Sempre quis escrever sobre as diferenças entre as minhas duas gravidezes, mas nunca tive tempo. Agora, um pouco mais sossegada, consigo me organizar e finalmente colocar as minhas ideias no blog.
Minha gravidez com a Marina foi tranquila, no modo geral, tive os famosos enjoos, muita sonolência, fiquei constipada e fiz uma micro cirurgia no olho. O parto, cesariana, não foi como eu esperava: tive uma hemorragia, pedi para amamentar e não fui atendida, vi minha filha praticamente 8 horas após o parto e a minha cicatriz é comprida e alta. Entrei em trabalho de parto na madrugada do dia 06 de janeiro de 2014, tive contrações com dores extremamente suportáveis, cheguei dilatada e minha filha nasceu às 8:39. Não pude ter parto normal porque Marina estava sentada. A minha recuperação foi extremamente dolorosa (a bebê nasceu numa segunda e eu só consegui sair da cama na quinta) e o retorno pra casa foi cansativo e doloroso. Sorte que eu tive minha mãe por 1 mês para me ajudar.
A gravidez do Martin foi hiper tranquila. Só tive enjoos nos 3 primeiros meses, mas vomitava praticamente o dia inteiro, todos os dias. Para não passar pelo mesmo trauma do primeiro parto, resolvi trocar de clínica e de obstetra e o resultado não poderia ser melhor. Meu parto foi maravilhoso, também uma cesariana: Martin nasceu 1:51 e antes das 4 da manhã já estávamos no quarto. Minha mãe esteve comigo praticamente o tempo todo (ela só não assistiu ao parto) e ela e minha tia se revezavam nos cuidados comigo e com o bebê, na maternidade. Dessa vez, tive as duas ao meu lado e por muito mais tempo. Meus pais ficaram aqui por 3 meses e minha tia, 2 meses. Na gravidez do Martin, entrei em trabalho de parto no dia anterior ao seu nascimento (01 de novembro de 2016) e corri pra maternidade. Me mandaram de volta pra casa, porque ainda não era o momento. Passei o dia INTEIRO com contrações super dolorosas e às 23h minha bolsa estourou. Como não tive rompimento de bolsa no primeiro parto, entrei em pânico: só pedia pra não me deixarem morrer.
Minha recuperação foi super tranquila, no mesmo dia já tinha saído da cama e tomado banho! Graças ao apoio das enfermeiras, que me incentivaram a me levantar, explicando que eu não teria o mesmo problema do parto anterior.
O dia em que Marina foi conhecer o irmão foi lindo e emocionante!
Meu único problema na chegada em casa, foi uma crise de ansiedade e onda de calor, na primeira noite fora do hospital, quando eu não conseguia levantar da cama e gritava que ia morrer. Foi a única vez que senti isso. Os outros dias, até hoje, foram e têm sido tranquilos.
E tem sido assim, até hoje...
Pequeno diário de "bordo" sobre a minha nada mole vida: mudança de país, costumes, hábitos... Um pequeno relato para o futuro, para mostrar a minha sobrinha, afilhados e filhos.
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sábado, 1 de julho de 2017
2 gestações, quanta diferença!
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sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014
E ela nasceu!
Finalmente
pari. Depois de uma gravidez relativamente tranquila (tive enjoo, constipação e
uma micro cirurgia no olho), entrei em trabalho de parto na madrugada do dia 06
de janeiro de 2014.
Minha filha
nasceu no dia de Reis e no nascimento de Joana d’Arc. A previsão para o parto
seria dia 08, mas como pedi a ela que viesse após a chegada dos avós, ela resolveu
alegrar a minha vida com dois dias de antecedência.
Às 4 da
manhã comecei a sentir as contrações, mas achei que era alarme falso: tomei um
remédio e voltei a dormir. As contrações se tornaram constantes e vi que não
era alarme falso, Marina estava querendo nascer! Chamei meu marido, tomei um
banho e ainda tive calma o suficiente para chamar a minha mãe e explicar todos
os detalhes da casa (eles chegaram no dia 05 e não tive tempo de mostrar e
explicar os detalhes da casa para minha mãe, como o alarme e a placa de
indução). Cheguei na maternidade e tudo correu super bem, mesmo com meu
nervosismo de ter uma cesariana. Minha filhota estava sentada e não pude ter o
parto natural, como desejava. O importante é que minha filha nasceu saudável e
perfeita!
Depois de
um super corte da cesariana (o médico falou que era na linha do biquíni, mas
ele deve ter se esquecido que sou brasileira), uma mega hemorragia e uma
recuperação dolorosa, cá estou, após comemorar o “mesversário” da minha boneca.
1 mês de alegrias, olheiras, falta de sono, discussões com meu marido e muito
amor para a minha menina!
Seja
bem-vinda a esse mundo minha franco-brasileirinha! Tenho tanto amor para te
dar, que parece que meu peito vai explodir! E acho mesmo, porque com a
quantidade de leite que tenho...
Meu
pacotinho do amor: a vida é maravilhosa e é um presente de Deus. Iremos
aproveitá-la juntas, o máximo possível, porque sei que um dia você seguirá o
seu caminho. E mesmo assim, eu estarei do seu lado. Te amo!
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domingo, 29 de setembro de 2013
Aprendendo a viver na França: a gravidez de uma brasileira em território desconhecido
Posso dizer que fui “cobaia” para escrever esse
artigo. Há um bom tempo queria escrever sobre as diferenças entre ter um bebê
no Brasil e na França. A hora é agora: estou no sexto mês de gestação e já
passei por praticamente quase todos os trâmites práticos e burocráticos que
envolvem a gravidez e a organização do parto.
Acredito que a maior diferença entre ter um
filho no Brasil e na França é o número de cesarianas: enquanto no Brasil grande
parte dos bebês nasce através da cirurgia, na maioria das vezes por comodismo
da mãe e do médico, na França a cesariana só ocorre em caso emergencial, quando
há riscos para a mãe e/ou para o bebê. Lembrando que a Organização Mundial de
Saúde (OMS) recomenda que 15% do total de partos seja cesariana. No Brasil, o
percentual de cesarianas chega a 84% (em hospitais particulares) e 40% (em
hospitais públicos).
A opção pelo parto natural não veio somente por
estar na França: pensei bastante a respeito e decidi pelo parto que me permite
uma recuperação mais rápida e menos dolorosa. Além de pensar em mim, pensei nos
benefícios para o bebê, que são enormes quando se tem um parto natural, entre
eles: o bebê respira melhor, acelera a descida do leite (logo ele pode mamar
mais rápido) e o bebê se torna mais ativo e responsivo ao nascer. Assim sendo,
já procurei o médico determinada – óbvio que ele SÓ me daria essa opção, mas
chegar ao consultório decidida me deu mais segurança.
Como
no Brasil, a grávida na França é acompanhada
pelo ginecologista/obstetra, mas caso ela queira, pode ter o
acompanhamento de uma “sage-femme”. Quando ouvi isso, a primeira coisa que me
veio à cabeça foram as seguintes perguntas: o que é uma “sage-femme”? O que ela
faz? A “sage-femme” tem o mesmo trabalho de uma “doula”? Esclarecendo:
“sage-femme”e “doula” não são a mesma coisa. A “sage-femme” estuda muitos anos
para se formar enquanto a “doula” serve para acompanhar a gestante, dar suporte
emocional e normalmente se forma em um ano. A “sage-femme” é a profissional que
acompanha a gestante em todas as fases da gravidez e no pós-parto, desde que a
gestante não tenha nenhum problema, inclusive ela pode prescrever exames
básicos. A “sage-femme” ainda explicou ao meu marido como fazer a bebê se
mexer, para que ele a pudesse sentir na minha barriga – foi uma descoberta
maravilhosa! Resumo da ópera: a “sage-femme” é uma enfermeira especializada em
obstetrícia. Como é especialista, ela está apta a fazer o parto normal e durante
o pré-natal ela dá os cursos de gestante. Nos hospitais públicos são elas que
fazem o parto e o médico só atua em caso de necessidade. Durante a gravidez, a
mulher pode optar por ser acompanhada por um médico ou pela“sage-femme” (eu
escolhi o acompanhamento dos dois).
No final de setembro, tive minha primeira
consulta com a “sage-femme”: ela me explicou tudo sobre o seu trabalho e me
deixou ainda mais tranquila, com relação ao parto. Eu, que cresci com a cultura
de que parir é sofrer, fiquei bastante feliz com os conselhos e as perspectivas
para o futuro e em breve começarei os tais cursos (respiração, posição para o
parto, amamentação e etc), para estar preparada para o grande dia. Tenho
certeza de que minha experiência no parto será incrível e memorável.
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