http://www.estadao.com.br/noticias/suplementos,frases,542766,0.htm
Sensação de desabafo! A falta de respeito sofrida por mim e por outros cidadãos cariocas no dia 21 de abril foi a gota d' água.
Pequeno diário de "bordo" sobre a minha nada mole vida: mudança de país, costumes, hábitos... Um pequeno relato para o futuro, para mostrar a minha sobrinha, afilhados e filhos.
quarta-feira, 28 de abril de 2010
terça-feira, 27 de abril de 2010
Li num blog...
O dono do texto aí debaixo é o Bruno, amigo da minha melhor amiga. Ele é dono do blog: http://pedanoticia.blogspot.com/
Resolvi colocar aqui o texto dele, porque é exatamente assim que me sinto hoje. Ele escreveu o post em 11 de setembro de 2009. E eu copio e colo aqui, em 26 de abril de 2010. Mais de 7 meses depois. Como o ser humano é incrivelmente repetitivo, em suas ações e seus comportamentos?
Bruno, tiro o chapéu para o seu texto. E reproduzo, entre aspas e divulgo aqui o seu blog.
Parece que acabei de ser recebida com a frase: welcome to the club!
"A quem interessar possa: eu fiz o meu amor sofrer. Eu feri e machuquei da forma mais vil. Construí um alicerce tão frágil, tão vulnerável que obviamente não tinha como permanecer de pé. Era só um castelo de cartas marcadas e qualquer ventinho besta seria capaz derrubar.
Passado o vendaval, consigo enxergar todas as besteiras que fiz. E, se ainda não sei explicar como me compliquei tanto, ao menos estou repleto da certeza de que isso não vai se repetir.
A dor de machucar o amor é a maior de todas. Quando alguém, com as armas do amor, machuca um desconhecido sem importância, a solução é um pedido de desculpas e olhe lá. Cada um com os seus problemas, diriam alguns. Se um não quer, dois não brigam (nem namoram). Outra coisa completamente distinta é machucar alguém que você ama.
Tomadas todas as dores do mundo, doídas e sentidas, nenhuma delas é tão dolorosa quanto a dor do amor que feriu. Não falo do amor maltratado, do amor ferido. Mas do amor agente da ação, o amor que desfere o golpe, que enfia o facão e rasga o peito do objeto do amor.
Não recomendo a experiência, meus queridos. Não chego a falar de chagas e martírios, mas creio que agonia, tormento, sobressalto e mágoa definem bem o sentimento. Também não quero propor um campeonato de horrores e suplícios.
Mas é fato que, passada a dor aguda do golpe mortal, e não sendo cientificamente possível voltar atrás, resta a navalhada, a úlcera (ou gastrite) aberta de um amor.
Muito mais do que doeu o golpe, vai doer a ferida. O trauma, os gritos e os gemidos se repetem nos ouvidos como ecos do desfecho cruel de um amor que se queria tranquilo.
Sobra então o castigo de se arrepender do aconchego perdido. De repente, o melhor lugar do mundo já não existe mais. Simplesmente foi pulverizado da face da Terra. O deleite e o inferno se confundem num só sofrimento, num só ferimento, num só ressentimento.
Re-sentimento, sim, porque o sentimento vai e volta, em ondas, como os calores da menopausa. O ressentido se ressente do amor perdido que deveras sente. Todos os dias, experimenta novamente o carinho e a ferroada, o sorriso e a convulsão. Voluptuoso é o choro e sedutora é a vontade de se consumir no choro. É como se cada lágrima pudesse recompor uma pequenina porção do gozo que não volta mais.
Sufocar com mentiras um amor de verdade é, talvez, o maior dos crimes contra si mesmo. Cada meia-verdade (ou mentira inteira) afasta mais aquele que ama do seu amor. Portanto, meus caros, antes uma dura verdade que uma doce saída, honrosa ou não.
Impressionante o que a gente precisa passar para amadurecer. Longe de mim competir com dores e amores, mas acho que todo mundo já fez uma grande merda nessa vida. É difícil julgar os outros. A merda que eu fiz, por exemplo, foi federal, generalizada e fedorenta. Causou sofrimento alheio, mas me fez sofrer mais do que tudo.
Diante do sofrimento e da verdade descoberta, alguns dirão: "Vá se tratar!". Outros farão parecer a coisa mais normal do mundo. Um terceiro indivíduo fará um discurso cristão (esse pode ser um motorista de táxi, um estranho qualquer) e recomendará que você entregue a alma a Jesus (não o da Madonna, mas o de Nazaré mesmo), ressaltando que todo pecador merece o perdão.
Aí, você se cala e se pergunta se, por mais que Deus e o mundo inteiro te perdoem, você mesmo vai ser capaz de SE perdoar. Aí não tem nada a ver com religião, ou até tem, né, depende da religião de cada um. Mas esse é o perdão mais difícil.
Pra que essa redenção ocorra é preciso transformar a dor - que ora parece cãimbra, ora açoite, ora beliscão - em uma lembrança viva, porém distante. Deve ser como o Holocausto para os alemães, algo que não se pode esquecer para não viver outra vez."
Resolvi colocar aqui o texto dele, porque é exatamente assim que me sinto hoje. Ele escreveu o post em 11 de setembro de 2009. E eu copio e colo aqui, em 26 de abril de 2010. Mais de 7 meses depois. Como o ser humano é incrivelmente repetitivo, em suas ações e seus comportamentos?
Bruno, tiro o chapéu para o seu texto. E reproduzo, entre aspas e divulgo aqui o seu blog.
Parece que acabei de ser recebida com a frase: welcome to the club!
"A quem interessar possa: eu fiz o meu amor sofrer. Eu feri e machuquei da forma mais vil. Construí um alicerce tão frágil, tão vulnerável que obviamente não tinha como permanecer de pé. Era só um castelo de cartas marcadas e qualquer ventinho besta seria capaz derrubar.
Passado o vendaval, consigo enxergar todas as besteiras que fiz. E, se ainda não sei explicar como me compliquei tanto, ao menos estou repleto da certeza de que isso não vai se repetir.
A dor de machucar o amor é a maior de todas. Quando alguém, com as armas do amor, machuca um desconhecido sem importância, a solução é um pedido de desculpas e olhe lá. Cada um com os seus problemas, diriam alguns. Se um não quer, dois não brigam (nem namoram). Outra coisa completamente distinta é machucar alguém que você ama.
Tomadas todas as dores do mundo, doídas e sentidas, nenhuma delas é tão dolorosa quanto a dor do amor que feriu. Não falo do amor maltratado, do amor ferido. Mas do amor agente da ação, o amor que desfere o golpe, que enfia o facão e rasga o peito do objeto do amor.
Não recomendo a experiência, meus queridos. Não chego a falar de chagas e martírios, mas creio que agonia, tormento, sobressalto e mágoa definem bem o sentimento. Também não quero propor um campeonato de horrores e suplícios.
Mas é fato que, passada a dor aguda do golpe mortal, e não sendo cientificamente possível voltar atrás, resta a navalhada, a úlcera (ou gastrite) aberta de um amor.
Muito mais do que doeu o golpe, vai doer a ferida. O trauma, os gritos e os gemidos se repetem nos ouvidos como ecos do desfecho cruel de um amor que se queria tranquilo.
Sobra então o castigo de se arrepender do aconchego perdido. De repente, o melhor lugar do mundo já não existe mais. Simplesmente foi pulverizado da face da Terra. O deleite e o inferno se confundem num só sofrimento, num só ferimento, num só ressentimento.
Re-sentimento, sim, porque o sentimento vai e volta, em ondas, como os calores da menopausa. O ressentido se ressente do amor perdido que deveras sente. Todos os dias, experimenta novamente o carinho e a ferroada, o sorriso e a convulsão. Voluptuoso é o choro e sedutora é a vontade de se consumir no choro. É como se cada lágrima pudesse recompor uma pequenina porção do gozo que não volta mais.
Sufocar com mentiras um amor de verdade é, talvez, o maior dos crimes contra si mesmo. Cada meia-verdade (ou mentira inteira) afasta mais aquele que ama do seu amor. Portanto, meus caros, antes uma dura verdade que uma doce saída, honrosa ou não.
Impressionante o que a gente precisa passar para amadurecer. Longe de mim competir com dores e amores, mas acho que todo mundo já fez uma grande merda nessa vida. É difícil julgar os outros. A merda que eu fiz, por exemplo, foi federal, generalizada e fedorenta. Causou sofrimento alheio, mas me fez sofrer mais do que tudo.
Diante do sofrimento e da verdade descoberta, alguns dirão: "Vá se tratar!". Outros farão parecer a coisa mais normal do mundo. Um terceiro indivíduo fará um discurso cristão (esse pode ser um motorista de táxi, um estranho qualquer) e recomendará que você entregue a alma a Jesus (não o da Madonna, mas o de Nazaré mesmo), ressaltando que todo pecador merece o perdão.
Aí, você se cala e se pergunta se, por mais que Deus e o mundo inteiro te perdoem, você mesmo vai ser capaz de SE perdoar. Aí não tem nada a ver com religião, ou até tem, né, depende da religião de cada um. Mas esse é o perdão mais difícil.
Pra que essa redenção ocorra é preciso transformar a dor - que ora parece cãimbra, ora açoite, ora beliscão - em uma lembrança viva, porém distante. Deve ser como o Holocausto para os alemães, algo que não se pode esquecer para não viver outra vez."
sábado, 10 de abril de 2010
Há tempos...
Tem tempo que não apareço por aqui. Vida corrida e como sempre muitas coisas acontecendo. Neném crescendo (11 cm!), pessoas queridas partindo, vida seguindo e mundo "falling down". Depois das chuvas no Rio de Janeiro, notei pela primeira vez a fragilidade do ser humano, principalmente a minha fragilidade. Me senti acuada, com medo e muito, mas muito triste. Ver pessoas morrendo de um modo tão estúpido, tão ignorante é dose.
Comentei que estava feliz para sair para o trabalho, enquanto muitas pessoas saíam para procurar seus parentes soterrados ou para enterros. Nossa, como sou feliz. Sortuda, felizarda! Mesmo com os problemas no meu apê, tenho meu cantinho, seguro, quentinho...
Acho que por causa disso tudo que está acontecendo, tenho estado mais emotiva do que sou normalmente. Comprei o CD Duetos, do Renato Russo, e chorei do início ao fim. Impressionante a capacidade que RR tem de me emocionar. Sempre. E fico me perguntando: por que você se foi????
Comentei que estava feliz para sair para o trabalho, enquanto muitas pessoas saíam para procurar seus parentes soterrados ou para enterros. Nossa, como sou feliz. Sortuda, felizarda! Mesmo com os problemas no meu apê, tenho meu cantinho, seguro, quentinho...
Acho que por causa disso tudo que está acontecendo, tenho estado mais emotiva do que sou normalmente. Comprei o CD Duetos, do Renato Russo, e chorei do início ao fim. Impressionante a capacidade que RR tem de me emocionar. Sempre. E fico me perguntando: por que você se foi????
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