
She expected the world
But it flew away from her reach
And bullets catch in her teeth

Life goes on
It gets so heavy
The wheel breaks the butterfly
Every tear, a waterfall
In the night
The stormy night
She closed her eyes
In the night
The stormy night
Away she flied

And dreamed of para-para-paradise
Para-para-paradise
Para-para-paradise
Whoa-oh-oh oh-oooh oh-oh-oh

She dreamed of para-para-paradise
Para-para-paradise
Para-para-paradise
Whoa-oh-oh oh-oooh oh-oh-oh

La-la-la-la-la

Still lying underneath the stormy skies
She said oh-oh-oh-oh-oh-oh
I know the sun's set to rise

This could be para-para-paradise
Para-para-paradise
This could be para-para-paradise
Whoa-oh-oh oh-oooh oh-oh-oh

This could be para-para-paradise
Para-para-paradise
This could be para-para-paradise
Whoa-oh-oh oh-oooh oh-oh-oh

Ooohh

This could be para-para-paradise
Para-para-paradise
This could be para-para-paradise
Whoa-oh-oh oh-oooh oh-oh-oh

Ooohh, oohh...


terça-feira, 8 de maio de 2012

My week with Marilyn

Há duas semanas, resolvi ir ao cinema com meu namorado. Queríamos muito assistir a "The Avengers", mas temos restrições quanto aos filmes em 3D: nós dois morremos de dor-de-cabeça. Além da questão 3D, estávamos procurando uma sala de cinema que estivesse passando o filme em VO (versão original) e em praticamente todos os cinemas, multiplex (claro), a VF (versão francesa) do filme estava sendo exibida. Como a equação "não 3D e versão original" não foi atendida, desistimos do filme e optamos por outro. E aí que vem a grande surpresa...
Procurei no www.allocine.fr, QUALQUER (prova do meu desespero) filme que fosse em VO, nas redondezas (região de Toulouse). Eis que o site me leva a um cinema de rua, numa cidadezinha chamada Ramonville-Sainte-Agne, que fica a 18 km de onde moramos atualmente (Colomiers). Pode-se pensar que a vontade de ir ao cinema era imensa, para nos deslocarmos 18 km, mas para quem morava no Rio e em Paris, dirigir 18 km é mole, especialmente em uma estrada reta, sem buracos e sem engarrafamento. Enfim, fomos parar nessa cidade, em um cinema charmosinho de rua e vazio. E fechado! Chegamos tão cedo, que o cinema estava fechado! Fomos dar uma volta no "quarteirão", procurando um lugar para tomarmos um café e TUDO estava fechado!!! Tudo bem, era domingo, mas acreditávamos encontrar alguma coisa para beliscar, ainda mais com a proximidade do cinema. Insistimos mais um pouquinho e encontramos um "Salon de Thé", onde dividimos um doce árabe gostoso e tomamos refrigerante. Foi ótimo fazer uma boquinha antes, porque na entrada do cinema, havia cartazes proibindo a entrada com comida e bebida. No popcorn allowed! :o)
Apesar do cinema ser pequeno, as poltronas eram bastante confortáveis e o preço justo: 6 euros. Comparando com os multiplex da vida e com outras regiões, o bilhete estava barato.
Como o título do post já diz o filme escolhido, não vou ficar "me repetindo". Basta dizer que o filme foi uma grata surpresa... Sou fã da Marilyn, sempre a achei linda, sexy, musa. Eu e o mundo inteiro. Eu e muita gente acreditamos que ela foi assassinada a mando dos Kennedy, mas isso é assunto para outro post. O que me chamou a atenção no filme foi a atuação da Michelle Williams: lembrei da época de "Dawson's Creek". Quando o nome da Michelle foi cogitado para o papel, eu torci o nariz porque sempre a achei sem graça, sem sal, insossa. Incapaz de interpretar um ícone como Marilyn.
Quebrei a cara. Ela está incrível como Marilyn! Parecia a reencarnação da musa... Fui surpreendida pela atuação e pelo filme, prova de que a magia do cinema ainda existe. E que muito diretores e atores ainda conseguem deixar os cinéfilos boquiabertos, como eu fiquei.







sexta-feira, 27 de abril de 2012

Foto 46 - Desafio dos 50 dias


O desafio de hoje é café com leite, digamos assim. É postar uma foto de um lugar onde gostaria de morar. Morei a minha vida toda no Rio e por causa do meu trabalho, viajei pelo Brasil quase 10 anos. Já estive em todos os estados brasileiros, conheço as capitais de cada estado, além de outras cidades que talvez nem os mapas conheçam. Por esse motivo, nunca tive vontade de morar em outros lugares, porque como passava 3 semanas do mês fora de casa, já estava morando praticamente no lugar onde trabalhava: e quando começava a me acostumar, era hora de partir e de voltar para o Rio.
Quanto a morar no exterior, nunca tive isso como meta de vida, como objetivo. Simplesmente aconteceu e estou adorando.Quase dois anos da França, parte desse tempo pertinho de Paris... Sonho de muita gente realizado, mas não o meu. Meus amigos vivem achando que tenho uma vida de princesa, só porque a minha rotina é bem mais leve do que a rotina de muitos deles no Brasil. A questão é: eu dei uma sorte danada, fato! Acho que meu sonho é mais simples: porque tenho vontade de morar onde me sinta bem, com quem me sinta bem e onde possa criar meus filhos com tranquilidade.
Pelos motivos citados, não tenho desejo algum de morar em outro lugar, senão esse (em Colomiers), onde já estou, porque estou muito bem e feliz. Só falta sair desse apartamento...
Como tenho que escolher, escolho uma casa, com piscina (aqui no verão faz calor carioca) e muito espaço para receber meus amigos, ter meu cachorro e criar meus babies. 


segunda-feira, 23 de abril de 2012

Sobre as eleições presidenciais francesas...

Ontem aconteceram as eleições presidenciais na França, ou pelo menos parte, já que tivemos o primeiro turno com vitória não tão esmagadora (infelizmente) do Partido Socialista, do candidato François Hollande.
Por razões mais do que óbvias, torci fervorosamente para uma vitória do Hollande no primeiro turno, mas haverá disputa de segundo turno, dia 06 de maio, contra o atual presidente Nicolas Sarkozy.
Um segundo turno entre os dois já era esperado. O que não era esperado, aconteceu e foi assustador, foi a candidata louca da extrema-direita, Marine Le Pen, ter sido a terceira colocada com quase 20% dos votos. Incrível como tem gente louca que ainda vota nela... O pior foi saber, na contra-mão do resto do mundo, que a maioria dos votos dela foi de jovens. Oras, no mundo todo, jovem politizado é de esquerda...
O que está acontecendo com alguns franceses???
Abaixo, um infográfico com o percentual de votos de cada candidato. Como o voto na França não é obrigatório, tivemos um percentual de aproximadamente 80% de participação dos eleitores.



Abaixo, um link com uma entrevista minha (sobre as eleições) para o "Correio dos Leitores", da Rádio França Internacional.

http://www.portugues.rfi.fr/geral/20120420-acompanhe-eleicoes-presidenciais-francesas-no-correio

sexta-feira, 6 de abril de 2012

Foto 26 - Desafio dos 50 dias

O desafio de hoje é postar a foto de um presente que eu não gostaria de ganhar, um autêntico presente de grego.
Presente de grego é o recebimento de algum presente ou dádiva que traz prejuízo ou não acontece beneficamente, como era para ser. Surgiu a partir da famosa Guerra de Tróia. Na guerra, um cavalo de madeira foi deixado junto aos muros de Tróia pelos gregos, supostamente como um presente para os troianos. Os troianos levaram o cavalo para dentro de seus muros, acreditando que o suposto presente era uma rendição dos gregos. Entretanto, dentro do cavalo se encontravam vários soldados gregos. Durante a noite e após os troianos terem se embebedado e com a maioria dormindo, os gregos saíram do cavalo, abriram os portões e todo exército grego pôde entrar e destruir Tróia completamente. Consigo até imaginar a cena, os gregos saindo do cavalo e gritando: "Glu-glu, yeah, yeah! Rá! Pegadinha do Mallandro, ops, Pegadinha NOS troianos". 
Enquanto tivemos o pit-stop cultural do post, continuo a pensar o que seria um presente de grego para mim... Se fosse levar a ferro e fogo a ideia do Cavalo de Tróia, meu presente de grego seria os dois infelizes de um post anterior, chegarem juntinhos em mim, dizendo: "nós ainda te amamos!", argh, eca! Presente de grego, maldição, pesadelos... Vários sinônimos! Daquela gente não quero nada, nenhum sentimento... 
Agora, se eu avaliar friamente, um presente de grego para mim hoje, seria uma passagem só de ida para o Brasil. Por mais que eu ame a minha terra e goste praticamente de tudo que tem lá, minha vida hoje é na França. Meu passado pertence ao Brasil, mas meu presente e meu futuro pertencem a França.


terça-feira, 16 de agosto de 2011

10 coisas que aprendi ao morar na França...

1 - Não sair sem maquiagem, nem para ir à padaria;
2 - A prioridade no trânsito é sempre de quem vem da direita;
3 - O queijo é um patrimônio nacional;
4 - Não gastar 30 euros para fazer as unhas das mãos, quando nem a cutícula as manicures tiram (é proibido). Eu aprendi a fazer as minhas unhas;
5 - Não gastar 35 euros para fazer uma escova. Como as minhas são, pelo menos, semanais, seria um desfalque enorme no meu orçamento. Eu aprendi a fazer a minha escova;
6 - O vinho é sagrado;
7 - Nas férias, tudo fica parado e Paris fica entregue aos turistas.
8 - O corpo de bombeiros é a corporação mais respeitada e admirada na França;
9 - As estradas são maravilhosas e a pista da esquerda é somente para ultrapassagem;
10 - O rugby é tão famoso e praticado quanto o futebol.