Muitos dos meus amigos me perguntam se eu não sinto falta do Brasil, morando fora há quase dois anos. Não sinto falta do país em si, sinto falta das coisas e pessoas que estão lá... Sinto falta do Fluminense, da minha família, dos meus amigos e eventualmente das comidas.
Não sinto falta da violência, da falta de educação, da sujeira e principalmente da falta de educação no trânsito. Do stress das pessoas dirigindo...
Muitos podem dizer que sou ingrata e que estou cuspindo no prato em que comi. Não sou. Dei todas as chances possíveis ao Brasil, tentei, ao máximo que pude, conviver com o caos brasileiro. Meu pai diz que não há lugar melhor no mundo que o Brasil, eu digo que não há lugar melhor no mundo para se passar férias como no Brasil.
Outro dia vi no Facebook uma campanha para se utilizar a seta, ao indicar mudanças de faixa ou de direção. Campanha no Brasil, infelizmente, só funciona a favor da maconha. Mas há que se ter uma pontinha de esperança, porque outras pessoas, assim como eu, se preocupam com a segurança no trânsito. "Dar a seta" é fundamental. É segurança para quem dirige e para o pedestre. Aqui damos seta até se vamos ultrapassar uma bicicleta na rua. Damos seta mesmo que não tenha carro na frente ou atrás, de tão enraizado que o hábito está... E em uma cidade cheia de rotatórias (o famoso "balão"), mesmo ao contornar, damos a seta.
Aliás, Colomiers (a cidade onde eu moro, na região de Toulouse) foi a primeira cidade da França a ter as famosas rotatórias...
Achei um blog que até mostra fotos das rotatórias ("ronds points") francesas: http://trobenet.centerblog.net/rub-poteries-.html

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