sábado, 1 de julho de 2017

2 gestações, quanta diferença!

Sempre quis escrever sobre as diferenças entre as minhas duas gravidezes, mas nunca tive tempo. Agora, um pouco mais sossegada, consigo me organizar e finalmente colocar as minhas ideias no blog.
Minha gravidez com a Marina foi tranquila, no modo geral, tive os famosos enjoos, muita sonolência, fiquei constipada e fiz uma micro cirurgia no olho. O parto, cesariana, não foi como eu esperava: tive uma hemorragia, pedi para amamentar e não fui atendida, vi minha filha praticamente 8 horas após o parto e a minha cicatriz é comprida e alta. Entrei em trabalho de parto na madrugada do dia 06 de janeiro de 2014, tive contrações com dores extremamente suportáveis, cheguei dilatada e minha filha nasceu às 8:39. Não pude ter parto normal porque Marina estava sentada. A minha recuperação foi extremamente dolorosa (a bebê nasceu numa segunda e eu só consegui sair da cama na quinta) e o retorno pra casa foi cansativo e doloroso. Sorte que eu tive minha mãe por 1 mês para me ajudar.
A gravidez do Martin foi hiper tranquila. Só tive enjoos nos 3 primeiros meses, mas vomitava praticamente o dia inteiro, todos os dias. Para não passar pelo mesmo trauma do primeiro parto, resolvi trocar de clínica e de obstetra e o resultado não poderia ser melhor. Meu parto foi maravilhoso, também uma cesariana: Martin nasceu 1:51 e antes das 4 da manhã já estávamos no quarto. Minha mãe esteve comigo praticamente o tempo todo (ela só não assistiu ao parto) e ela e minha tia se revezavam nos cuidados comigo e com o bebê, na maternidade. Dessa vez, tive as duas ao meu lado e por muito mais tempo. Meus pais ficaram aqui por 3 meses e minha tia, 2 meses. Na gravidez do Martin, entrei em trabalho de parto no dia anterior ao seu nascimento (01 de novembro de 2016) e corri pra maternidade. Me mandaram de volta pra casa, porque ainda não era o momento. Passei o dia INTEIRO com contrações super dolorosas e às 23h minha bolsa estourou. Como não tive rompimento de bolsa no primeiro parto, entrei em pânico: só pedia pra não me deixarem morrer.
Minha recuperação foi super tranquila, no mesmo dia já tinha saído da cama e tomado banho! Graças ao apoio das enfermeiras, que me incentivaram a me levantar, explicando que eu não teria o mesmo problema do parto anterior.
O dia em que Marina foi conhecer o irmão foi lindo e emocionante!
Meu único problema na chegada em casa, foi uma crise de ansiedade e onda de calor, na primeira noite fora do hospital, quando eu não conseguia levantar da cama e gritava que ia morrer. Foi a única vez que senti isso. Os outros dias, até hoje, foram e têm sido tranquilos.
E tem sido assim, até hoje...