O quanto deixa de ser submissa a mulher que se casa e não aceita o sobrenome do marido? O quanto deixa de ser macho o homem que se resigna em não ter o seu sobrenome na sua mulher?
Por razões práticas, não decidi usar o nome do meu futuro marido. Quando contei a novidade, ele ficou mais branco do que é e não aceitou muito bem a minha decisão. Justifiquei que teria muito trabalho para mudar todos os meus documentos e além do mais, em caso de divórcio, as coisas ficariam mais práticas para mim. Sim, eu penso em todas as possibilidades e não acredito no "viveram felizes para sempre".
Óbvio que a desculpa não colou e ainda tive que ouvir: "o que os nossos filhos vão dizer/pensar?". Eu disse, "oras, eles saberão a verdade que eu não optei pelo sobrenome do papai porque não queria ter trabalho para trocar a minha documentação". Mesmo com a minha justificativa, não continuou colando e a culpa nos filhos, que ainda nem nasceram, voltou à tona: "mas nossos filhos vão querer saber porque a mãe deles não tem o sobrenome do pai". Oras, quantas noivas agregam o sobrenome do marido ao seu sobrenome? Milhões? E quantas não o fazem? Muitas.
Sei que esse imbróglio vai rolar até o dia de fecharmos o contrato de casamento no notário e vou ouvir muitas justificativas ainda. Só fico pensando no tamanho do meu nome, caso agregue o sobrenome do Julien ao meu, ficaria gigante: porque não tiro nenhum dos meus sobrenomes. Como tenho um segundo nome agregado ao Tatiana, eu teria uma identidade com 5 nomes/sobrenomes...
Sei que é romântico, lindo e maravilhoso você assumir para o mundo o sobrenome do (novo) marido, mas a vida me ensinou que conto de fadas só existe no cinema. Para que vou agregar o sobrenome do meu marido? Para sambar na cara da sociedade, provando que sou casada? Para alterar o meu nome no Facebook e tirar onda pelo casamento? A essa altura do campeonato, tirar onda com casamento não é algo que possa a ser feito... Já estou com 35 anos, é meu segundo casamento e soa muito mais como prêmio de consolação.
Pequeno diário de "bordo" sobre a minha nada mole vida: mudança de país, costumes, hábitos... Um pequeno relato para o futuro, para mostrar a minha sobrinha, afilhados e filhos.
quinta-feira, 9 de agosto de 2012
sexta-feira, 3 de agosto de 2012
E-mail para quem nem sabe ler ainda
Minha sobrinha ainda não fez dois anos de idade, mas já tem conta de e-mail. Meu irmão, não sei porque cargas d'água, resolveu criar um e-mail para ela.
Eu, como tia coruja e apaixonada, tentei escrever o primeiro e-mail dela. Não escrevi muito, porque fiquei emocionada e não consegui terminar, então saiu o texto abaixo, que foi enviado assim mesmo.
Eu, como tia coruja e apaixonada, tentei escrever o primeiro e-mail dela. Não escrevi muito, porque fiquei emocionada e não consegui terminar, então saiu o texto abaixo, que foi enviado assim mesmo.
Oi, Mariana
Não sei
como você vai fazer para ler esse e-mail. Talvez, quando você já saiba ler, a
tecnologia esteja mais avançada e eu possa demonstrar o que sinto por você de
outra maneira.
Infelizmente,
por escolhas e coisas do destino, sua tia mora longe de você. Beeeeeeeem longe,
mas nada que a internet ou um avião não possam resolver.
Saiba que o
amor que sinto por você é bem maior do que a distância que nos separa, bem
maior do que a saudade que eu sinto de você todos os dias da minha vida. Te amo
demais, minha bonequinha. Um dia, provavelmente no ano que vem, te darei
priminhos. Você virá conhecê-los e eles passarão férias com você no Rio. Por
mais que a distância seja grande, nada poderá me separar de você.
Você é a
minha princesa, o meu amor, a minha boneca. Todos os dias peço a Deus que
continue abençoando você e nossa família. Você foi o maior presente que Deus
poderia ter me dado.
Um beijo
dessa tia que te ama infinitamente,
Tatiana
Leal
quinta-feira, 19 de julho de 2012
Saudade de quem nunca se conheceu
Ontem, não
sei porque cargas d’água, me peguei pensando nos meus avós: pai da minha mãe e
mãe do meu pai.
Como é
sentir saudade de algo que se nunca teve ou alguém que nunca se conheceu? Pois é, eu sinto.
De uma maneira inexplicável. Óbvio que eu sinto saudades da minha avó que está
no Brasil e do meu avô que já desencarnou. Talvez o porquê, pelos que desencarnaram antes do meu
nascimento, seja que tudo sobre eles está envolvido em uma aura lúdica, de
mistério.
Conheci os
dois através de histórias contadas pelo meu pai e minha mãe e tenho um enorme
fascínio e curiosidade por eles. A doçura no olhar que minha avó paterna tinha
e a brabeza e cuidado que meu avô materno tinha são bem visíveis para mim.
Consegui criar uma imagem “real” através de fotografias e relatos. Pena que
sobre a minha avó materna, pouco sei, já que ela desencarnou muito jovem, de
tuberculose. Doença mortal, na época, nos anos 40.
Acho tenho
um pouco dos meus quatro avós: o senso de humor e a vontade de fazer sempre o
bem do meu avô Nestor, o cabelo e corpo da minha avó Marina (uma vez, sentada
no muro da nossa casa em Barra de São João, meu pai começou a chorar, quando me
viu e disse que estava exatamente como a mãe dele), a vontade de trabalhar e ser
correto do meu avô Milede, o carinho e o cuidado da minha avó Lourdes.
Minha avó
Marina desencarnou em 1948 (eu acho), meu avô Nestor em 1988, meu avô Milede em
1977. Eles estão vivos na minha memória e em meu coração e não tenho dúvidas de
um dia irei encontrá-los e poder finalmente conhecer meu avô Milede e minha avó
Marina.
Minha avó
Lourdes está bem, apesar da idade avançada. Peço MUITO e SEMPRE a Deus para
protegê-la e mantê-la bem. Gostaria muito que minha avó conhecesse os meus
filhos, que ainda não nasceram mas estão planejados. Vou deixar o meu desejo
nas mãos de Deus, se assim for a sua vontade.
E não há um dia que passe sem dizer um “eu te amo” a minha avó...
terça-feira, 17 de julho de 2012
Desafio real
Depois de publicar uns desafios fofinhos no blog, volto para contar sobre um desafio real, que tenho enfrentado desde que voltei a Colomiers - FR, na segunda-feira passada. Após férias de 1 mês no Brasil, com muitos festejos e alegrias, voltei para fazer algo que não fazia há praticamente dois anos: trabalhar.
Trabalhar não é desafio, pelo contrário. Sentia muita falta de trabalhar e queria muito voltar ao batente o mais breve possível.
E o mais breve possível chegou: oficialmente a academia já é nossa. E eu, como uma das sócias, tenho que arregaçar as mangas e trabalhar. Como ainda não temos funcionários cuidar de um espaço de mais de 800m2, com os 360 atuais clientes é uma rotina um tanto quanto puxada.
Como a minha cidade é a sede da Airbus, temos clientes de várias nacionalidades. Além da Europa, tem gente dos EUA, México, Chile, Paraguai... Atender em inglês é mole para mim, tão fácil quanto atender em português. Confesso que ainda me enrolo um pouco com os francês, mas é natural e aos poucos vou decolando. Já converso tranquilamente no idioma, faço atendimentos e matrículas e minha vida pós trabalho é super tranquila, sem perrengues. Essa semana que estou sozinha na academia, achei que ficaria amedrontada: pelo contrário, tenho me saído bem. Se bem que ainda é terça-feira, mas após algumas horas de trabalho, já deu para notar que não terei maiores problemas. Minha jornada aqui é grande, acordo às 7h e às 8:30 a academia já está aberta. Às 21h fecho as portas e aí é o meu momento empreguete: limpo tudo, coloco lixo para fora, aspiro, entre outras rotinas de limpeza. Almoço na própria academia e quando preciso fazer um serviço de rua, peço ao Alain para ficar de olho na academia para mim. Alain é um cliente, treinador de rugby que sempre ficou de olho na academia em caso de necessidade. Ele continua com o posto porque é de confiança e está sempre pronto a nos ajudar. Sei que a partir de setembro as coisas ficarão mais calmas, será a nossa inauguração e já teremos funcionários para nos ajudar.
Essa rotina para mim é tranquila, quando o desafio maior a enfrentar é lidar com gente. Incrível como o ser humano é instável. Felizmente, dos 360 clientes somente uma pessoa resolveu mudar seu comportamento comigo e com o Julien. Uma cliente, antes de nos tornarmos donos, era super amável conosco e nos tratava super bem. Dava beijinho, sorria, contava sobre sua vida. Agora, nada mais. Entra e sai sem nos dar bom dia. Isso na minha terra é falta de educação. Rolam uns boatos de que ela participa de "gangs bangs" e coisas do gênero, mas quem sou eu para julgar? Se ela mudou conosco porque está achando que vamos ficar imaginando coisas sobre ela, ela está perdendo tempo. Contanto que ela não faça no meu espaço, ela pode fazer o que ela bem entender, não irei julgar. Não estou nem aí, ela está dando o que é dela.
Agora não tolero é falta de educação. Não faço questão de ser adorada por todo mundo, mas espero que as pessoas tenham o mínimo de educação comigo e com as pessoas que trabalham na academia.
Trabalhar não é desafio, pelo contrário. Sentia muita falta de trabalhar e queria muito voltar ao batente o mais breve possível.
E o mais breve possível chegou: oficialmente a academia já é nossa. E eu, como uma das sócias, tenho que arregaçar as mangas e trabalhar. Como ainda não temos funcionários cuidar de um espaço de mais de 800m2, com os 360 atuais clientes é uma rotina um tanto quanto puxada.
Como a minha cidade é a sede da Airbus, temos clientes de várias nacionalidades. Além da Europa, tem gente dos EUA, México, Chile, Paraguai... Atender em inglês é mole para mim, tão fácil quanto atender em português. Confesso que ainda me enrolo um pouco com os francês, mas é natural e aos poucos vou decolando. Já converso tranquilamente no idioma, faço atendimentos e matrículas e minha vida pós trabalho é super tranquila, sem perrengues. Essa semana que estou sozinha na academia, achei que ficaria amedrontada: pelo contrário, tenho me saído bem. Se bem que ainda é terça-feira, mas após algumas horas de trabalho, já deu para notar que não terei maiores problemas. Minha jornada aqui é grande, acordo às 7h e às 8:30 a academia já está aberta. Às 21h fecho as portas e aí é o meu momento empreguete: limpo tudo, coloco lixo para fora, aspiro, entre outras rotinas de limpeza. Almoço na própria academia e quando preciso fazer um serviço de rua, peço ao Alain para ficar de olho na academia para mim. Alain é um cliente, treinador de rugby que sempre ficou de olho na academia em caso de necessidade. Ele continua com o posto porque é de confiança e está sempre pronto a nos ajudar. Sei que a partir de setembro as coisas ficarão mais calmas, será a nossa inauguração e já teremos funcionários para nos ajudar.
Essa rotina para mim é tranquila, quando o desafio maior a enfrentar é lidar com gente. Incrível como o ser humano é instável. Felizmente, dos 360 clientes somente uma pessoa resolveu mudar seu comportamento comigo e com o Julien. Uma cliente, antes de nos tornarmos donos, era super amável conosco e nos tratava super bem. Dava beijinho, sorria, contava sobre sua vida. Agora, nada mais. Entra e sai sem nos dar bom dia. Isso na minha terra é falta de educação. Rolam uns boatos de que ela participa de "gangs bangs" e coisas do gênero, mas quem sou eu para julgar? Se ela mudou conosco porque está achando que vamos ficar imaginando coisas sobre ela, ela está perdendo tempo. Contanto que ela não faça no meu espaço, ela pode fazer o que ela bem entender, não irei julgar. Não estou nem aí, ela está dando o que é dela.
Agora não tolero é falta de educação. Não faço questão de ser adorada por todo mundo, mas espero que as pessoas tenham o mínimo de educação comigo e com as pessoas que trabalham na academia.
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domingo, 15 de julho de 2012
Mudança
Mais uma vez, me mudei. Há dois anos, foi de país. Em janeiro, foi de cidade. Em fevereiro, de apartamento. Agora, em julho, cá estou na minha casa.
Com tantas mudanças, óbvio que algumas coisas se perderiam. Inclusive a minha paciência. Mas no balanço geral, perdi: uma bolsa com roupas, uma caixa com TODOS os meus perfumes e uma fotografia. Fotografia de quando tinha dois anos de idade e abraçava, com um carinho imenso, o meu avô Nestor. Ainda tenho muitas esperanças de encontrar essa foto, porque para os bens materiais, eu não ligo, posso comprar tudo de novo. E a foto que não tenho como recuperar?
Com tantas mudanças, óbvio que algumas coisas se perderiam. Inclusive a minha paciência. Mas no balanço geral, perdi: uma bolsa com roupas, uma caixa com TODOS os meus perfumes e uma fotografia. Fotografia de quando tinha dois anos de idade e abraçava, com um carinho imenso, o meu avô Nestor. Ainda tenho muitas esperanças de encontrar essa foto, porque para os bens materiais, eu não ligo, posso comprar tudo de novo. E a foto que não tenho como recuperar?
quinta-feira, 5 de julho de 2012
Vou-me embora pra Pasárgada - Manuel Bandeira
Vou-me embora pra Pasárgada - Manuel Bandeira
Vou-me embora pra Pasárgada
Lá sou amigo do rei
Lá tenho a mulher que eu quero
Na cama que escolherei
Vou-me embora pra Pasárgada
Vou-me embora pra Pasárgada
Aqui eu não sou feliz
Lá a existência é uma aventura
De tal modo inconseqüente
Que Joana a Louca da Espanha
Rainha e falsa demente
Vem a ser contraparente
Da nora que nunca tive
E como farei ginástica
Andarei de bicicleta
Montarei em burro brabo
Subirei no pau-de-sebo
Tomarei banhos de mar!
E quando estiver cansado
Deito na beira do rio
Mando chamar a mãe-d`água
Pra me contar as histórias
Que no tempo de eu menino
Rosa vinha me contar
Vou-me embora pra Pasárgada
Em Pasárgada tem tudo
É outra civilização
Tem um processo seguro
De impedir a concepção
Tem telefone automático
Tem alcalóide à vontade
Tem prostitutas bonitas
Para a gente namorar
E quando eu estiver mais triste
Mas triste de não ter jeito
Quando de noite me der
Vontade de me matar
-Lá sou amigo do rei-
Terei a mulher que eu quero
Na cama que escolherei
Vou-me embora pra Pasárgada.
Vou-me embora pra Pasárgada
Lá sou amigo do rei
Lá tenho a mulher que eu quero
Na cama que escolherei
Vou-me embora pra Pasárgada
Vou-me embora pra Pasárgada
Aqui eu não sou feliz
Lá a existência é uma aventura
De tal modo inconseqüente
Que Joana a Louca da Espanha
Rainha e falsa demente
Vem a ser contraparente
Da nora que nunca tive
E como farei ginástica
Andarei de bicicleta
Montarei em burro brabo
Subirei no pau-de-sebo
Tomarei banhos de mar!
E quando estiver cansado
Deito na beira do rio
Mando chamar a mãe-d`água
Pra me contar as histórias
Que no tempo de eu menino
Rosa vinha me contar
Vou-me embora pra Pasárgada
Em Pasárgada tem tudo
É outra civilização
Tem um processo seguro
De impedir a concepção
Tem telefone automático
Tem alcalóide à vontade
Tem prostitutas bonitas
Para a gente namorar
E quando eu estiver mais triste
Mas triste de não ter jeito
Quando de noite me der
Vontade de me matar
-Lá sou amigo do rei-
Terei a mulher que eu quero
Na cama que escolherei
Vou-me embora pra Pasárgada.
domingo, 1 de julho de 2012
Diferenças culturais no trânsito
Muitos dos meus amigos me perguntam se eu não sinto falta do Brasil, morando fora há quase dois anos. Não sinto falta do país em si, sinto falta das coisas e pessoas que estão lá... Sinto falta do Fluminense, da minha família, dos meus amigos e eventualmente das comidas.
Não sinto falta da violência, da falta de educação, da sujeira e principalmente da falta de educação no trânsito. Do stress das pessoas dirigindo...
Muitos podem dizer que sou ingrata e que estou cuspindo no prato em que comi. Não sou. Dei todas as chances possíveis ao Brasil, tentei, ao máximo que pude, conviver com o caos brasileiro. Meu pai diz que não há lugar melhor no mundo que o Brasil, eu digo que não há lugar melhor no mundo para se passar férias como no Brasil.
Outro dia vi no Facebook uma campanha para se utilizar a seta, ao indicar mudanças de faixa ou de direção. Campanha no Brasil, infelizmente, só funciona a favor da maconha. Mas há que se ter uma pontinha de esperança, porque outras pessoas, assim como eu, se preocupam com a segurança no trânsito. "Dar a seta" é fundamental. É segurança para quem dirige e para o pedestre. Aqui damos seta até se vamos ultrapassar uma bicicleta na rua. Damos seta mesmo que não tenha carro na frente ou atrás, de tão enraizado que o hábito está... E em uma cidade cheia de rotatórias (o famoso "balão"), mesmo ao contornar, damos a seta.
Aliás, Colomiers (a cidade onde eu moro, na região de Toulouse) foi a primeira cidade da França a ter as famosas rotatórias...
Achei um blog que até mostra fotos das rotatórias ("ronds points") francesas: http://trobenet.centerblog.net/rub-poteries-.html
Não sinto falta da violência, da falta de educação, da sujeira e principalmente da falta de educação no trânsito. Do stress das pessoas dirigindo...
Muitos podem dizer que sou ingrata e que estou cuspindo no prato em que comi. Não sou. Dei todas as chances possíveis ao Brasil, tentei, ao máximo que pude, conviver com o caos brasileiro. Meu pai diz que não há lugar melhor no mundo que o Brasil, eu digo que não há lugar melhor no mundo para se passar férias como no Brasil.
Outro dia vi no Facebook uma campanha para se utilizar a seta, ao indicar mudanças de faixa ou de direção. Campanha no Brasil, infelizmente, só funciona a favor da maconha. Mas há que se ter uma pontinha de esperança, porque outras pessoas, assim como eu, se preocupam com a segurança no trânsito. "Dar a seta" é fundamental. É segurança para quem dirige e para o pedestre. Aqui damos seta até se vamos ultrapassar uma bicicleta na rua. Damos seta mesmo que não tenha carro na frente ou atrás, de tão enraizado que o hábito está... E em uma cidade cheia de rotatórias (o famoso "balão"), mesmo ao contornar, damos a seta.
Aliás, Colomiers (a cidade onde eu moro, na região de Toulouse) foi a primeira cidade da França a ter as famosas rotatórias...
Achei um blog que até mostra fotos das rotatórias ("ronds points") francesas: http://trobenet.centerblog.net/rub-poteries-.html
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