Minha filha,
Você é a realização de um sonho. Eu te esperei um pouquinho, para poder aproveitar a minha
vida sem a responsabilidade de ter um filho a tiracolo. Você já faz
parte de mim e te garanto: irá comigo para tudo quanto é lado. Conheci o
Brasil inteiro, conheci metade do mundo. A outra metade, guardei para aproveitar com você.
Cada vez que sinto você na minha barriga, é um momento único, mágico e
maravilhoso. Cada vez que você se mexe, quando ouve o seu pai, é lindo. O
reconhecimento é imediato. Nossa conexão é incrível e eu sei muito bem
que quando você crescer, essa conexão será com seu pai! Sim, já fui
filha (e serei para sempre) e conheço muito bem a relação entre pai e
filha. Você será louca pelo seu pai, terá a cara dele e irá me odiar em
alguns momentos da sua vida. Eu entenderei, porque como disse, sei o que
é ser filha.
Não há um dia da minha vida em que não acorde ou
durma pensando em você. Passo os meus dias com você na minha cabeça e no
meu coração. Cada minuto da minha vida é dedicado a você. Sonho com seu
rosto, com seu crescimento, com suas aventuras no futuro. E eu estarei
sempre ao seu lado, te apoiando quando você fizer a coisa certa e te
repreendendo quando fizer a errada.
Sou uma pessoa de muita fé e
você irá notar isso, à medida que você adquirir maturidade. Assim sendo,
peço a Deus para que você se torne uma pessoa boa, que trilhe o seu
caminho baseado nas leis do amor, do bem e da caridade.
Em
breve, você estará em meus braços. Mal posso esperar para ver o seu
rostinho, tocar a sua pele e cuidar de você. O amor é tão grande, que é
impossível descrever... Venha, minha filha amada. Venha no seu tempo,
quando você quiser, porque eu e seu pai estamos te esperando de braços e
corações abertos.
Beijos,
Sua mãe
Pequeno diário de "bordo" sobre a minha nada mole vida: mudança de país, costumes, hábitos... Um pequeno relato para o futuro, para mostrar a minha sobrinha, afilhados e filhos.
segunda-feira, 16 de dezembro de 2013
domingo, 29 de setembro de 2013
Aprendendo a viver na França: a gravidez de uma brasileira em território desconhecido
Posso dizer que fui “cobaia” para escrever esse
artigo. Há um bom tempo queria escrever sobre as diferenças entre ter um bebê
no Brasil e na França. A hora é agora: estou no sexto mês de gestação e já
passei por praticamente quase todos os trâmites práticos e burocráticos que
envolvem a gravidez e a organização do parto.
Acredito que a maior diferença entre ter um
filho no Brasil e na França é o número de cesarianas: enquanto no Brasil grande
parte dos bebês nasce através da cirurgia, na maioria das vezes por comodismo
da mãe e do médico, na França a cesariana só ocorre em caso emergencial, quando
há riscos para a mãe e/ou para o bebê. Lembrando que a Organização Mundial de
Saúde (OMS) recomenda que 15% do total de partos seja cesariana. No Brasil, o
percentual de cesarianas chega a 84% (em hospitais particulares) e 40% (em
hospitais públicos).
A opção pelo parto natural não veio somente por
estar na França: pensei bastante a respeito e decidi pelo parto que me permite
uma recuperação mais rápida e menos dolorosa. Além de pensar em mim, pensei nos
benefícios para o bebê, que são enormes quando se tem um parto natural, entre
eles: o bebê respira melhor, acelera a descida do leite (logo ele pode mamar
mais rápido) e o bebê se torna mais ativo e responsivo ao nascer. Assim sendo,
já procurei o médico determinada – óbvio que ele SÓ me daria essa opção, mas
chegar ao consultório decidida me deu mais segurança.
Como
no Brasil, a grávida na França é acompanhada
pelo ginecologista/obstetra, mas caso ela queira, pode ter o
acompanhamento de uma “sage-femme”. Quando ouvi isso, a primeira coisa que me
veio à cabeça foram as seguintes perguntas: o que é uma “sage-femme”? O que ela
faz? A “sage-femme” tem o mesmo trabalho de uma “doula”? Esclarecendo:
“sage-femme”e “doula” não são a mesma coisa. A “sage-femme” estuda muitos anos
para se formar enquanto a “doula” serve para acompanhar a gestante, dar suporte
emocional e normalmente se forma em um ano. A “sage-femme” é a profissional que
acompanha a gestante em todas as fases da gravidez e no pós-parto, desde que a
gestante não tenha nenhum problema, inclusive ela pode prescrever exames
básicos. A “sage-femme” ainda explicou ao meu marido como fazer a bebê se
mexer, para que ele a pudesse sentir na minha barriga – foi uma descoberta
maravilhosa! Resumo da ópera: a “sage-femme” é uma enfermeira especializada em
obstetrícia. Como é especialista, ela está apta a fazer o parto normal e durante
o pré-natal ela dá os cursos de gestante. Nos hospitais públicos são elas que
fazem o parto e o médico só atua em caso de necessidade. Durante a gravidez, a
mulher pode optar por ser acompanhada por um médico ou pela“sage-femme” (eu
escolhi o acompanhamento dos dois).
No final de setembro, tive minha primeira
consulta com a “sage-femme”: ela me explicou tudo sobre o seu trabalho e me
deixou ainda mais tranquila, com relação ao parto. Eu, que cresci com a cultura
de que parir é sofrer, fiquei bastante feliz com os conselhos e as perspectivas
para o futuro e em breve começarei os tais cursos (respiração, posição para o
parto, amamentação e etc), para estar preparada para o grande dia. Tenho
certeza de que minha experiência no parto será incrível e memorável.
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sábado, 7 de setembro de 2013
Preparação psicológica para a chegada do bebê
Bebês choram. Choram muito. Bebês dificilmente dormem uma noite inteira.
Bebês sentem dor. É a formação do intestino, os dentes apontando, as
quedas quando começam a andar. Bebês não aceitam muito bem as papinhas
salgadas, não gostam de água, estranham as frutas. Bebês reclamam de
tudo. Gritam, fazem manha, choram...
Bebês pedem colo o tempo todo. Precisam dos pais o tempo todo. Bebês precisam se sentir seguros, protegidos, amados, queridos, acolhidos.
As expectativas precisam ser contidas. O choro não vai cessar. A dor dificilmente vai passar. O sono certamente não será tranquilo.
Bebês são exigidos demais. Tem que fazer cocô todo dia, não pode chorar, não pode fazer manha, não pode pedir colo, tem que dormir sozinho no berço, tem que comer toda a papinha, tem que aceitar chupeta, não pode chupar o dedo, tem que tomar todo o suco, tem que andar com um ano, não pode acordar no meio da noite... senão tem algo errado. Algo muito errado.
Não é assim.Bebês dão trabalho. Ponto. Fato. É isso.
Perde-se um tempo precioso reclamando do que eles fazem – ou deixam de fazer - ao invés de curtir os pequenos detalhes, únicos, momentos incríveis que jamais voltarão.
É preciso abstrair todo o cansaço, toda a loucura do dia-a-dia, todo o stress e nervosismo. É preciso administrar as dificuldades, é preciso saber lidar melhor com os problemas.
É preciso viver com mais intensidade, é preciso maior entrega. É preciso conseguir olhar através da parte difícil para enxergar a parte mais linda.
Diminuir as expectativas para aumentar - ainda mais – o amor.
Bebês pedem colo o tempo todo. Precisam dos pais o tempo todo. Bebês precisam se sentir seguros, protegidos, amados, queridos, acolhidos.
As expectativas precisam ser contidas. O choro não vai cessar. A dor dificilmente vai passar. O sono certamente não será tranquilo.
Bebês são exigidos demais. Tem que fazer cocô todo dia, não pode chorar, não pode fazer manha, não pode pedir colo, tem que dormir sozinho no berço, tem que comer toda a papinha, tem que aceitar chupeta, não pode chupar o dedo, tem que tomar todo o suco, tem que andar com um ano, não pode acordar no meio da noite... senão tem algo errado. Algo muito errado.
Não é assim.Bebês dão trabalho. Ponto. Fato. É isso.
Perde-se um tempo precioso reclamando do que eles fazem – ou deixam de fazer - ao invés de curtir os pequenos detalhes, únicos, momentos incríveis que jamais voltarão.
É preciso abstrair todo o cansaço, toda a loucura do dia-a-dia, todo o stress e nervosismo. É preciso administrar as dificuldades, é preciso saber lidar melhor com os problemas.
É preciso viver com mais intensidade, é preciso maior entrega. É preciso conseguir olhar através da parte difícil para enxergar a parte mais linda.
Diminuir as expectativas para aumentar - ainda mais – o amor.
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sexta-feira, 26 de julho de 2013
Dia dos avós
Ano
passado, escrevi um pequeno texto em homenagem aos meus avós. Aos dois que
conheci e convivi (e convivo ainda) e aos que já partiram para o plano
espiritual, antes do meu nascimento.
Replico o
texto aqui, porque ele diz muito o que sinto, principalmente numa data como
hoje. Não estou pessoalmente para dar um beijo na minha querida avó, mas mais
tarde ela vai ouvir a minha cota diária de "eu te amo"...
"Ontem, não
sei porque cargas d’água, me peguei pensando nos meus avós: pai da minha mãe e
mãe do meu pai.
Como é
sentir saudade de algo que se nunca teve ou alguém que nunca se conheceu? Pois
é, eu sinto. De uma maneira inexplicável. Óbvio que eu sinto saudades da minha
avó que está no Brasil e do meu avô que já desencarnou. Talvez o porquê, pelos
que desencarnaram antes do meu nascimento, seja que tudo sobre eles está
envolvido em uma aura lúdica, de mistério.
Conheci os
dois através de histórias contadas pelo meu pai e minha mãe e tenho um enorme
fascínio e curiosidade por eles. A doçura no olhar que minha avó paterna tinha
e a brabeza e cuidado do meu avô materno são bem visíveis para mim. Consegui
criar uma imagem “real” através de fotografias e relatos. Pena que sobre a
minha avó materna, pouco sei, já que ela desencarnou muito jovem, de
tuberculose. Doença mortal, na época, nos anos 40.
Acho tenho
um pouco dos meus quatro avós: o senso de humor e a vontade de fazer sempre o
bem do meu avô Nestor, o cabelo e corpo da minha avó Marina (uma vez, sentada
no muro da nossa casa em Barra de São João, meu pai começou a chorar, quando me
viu e disse que estava exatamente como a mãe dele), a vontade de trabalhar e
ser correto do meu avô Milede, o carinho e o cuidado da minha avó Lourdes.
Minha avó
Marina desencarnou em 1948 (eu acho), meu avô Nestor em 1988, meu avô Milede em
1977. Eles estão vivos na minha memória e em meu coração e não tenho dúvidas de
um dia irei encontrá-los e poder finalmente conhecer meu avô Milede e minha avó
Marina.
Minha avó
Lourdes está bem, apesar da idade avançada. Peço MUITO e SEMPRE a Deus para
protegê-la e mantê-la bem. Gostaria muito que minha avó conhecesse os meus
filhos, que ainda não nasceram mas estão planejados (nota 2013: filho ou filha já está a caminho!). Vou deixar o meu desejo
nas mãos de Deus, se assim for a sua vontade. E não há um dia que passe sem
dizer um “eu te amo” a minha avó..."
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sexta-feira, 19 de julho de 2013
A novidade: a grávida do ano
Acho que o mundo inteiro (ou pelo menos França e Brasil) sabe que estou grávida. Estava me mantendo o mais discreta possível, mas ao postar no Facebook uma foto de um cirurgia que fiz no olho, alguns bocudos que já sabiam da gravidez, acabaram comentando que a barriguinha estava crescendo. E pimba: foi a deixa para que os não sabiam da gravidez começarem a me enviar mensagens do tipo "você está grávida? nem contou". Oras, estava mantendo o low profile, mas como não pedi segredo aos que já sabiam, a notícia se espalhou.
Queria segurar até descobrir o sexo do bebê e poder postar uma ultra do bebê, com um texto engraçadinho. Ainda vou fazer isso, mas a magia da gravidez se foi. Pelo menos fica a magia da descoberta do sexo do (a) pequeno ou pequena Leal-Parsi.
Estou entrando na 15a semana e eu não tenho a menor ideia do que isso corresponde a meses. Talvez 3 e meio, 4... Sei lá! Só sei que as coisas estão começando a melhorar agora, mesmo com o cansaço e a falta de ar constantes - que diminuíram, após a hidroginástica. As primeiras semanas foram tranquilas, porque não sabia que estava grávida. Mas por volta da 7a semana, os meus tormentos começaram: pele horrível, cabelo caindo, enjoos intermináveis, constipação, nariz sangrando, espirros constantes, vontade de dormir, um calázio que surgiu pela baixa imunidade (o tal bicho que teve que ser removido cirurgicamente)... Todos esses sintomas me fizeram tomar uma decisão: o segundo bebê seria adotado! E não é que as coisas começaram a melhorar agora? Óbvio que mudei de ideia, embora ainda queira adotar uma criança.
Estou me sentindo super disposta, os enjoos acabaram, a constipação foi embora e o sono só vem à noite, no horário certo. A pele continua uma bosta, os espirros e nariz sangrando não se foram e o cabelo caindo (e branco) horrores, mas compensa.
Sempre sonhei em engravidar, ser mãe de um casal lindo e perfeito. Vou realizar meu sonho com o homem que eu amo e escolhi. Homem que me ama, me respeita e faz tudo por mim! Porque grávida é um bicho chato demais e meu marido é um santo! Faz todas as minhas vontades e caprichos, a ponto de me liberar do trabalho durante 1 mês e meio, para que eu pudesse descansar e passar todas essas agruras da gravidez em casa.
Agora, é o momento de começar a curtir a gravidez e aproveitar cada segundo, porque o tempo passa rápido e logo terei o meu bebê em meus braços, e a curtição será maior ainda! O sonho começou a ser realizado na concepção...
Queria segurar até descobrir o sexo do bebê e poder postar uma ultra do bebê, com um texto engraçadinho. Ainda vou fazer isso, mas a magia da gravidez se foi. Pelo menos fica a magia da descoberta do sexo do (a) pequeno ou pequena Leal-Parsi.
Estou entrando na 15a semana e eu não tenho a menor ideia do que isso corresponde a meses. Talvez 3 e meio, 4... Sei lá! Só sei que as coisas estão começando a melhorar agora, mesmo com o cansaço e a falta de ar constantes - que diminuíram, após a hidroginástica. As primeiras semanas foram tranquilas, porque não sabia que estava grávida. Mas por volta da 7a semana, os meus tormentos começaram: pele horrível, cabelo caindo, enjoos intermináveis, constipação, nariz sangrando, espirros constantes, vontade de dormir, um calázio que surgiu pela baixa imunidade (o tal bicho que teve que ser removido cirurgicamente)... Todos esses sintomas me fizeram tomar uma decisão: o segundo bebê seria adotado! E não é que as coisas começaram a melhorar agora? Óbvio que mudei de ideia, embora ainda queira adotar uma criança.
Estou me sentindo super disposta, os enjoos acabaram, a constipação foi embora e o sono só vem à noite, no horário certo. A pele continua uma bosta, os espirros e nariz sangrando não se foram e o cabelo caindo (e branco) horrores, mas compensa.
Sempre sonhei em engravidar, ser mãe de um casal lindo e perfeito. Vou realizar meu sonho com o homem que eu amo e escolhi. Homem que me ama, me respeita e faz tudo por mim! Porque grávida é um bicho chato demais e meu marido é um santo! Faz todas as minhas vontades e caprichos, a ponto de me liberar do trabalho durante 1 mês e meio, para que eu pudesse descansar e passar todas essas agruras da gravidez em casa.
Agora, é o momento de começar a curtir a gravidez e aproveitar cada segundo, porque o tempo passa rápido e logo terei o meu bebê em meus braços, e a curtição será maior ainda! O sonho começou a ser realizado na concepção...
quinta-feira, 20 de junho de 2013
A novidade...
Tanta coisa aconteceu, desde a minha última postagem no blog! Se não estou enganada, a última postagem foi no dia 05 de maio (que relapsa, meu Deus) e muita água já rolou...
Pessoas chegando, pessoas indo, viagens concluídas, viagens planejadas e muita coisa legal e especial acontecendo na minha vida!
Ainda é cedo para entrar em detalhes, mas adianto que voltei mais feliz do lugar que me faz mais feliz no universo! Ir para o Rio de Janeiro é um chá de ânimo, alegria e entusiasmo.
Que venham mais Rio, Paris e lugares que eu amo, com pessoas que eu amo!
Pessoas chegando, pessoas indo, viagens concluídas, viagens planejadas e muita coisa legal e especial acontecendo na minha vida!
Ainda é cedo para entrar em detalhes, mas adianto que voltei mais feliz do lugar que me faz mais feliz no universo! Ir para o Rio de Janeiro é um chá de ânimo, alegria e entusiasmo.
Que venham mais Rio, Paris e lugares que eu amo, com pessoas que eu amo!
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domingo, 5 de maio de 2013
Maio na França
Para mim, maio é um mês mais do que especial. É o mês das mães, mês de Maria, mês das noivas... O meu mês, já que no dia 29 de maio celebro mais um ano de vida.
Para os franceses, o mês de maio talvez seja especial por outras maneiras, é o mês dos feriados! Tirando o Primeiro de Maio, que é feriado mundial, há ainda outros três feriados no mês, para bagunçar os estudos e a economia de um país que não anda lá muito bem das pernas, em função da crise econômica.
Tinha a mania de falar que o francês quando não estava em greve, estava de férias. Poderia acrescentar: ou está descansando no feriado. No Brasil, tinha hábito de ter férias uma vez ao ano e na época em que era estudante, tinha férias duas vezes: as de verão, mais longas e as de inverno, curtinhas. A escola e a universidade só paravam nos feriados.
Aqui, qualquer feriado é motivo para haver recesso escolar: a Páscoa foi 31 de março e as crianças (e eu também, já que faço curso de francês) ainda estão de "férias de Páscoa"! Em maio!!!! Socorro! Todos voltam a estudar amanhã, mas depois de longas duas semanas sem fazer absolutamente nada. Aliás, eu trabalhei e muito (graças a Deus).
Brasileiro sempre reclamou (ou comemorou) da quantidade de feriados no país, mas acho que os franceses superam... E eu tenho a nítida impressão de que as crianças e adolescentes franceses estudam bem menos que as crianças e adolescentes brasileiros.
Um dia em que estiver muito à toa, contarei a quantidade de feriados no Brasil e na França, para comparar.
Em todo caso, aí vão os feriados do mês de maio:
01/05 - Dia do trabalho
08/05 - Celebração da vitória aliada na Segunda Guerra Mundial
09/05 - Ascensão
20/05 - Segunda-feira de Pentecostes
O que acho engraçado é que tem dois feriados religiosos no mês e a França não é tão católica assim... O Brasil, que é o maior país católico do mundo, não tem esses dois últimos feriados.
Para os franceses, o mês de maio talvez seja especial por outras maneiras, é o mês dos feriados! Tirando o Primeiro de Maio, que é feriado mundial, há ainda outros três feriados no mês, para bagunçar os estudos e a economia de um país que não anda lá muito bem das pernas, em função da crise econômica.
Tinha a mania de falar que o francês quando não estava em greve, estava de férias. Poderia acrescentar: ou está descansando no feriado. No Brasil, tinha hábito de ter férias uma vez ao ano e na época em que era estudante, tinha férias duas vezes: as de verão, mais longas e as de inverno, curtinhas. A escola e a universidade só paravam nos feriados.
Aqui, qualquer feriado é motivo para haver recesso escolar: a Páscoa foi 31 de março e as crianças (e eu também, já que faço curso de francês) ainda estão de "férias de Páscoa"! Em maio!!!! Socorro! Todos voltam a estudar amanhã, mas depois de longas duas semanas sem fazer absolutamente nada. Aliás, eu trabalhei e muito (graças a Deus).
Brasileiro sempre reclamou (ou comemorou) da quantidade de feriados no país, mas acho que os franceses superam... E eu tenho a nítida impressão de que as crianças e adolescentes franceses estudam bem menos que as crianças e adolescentes brasileiros.
Um dia em que estiver muito à toa, contarei a quantidade de feriados no Brasil e na França, para comparar.
Em todo caso, aí vão os feriados do mês de maio:
01/05 - Dia do trabalho
08/05 - Celebração da vitória aliada na Segunda Guerra Mundial
09/05 - Ascensão
20/05 - Segunda-feira de Pentecostes
O que acho engraçado é que tem dois feriados religiosos no mês e a França não é tão católica assim... O Brasil, que é o maior país católico do mundo, não tem esses dois últimos feriados.
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