Sempre quis escrever sobre as diferenças entre as minhas duas gravidezes, mas nunca tive tempo. Agora, um pouco mais sossegada, consigo me organizar e finalmente colocar as minhas ideias no blog.
Minha gravidez com a Marina foi tranquila, no modo geral, tive os famosos enjoos, muita sonolência, fiquei constipada e fiz uma micro cirurgia no olho. O parto, cesariana, não foi como eu esperava: tive uma hemorragia, pedi para amamentar e não fui atendida, vi minha filha praticamente 8 horas após o parto e a minha cicatriz é comprida e alta. Entrei em trabalho de parto na madrugada do dia 06 de janeiro de 2014, tive contrações com dores extremamente suportáveis, cheguei dilatada e minha filha nasceu às 8:39. Não pude ter parto normal porque Marina estava sentada. A minha recuperação foi extremamente dolorosa (a bebê nasceu numa segunda e eu só consegui sair da cama na quinta) e o retorno pra casa foi cansativo e doloroso. Sorte que eu tive minha mãe por 1 mês para me ajudar.
A gravidez do Martin foi hiper tranquila. Só tive enjoos nos 3 primeiros meses, mas vomitava praticamente o dia inteiro, todos os dias. Para não passar pelo mesmo trauma do primeiro parto, resolvi trocar de clínica e de obstetra e o resultado não poderia ser melhor. Meu parto foi maravilhoso, também uma cesariana: Martin nasceu 1:51 e antes das 4 da manhã já estávamos no quarto. Minha mãe esteve comigo praticamente o tempo todo (ela só não assistiu ao parto) e ela e minha tia se revezavam nos cuidados comigo e com o bebê, na maternidade. Dessa vez, tive as duas ao meu lado e por muito mais tempo. Meus pais ficaram aqui por 3 meses e minha tia, 2 meses. Na gravidez do Martin, entrei em trabalho de parto no dia anterior ao seu nascimento (01 de novembro de 2016) e corri pra maternidade. Me mandaram de volta pra casa, porque ainda não era o momento. Passei o dia INTEIRO com contrações super dolorosas e às 23h minha bolsa estourou. Como não tive rompimento de bolsa no primeiro parto, entrei em pânico: só pedia pra não me deixarem morrer.
Minha recuperação foi super tranquila, no mesmo dia já tinha saído da cama e tomado banho! Graças ao apoio das enfermeiras, que me incentivaram a me levantar, explicando que eu não teria o mesmo problema do parto anterior.
O dia em que Marina foi conhecer o irmão foi lindo e emocionante!
Meu único problema na chegada em casa, foi uma crise de ansiedade e onda de calor, na primeira noite fora do hospital, quando eu não conseguia levantar da cama e gritava que ia morrer. Foi a única vez que senti isso. Os outros dias, até hoje, foram e têm sido tranquilos.
E tem sido assim, até hoje...
Pequeno diário de "bordo" sobre a minha nada mole vida: mudança de país, costumes, hábitos... Um pequeno relato para o futuro, para mostrar a minha sobrinha, afilhados e filhos.
sábado, 1 de julho de 2017
2 gestações, quanta diferença!
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segunda-feira, 13 de março de 2017
Carta de 1 ano para Gabriela, minha afilhada
Quer saber como é ter um outro coração batendo dentro de você? Tenha um filho.
Quer saber como é ter um coração que não é seu mas te pertence assim mesmo? Tenha sobrinhos.
Quer saber o que é amor incondicional sem ter filhos? Tenha a sorte de ter afilhados.
Porque afilhado é escolha de terceiros, não é uma decisão sua. Você tem um filho, tem um sobrinho mas ganha um afilhado. E quando esse afilhado é ainda um sobrinho? Aí, é sorte dupla...
Hoje é aniversário do meu
tesourinho. Daquela que chegou pra mostrar que a vida é cheia de
surpresas, que nem tudo acontece como esperamos e que mesmo assim não
devemos perder a fé e o controle. Obrigada, Gabriela, por me ensinar que
pra tudo nessa vida tem solução. Você já conseguiu dar bons
ensinamentos a muita gente, já no comecinho da sua vida. Te amo absoluta
e incondicionalmente, como se tivesse saído do meu ventre (quantas
vezes eu já falei isso, né?).
Nesse dia tão especial, desejo a você muita saúde, amor e felicidades. Que Deus abençoe sua vida!
Seus
dindos e sua prima não poderão estar com você por causa da proximidade
do nascimento do seu primo, mas estão com você, sua irmã e seus pais, de
todo coração e pensamento.
Feliz aniversário, Gabriela. ❤️
Depois de tanto tempo, estou de volta!
Há quanto tempo não me dava o luxo de sentar e passar alguns minutos do meu dia à frente do computador, para escrever no blog ou para outras atividades cotidianas.
Desde setembro de 2015 não escrevo nada no blog mas não quer dizer que tenha perdido o contato com o mundo virtual, pelo contrário.
Quanta coisa aconteceu nesses quase dois anos afastada... Marina cresceu e é uma menininha linda de 3 anos e 2 meses, minha afilhada Gabriela nasceu e dei um irmão para a Marina, o Martin, que está com 4 meses.
Minha vida só não está 100% completa porque não estou no Brasil, perto dos meus pais! Mas esse dia vai chegar, não perco a esperança. E não adianta virem me falar do estado caótico em que o Brasil se encontra. Apesar de todos os problemas, o Rio é o lugar "where I'd rather be".
Estamos de volta, a todo vapor!
Desde setembro de 2015 não escrevo nada no blog mas não quer dizer que tenha perdido o contato com o mundo virtual, pelo contrário.
Quanta coisa aconteceu nesses quase dois anos afastada... Marina cresceu e é uma menininha linda de 3 anos e 2 meses, minha afilhada Gabriela nasceu e dei um irmão para a Marina, o Martin, que está com 4 meses.
Minha vida só não está 100% completa porque não estou no Brasil, perto dos meus pais! Mas esse dia vai chegar, não perco a esperança. E não adianta virem me falar do estado caótico em que o Brasil se encontra. Apesar de todos os problemas, o Rio é o lugar "where I'd rather be".
Estamos de volta, a todo vapor!
quinta-feira, 3 de setembro de 2015
Em memória de Aylan e Gailan
Vim morar na França porque eu quis não porque eu precisei mas sou tão imigrante quantos essas pessoas que deixam seus países em busca do sonho de uma vida melhor, fugindo da guerra ou da pobreza. Por isso, me sensibilizo e muito com a situação dos refugiados. Ver o corpo de uma criança, pouco mais velha que a minha filha, numa praia é chocante demais para mim. Não paro de chorar e de pensar em sua família, dizimada pelo horror de uma viagem trágica. Penso em todas as pessoas que já morreram nessas viagens. Precisamos fazer alguma coisa! Não só expressar nossa indignação e tristeza nas redes sociais. Os governos, não só da Europa, precisam se unir e solucionar esse problema. O Brasil precisa se solidarizar! Por que não receber parte desses imigrantes em nosso país? Se você chora a morte desses inocentes mas não os aceita em seu país, você é tão hipócrita quanto os políticos que preferem ignorar essa situação.
Ah, antes que alguém me acuse, não sou indiferente às tragédias brasileiras.
Descansem em paz, Aylan e Gailan. Que a morte de vocês não seja em vão.
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segunda-feira, 10 de agosto de 2015
Promessas...
Durante a minha adolescência, ouvia muito o ditado "quem jura mente, quem acredita se arrepende". E quem promete?
Passei por uns perrengues no mês de maio e prometi que apagaria as minhas redes sociais até o dia em que minha filha entrasse na creche. Ela entra na creche no final do mês e de pouquinho em pouquinho tenho voltado minha atenção para o computador e o mundo virtual.
Aprendi que não preciso viver sendo radical e que eu posso usar o computador/celular e internet de uma maneira racional, sem prejudicar a mim e a minha filha.
Agora, por exemplo, ela está dormindo. É um bom momento para atualizar o blog e dar uma fuçadinha no Instagram e no Twitter... Aproveitar e recuperar meus contatos.
Por enquanto, só no computador e sem Facebook. Só voltarei a todo vapor no final de agosto... Até porque eu sei que irei me aborrecer no Facebook, em função dos problemas pelos quais o Brasil está passando. Assim, para manter a minha sanidade mental, Facebook só no final do mês!
I'm back!
Passei por uns perrengues no mês de maio e prometi que apagaria as minhas redes sociais até o dia em que minha filha entrasse na creche. Ela entra na creche no final do mês e de pouquinho em pouquinho tenho voltado minha atenção para o computador e o mundo virtual.
Aprendi que não preciso viver sendo radical e que eu posso usar o computador/celular e internet de uma maneira racional, sem prejudicar a mim e a minha filha.
Agora, por exemplo, ela está dormindo. É um bom momento para atualizar o blog e dar uma fuçadinha no Instagram e no Twitter... Aproveitar e recuperar meus contatos.
Por enquanto, só no computador e sem Facebook. Só voltarei a todo vapor no final de agosto... Até porque eu sei que irei me aborrecer no Facebook, em função dos problemas pelos quais o Brasil está passando. Assim, para manter a minha sanidade mental, Facebook só no final do mês!
I'm back!
sexta-feira, 1 de maio de 2015
E aos 4 meses...
Há alguns dias, comemoramos os 4 meses da Marina. Mais uma vez tentei fazer um bolo, mas colocar muita massa em uma forma pequena é um erro que jamais repetirei! O bolo cresceu e tinha bolo por todo forno! O ponto positivo é que esse bolo ficou gostoso (assim como o do "mesversário" de 3 meses) e não sobrou nada. Estou aprimorando a arte de cozinhar!
Tenho feito postagens no Facebook, a cada "mesversário" da minha filha, sempre com um texto meu ou uma música que transmita o que sinto por ela. Marina tem tornado cada dia da minha vida diferente, melhor, feliz. Acordar e dar de cara com um bebê bem humorado, que já acorda sorrindo e sem choro, é um sonho.
Minha boneca já dorme as noites inteiras (a não ser que haja algum evento diferente, ela acorda uma vez durante a noite), o que facilita bastante a minha vida: uma boa noite de sono me dá energia para cuidar dela, da maneira que ela merece, durante o dia.
Vou parar de trabalhar (consegui juntar minha licença maternidade com as férias), para me dedicar exclusivamente a ela. Amamento à demanda e curtimos muito a companhia uma da outra. Estar com a minha filha o tempo todo é o maior prazer que poderia ter!
A licença maternidade na França é menor do que no Brasil, mas aqui há uma licença muito bacana e e pretendo utilizar: é o "congé parental", que permite a mãe se afastar do trabalho pelo tempo necessário, com a garantia do emprego durante esse tempo. Não há salário, mas pelo menos ninguém fica desempregada quando o "congé" acaba.
Ah! Finalmente me livrei das roupas de grávida! Estavam largas e ontem saí para comprar algumas calças jeans, já que as de antes da gravidez não fecham. Meu consolo é que estou vestindo somente um número acima do anterior à gravidez!
Tenho feito postagens no Facebook, a cada "mesversário" da minha filha, sempre com um texto meu ou uma música que transmita o que sinto por ela. Marina tem tornado cada dia da minha vida diferente, melhor, feliz. Acordar e dar de cara com um bebê bem humorado, que já acorda sorrindo e sem choro, é um sonho.
Minha boneca já dorme as noites inteiras (a não ser que haja algum evento diferente, ela acorda uma vez durante a noite), o que facilita bastante a minha vida: uma boa noite de sono me dá energia para cuidar dela, da maneira que ela merece, durante o dia.
Vou parar de trabalhar (consegui juntar minha licença maternidade com as férias), para me dedicar exclusivamente a ela. Amamento à demanda e curtimos muito a companhia uma da outra. Estar com a minha filha o tempo todo é o maior prazer que poderia ter!
A licença maternidade na França é menor do que no Brasil, mas aqui há uma licença muito bacana e e pretendo utilizar: é o "congé parental", que permite a mãe se afastar do trabalho pelo tempo necessário, com a garantia do emprego durante esse tempo. Não há salário, mas pelo menos ninguém fica desempregada quando o "congé" acaba.
Ah! Finalmente me livrei das roupas de grávida! Estavam largas e ontem saí para comprar algumas calças jeans, já que as de antes da gravidez não fecham. Meu consolo é que estou vestindo somente um número acima do anterior à gravidez!
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Estaria o Mediterrâneo se tornando o mar da morte?
Temos visto
recentemente, com grande pesar, naufrágios consecutivos, causando a morte de
milhares de cidadãos africanos. O Mediterrâneo já está sendo chamado de
cemitério pelas autoridades e é o destino final de muitos que não conseguem
alcançar o sonho de fincar os pés na Europa para começar uma nova vida. O
desejo de chegar na Itália e de lá partir para outros países é interrompido por
acidentes que poderiam ser evitados, caso a política de imigração não fosse tão
dura e o combate aos traficantes de pessoas fosse mais rígido. Estima-se que o
tráfico de pessoas renda entre 300 e 600 milhões de euros por ano. Assim sendo,
rendendo tanto, a quem interessaria interromper esse negócio?
A Frontex,
agência europeia de fronteiras, diz que muitos dos imigrantes originais se
tornaram "recrutadores, fazendo o elo entre gangues criminosas líbias e
possíveis imigrantes". Os imigrantes são muitas vezes obrigados a entregar
dinheiro e passaportes, deixando-os à mercê dos traficantes. "Quando os governos fecham as rotas, o
negócio apenas se torna mais lucrativo, porque a viagem é mais longa e mais
perigosa. Você não pode pará-la, você tem apenas que gerenciá-la."
Existem
diversas maneiras de entrar em um país legalmente mas por que as pessoas
escolhem a mais letal? A certeza do não,
no pedido de visto, certamente. E o desespero em deixar um passado miserável e
muitas vezes de guerra para trás.
Dorival
Caymm escreveu e cantou, em tom poético “é doce morrer no mar / nas ondas
verdes do mar”, dessa vez, hei de discordar: não é doce morrer no mar, meu
caro.
Para entender o fluxo migratório no Mar Mediterrâneo, observe e analise os gráficos a seguir:
quinta-feira, 8 de maio de 2014
Manual de sobrevivência na França: Boas maneiras e tradições…
Ninguém no site está achando o leitor mal educado ou querendo ensinar
a alguém boas maneiras. A questão é: nem sempre o comportamento em um
país estrangeiro é igual ao da nossa terra natal.
Muitas coisas separam o Brasil da França e não é só um oceano. Há um “código” de atitudes bem diferente e se você viaja a França a passeio ou pretende se instalar aqui, é bom conhecê-lo. É sempre bom aprender um pouquinho sobre os costumes e hábitos de um lugar.
Moro há quatro anos na França e algumas coisas me causam estranheza (ainda), outras já incorporei – até porque tinha o mesmo hábito no Brasil.
Abaixo, listo algumas tradições francesas relacionadas aos bons hábitos de convivência e algumas coisas que acho diferentes.
- A francesa sempre coloca sua bolsa no chão. Em qualquer lugar, seja em casa ou em lugar público;
- É um sacrilégio cortar uma baguette com a faca! Faça como os franceses e corte-a com as mãos;
- O queijo é um item indispensável na vida do francês (assim como o pão): é sempre servido depois do prato principal e antes da sobremesa;
- Quase todo mundo bebe água da torneira. Nos restaurantes, há sempre uma garrafa de água disponível, o famoso “château la pompe”;
- Nenhum francês sai de casa sem olhar a previsão do tempo;
- Quase todos os franceses que conheço tiram os sapatos antes de entrar em casa;
- Todo mundo aprende a separar o lixo. Praticamente todas as residências têm um recipiente para o lixo reciclável e outra para o lixo normal;
- As crianças aprendem desde cedo a “bricolage” e quando crescem sabem fazer praticamente tudo em casa: desde pintura a hidráulica! No Brasil, estamos tão acostumados a pagar alguém para os serviços do lar que ainda estranho ver meu marido pintando a casa e consertando a banheira;
- Os supermercados franceses não oferecem mais a sacola plástica (a não ser que você pague), assim todos vão ao supermercado com as suas “ecobags”;
- Quanto mais ao norte, maior a pontualidade dos franceses. Ao sul, não espere tanta pontualidade assim;
- Ao entrar em qualquer lugar, todos dizem “bonjour”, mesmo crianças. Ao sair, “au revoir”. Outras palavrinhas mágicas são “s’il vous plaît”. Todos devem aprender e utilizá-las: é educado e simpático;
- Ao entrar em um restaurante, deve-se esperar por alguém para conduzir você até a mesa. Não é nada educado sair entrando e sentando;
- Gorjetas não estão incluídas no serviço, por isso são sempre bem-vindas se você foi bem atendido;
- Franceses assoam o nariz em qualquer lugar (mesmo à mesa), em alto e bom som;
- Na escada rolante do metrô, deve-se ficar sempre à direita, para que os mais apressados possam ultrapassar pela esquerda;
- Quando há outras pessoas na mesa para jantar ou almoçar, é educado esperar todos se servirem e começar a comer somente após o “bon appétit!”;
- Homens se cumprimentam com beijos no rosto;
- Leve uma garrafa de vinho, como cortesia, sempre que for convidado para um almoço ou jantar;
- Não existe frentista e muito menos flaneninha na França. Você terá que abastecer seu próprio carro e se virar sozinho para arrumar uma vaga e estacionar (vai ver é por isso que os franceses estacionam super mal);
- Buzinar no trânsito só em caso de extrema urgência, um acidente iminente, por exemplo (mesmo assim ouvimos muitas buzinas em Paris);
- Ainda é usado o “vous” na França. Nós matamos o “vós” há muito tempo no Brasil, mas “tu” e “vous” são para usos diferentes. Use o “tu” somente com pessoas próximas e o “vous” para todos os outros;
- Há uma distância a ser respeitada, contato físico é para pessoas muito íntimas. Nunca puxe as pessoas pelo braço para pedir informação ou para ser atendido em um restaurante ou uma loja, é muito grosseiro;
- Por último: fale baixo, respeitando as pessoas que estão ao seu redor.
Notou algumas diferenças com o Brasil ? Achou os franceses bastante rígidos ? Deixe seu comentário e divida sua opinião conosco.
*Texto escrito por mim e publicado no site da Comunidade Brasileira na França.
www.comunidadebrasileiranafranca.com/
Muitas coisas separam o Brasil da França e não é só um oceano. Há um “código” de atitudes bem diferente e se você viaja a França a passeio ou pretende se instalar aqui, é bom conhecê-lo. É sempre bom aprender um pouquinho sobre os costumes e hábitos de um lugar.
Moro há quatro anos na França e algumas coisas me causam estranheza (ainda), outras já incorporei – até porque tinha o mesmo hábito no Brasil.
Abaixo, listo algumas tradições francesas relacionadas aos bons hábitos de convivência e algumas coisas que acho diferentes.
- A francesa sempre coloca sua bolsa no chão. Em qualquer lugar, seja em casa ou em lugar público;
- É um sacrilégio cortar uma baguette com a faca! Faça como os franceses e corte-a com as mãos;
- O queijo é um item indispensável na vida do francês (assim como o pão): é sempre servido depois do prato principal e antes da sobremesa;
- Quase todo mundo bebe água da torneira. Nos restaurantes, há sempre uma garrafa de água disponível, o famoso “château la pompe”;
- Nenhum francês sai de casa sem olhar a previsão do tempo;
- Quase todos os franceses que conheço tiram os sapatos antes de entrar em casa;
- Todo mundo aprende a separar o lixo. Praticamente todas as residências têm um recipiente para o lixo reciclável e outra para o lixo normal;
- As crianças aprendem desde cedo a “bricolage” e quando crescem sabem fazer praticamente tudo em casa: desde pintura a hidráulica! No Brasil, estamos tão acostumados a pagar alguém para os serviços do lar que ainda estranho ver meu marido pintando a casa e consertando a banheira;
- Os supermercados franceses não oferecem mais a sacola plástica (a não ser que você pague), assim todos vão ao supermercado com as suas “ecobags”;
- Quanto mais ao norte, maior a pontualidade dos franceses. Ao sul, não espere tanta pontualidade assim;
- Ao entrar em qualquer lugar, todos dizem “bonjour”, mesmo crianças. Ao sair, “au revoir”. Outras palavrinhas mágicas são “s’il vous plaît”. Todos devem aprender e utilizá-las: é educado e simpático;
- Ao entrar em um restaurante, deve-se esperar por alguém para conduzir você até a mesa. Não é nada educado sair entrando e sentando;
- Gorjetas não estão incluídas no serviço, por isso são sempre bem-vindas se você foi bem atendido;
- Franceses assoam o nariz em qualquer lugar (mesmo à mesa), em alto e bom som;
- Na escada rolante do metrô, deve-se ficar sempre à direita, para que os mais apressados possam ultrapassar pela esquerda;
- Quando há outras pessoas na mesa para jantar ou almoçar, é educado esperar todos se servirem e começar a comer somente após o “bon appétit!”;
- Homens se cumprimentam com beijos no rosto;
- Leve uma garrafa de vinho, como cortesia, sempre que for convidado para um almoço ou jantar;
- Não existe frentista e muito menos flaneninha na França. Você terá que abastecer seu próprio carro e se virar sozinho para arrumar uma vaga e estacionar (vai ver é por isso que os franceses estacionam super mal);
- Buzinar no trânsito só em caso de extrema urgência, um acidente iminente, por exemplo (mesmo assim ouvimos muitas buzinas em Paris);
- Ainda é usado o “vous” na França. Nós matamos o “vós” há muito tempo no Brasil, mas “tu” e “vous” são para usos diferentes. Use o “tu” somente com pessoas próximas e o “vous” para todos os outros;
- Há uma distância a ser respeitada, contato físico é para pessoas muito íntimas. Nunca puxe as pessoas pelo braço para pedir informação ou para ser atendido em um restaurante ou uma loja, é muito grosseiro;
- Por último: fale baixo, respeitando as pessoas que estão ao seu redor.
Notou algumas diferenças com o Brasil ? Achou os franceses bastante rígidos ? Deixe seu comentário e divida sua opinião conosco.
*Texto escrito por mim e publicado no site da Comunidade Brasileira na França.
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sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014
E ela nasceu!
Finalmente
pari. Depois de uma gravidez relativamente tranquila (tive enjoo, constipação e
uma micro cirurgia no olho), entrei em trabalho de parto na madrugada do dia 06
de janeiro de 2014.
Minha filha
nasceu no dia de Reis e no nascimento de Joana d’Arc. A previsão para o parto
seria dia 08, mas como pedi a ela que viesse após a chegada dos avós, ela resolveu
alegrar a minha vida com dois dias de antecedência.
Às 4 da
manhã comecei a sentir as contrações, mas achei que era alarme falso: tomei um
remédio e voltei a dormir. As contrações se tornaram constantes e vi que não
era alarme falso, Marina estava querendo nascer! Chamei meu marido, tomei um
banho e ainda tive calma o suficiente para chamar a minha mãe e explicar todos
os detalhes da casa (eles chegaram no dia 05 e não tive tempo de mostrar e
explicar os detalhes da casa para minha mãe, como o alarme e a placa de
indução). Cheguei na maternidade e tudo correu super bem, mesmo com meu
nervosismo de ter uma cesariana. Minha filhota estava sentada e não pude ter o
parto natural, como desejava. O importante é que minha filha nasceu saudável e
perfeita!
Depois de
um super corte da cesariana (o médico falou que era na linha do biquíni, mas
ele deve ter se esquecido que sou brasileira), uma mega hemorragia e uma
recuperação dolorosa, cá estou, após comemorar o “mesversário” da minha boneca.
1 mês de alegrias, olheiras, falta de sono, discussões com meu marido e muito
amor para a minha menina!
Seja
bem-vinda a esse mundo minha franco-brasileirinha! Tenho tanto amor para te
dar, que parece que meu peito vai explodir! E acho mesmo, porque com a
quantidade de leite que tenho...
Meu
pacotinho do amor: a vida é maravilhosa e é um presente de Deus. Iremos
aproveitá-la juntas, o máximo possível, porque sei que um dia você seguirá o
seu caminho. E mesmo assim, eu estarei do seu lado. Te amo!
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segunda-feira, 16 de dezembro de 2013
Carta para Marina
Minha filha,
Você é a realização de um sonho. Eu te esperei um pouquinho, para poder aproveitar a minha vida sem a responsabilidade de ter um filho a tiracolo. Você já faz parte de mim e te garanto: irá comigo para tudo quanto é lado. Conheci o Brasil inteiro, conheci metade do mundo. A outra metade, guardei para aproveitar com você.
Cada vez que sinto você na minha barriga, é um momento único, mágico e maravilhoso. Cada vez que você se mexe, quando ouve o seu pai, é lindo. O reconhecimento é imediato. Nossa conexão é incrível e eu sei muito bem que quando você crescer, essa conexão será com seu pai! Sim, já fui filha (e serei para sempre) e conheço muito bem a relação entre pai e filha. Você será louca pelo seu pai, terá a cara dele e irá me odiar em alguns momentos da sua vida. Eu entenderei, porque como disse, sei o que é ser filha.
Não há um dia da minha vida em que não acorde ou durma pensando em você. Passo os meus dias com você na minha cabeça e no meu coração. Cada minuto da minha vida é dedicado a você. Sonho com seu rosto, com seu crescimento, com suas aventuras no futuro. E eu estarei sempre ao seu lado, te apoiando quando você fizer a coisa certa e te repreendendo quando fizer a errada.
Sou uma pessoa de muita fé e você irá notar isso, à medida que você adquirir maturidade. Assim sendo, peço a Deus para que você se torne uma pessoa boa, que trilhe o seu caminho baseado nas leis do amor, do bem e da caridade.
Em breve, você estará em meus braços. Mal posso esperar para ver o seu rostinho, tocar a sua pele e cuidar de você. O amor é tão grande, que é impossível descrever... Venha, minha filha amada. Venha no seu tempo, quando você quiser, porque eu e seu pai estamos te esperando de braços e corações abertos.
Beijos,
Sua mãe
Você é a realização de um sonho. Eu te esperei um pouquinho, para poder aproveitar a minha vida sem a responsabilidade de ter um filho a tiracolo. Você já faz parte de mim e te garanto: irá comigo para tudo quanto é lado. Conheci o Brasil inteiro, conheci metade do mundo. A outra metade, guardei para aproveitar com você.
Cada vez que sinto você na minha barriga, é um momento único, mágico e maravilhoso. Cada vez que você se mexe, quando ouve o seu pai, é lindo. O reconhecimento é imediato. Nossa conexão é incrível e eu sei muito bem que quando você crescer, essa conexão será com seu pai! Sim, já fui filha (e serei para sempre) e conheço muito bem a relação entre pai e filha. Você será louca pelo seu pai, terá a cara dele e irá me odiar em alguns momentos da sua vida. Eu entenderei, porque como disse, sei o que é ser filha.
Não há um dia da minha vida em que não acorde ou durma pensando em você. Passo os meus dias com você na minha cabeça e no meu coração. Cada minuto da minha vida é dedicado a você. Sonho com seu rosto, com seu crescimento, com suas aventuras no futuro. E eu estarei sempre ao seu lado, te apoiando quando você fizer a coisa certa e te repreendendo quando fizer a errada.
Sou uma pessoa de muita fé e você irá notar isso, à medida que você adquirir maturidade. Assim sendo, peço a Deus para que você se torne uma pessoa boa, que trilhe o seu caminho baseado nas leis do amor, do bem e da caridade.
Em breve, você estará em meus braços. Mal posso esperar para ver o seu rostinho, tocar a sua pele e cuidar de você. O amor é tão grande, que é impossível descrever... Venha, minha filha amada. Venha no seu tempo, quando você quiser, porque eu e seu pai estamos te esperando de braços e corações abertos.
Beijos,
Sua mãe
domingo, 29 de setembro de 2013
Aprendendo a viver na França: a gravidez de uma brasileira em território desconhecido
Posso dizer que fui “cobaia” para escrever esse
artigo. Há um bom tempo queria escrever sobre as diferenças entre ter um bebê
no Brasil e na França. A hora é agora: estou no sexto mês de gestação e já
passei por praticamente quase todos os trâmites práticos e burocráticos que
envolvem a gravidez e a organização do parto.
Acredito que a maior diferença entre ter um
filho no Brasil e na França é o número de cesarianas: enquanto no Brasil grande
parte dos bebês nasce através da cirurgia, na maioria das vezes por comodismo
da mãe e do médico, na França a cesariana só ocorre em caso emergencial, quando
há riscos para a mãe e/ou para o bebê. Lembrando que a Organização Mundial de
Saúde (OMS) recomenda que 15% do total de partos seja cesariana. No Brasil, o
percentual de cesarianas chega a 84% (em hospitais particulares) e 40% (em
hospitais públicos).
A opção pelo parto natural não veio somente por
estar na França: pensei bastante a respeito e decidi pelo parto que me permite
uma recuperação mais rápida e menos dolorosa. Além de pensar em mim, pensei nos
benefícios para o bebê, que são enormes quando se tem um parto natural, entre
eles: o bebê respira melhor, acelera a descida do leite (logo ele pode mamar
mais rápido) e o bebê se torna mais ativo e responsivo ao nascer. Assim sendo,
já procurei o médico determinada – óbvio que ele SÓ me daria essa opção, mas
chegar ao consultório decidida me deu mais segurança.
Como
no Brasil, a grávida na França é acompanhada
pelo ginecologista/obstetra, mas caso ela queira, pode ter o
acompanhamento de uma “sage-femme”. Quando ouvi isso, a primeira coisa que me
veio à cabeça foram as seguintes perguntas: o que é uma “sage-femme”? O que ela
faz? A “sage-femme” tem o mesmo trabalho de uma “doula”? Esclarecendo:
“sage-femme”e “doula” não são a mesma coisa. A “sage-femme” estuda muitos anos
para se formar enquanto a “doula” serve para acompanhar a gestante, dar suporte
emocional e normalmente se forma em um ano. A “sage-femme” é a profissional que
acompanha a gestante em todas as fases da gravidez e no pós-parto, desde que a
gestante não tenha nenhum problema, inclusive ela pode prescrever exames
básicos. A “sage-femme” ainda explicou ao meu marido como fazer a bebê se
mexer, para que ele a pudesse sentir na minha barriga – foi uma descoberta
maravilhosa! Resumo da ópera: a “sage-femme” é uma enfermeira especializada em
obstetrícia. Como é especialista, ela está apta a fazer o parto normal e durante
o pré-natal ela dá os cursos de gestante. Nos hospitais públicos são elas que
fazem o parto e o médico só atua em caso de necessidade. Durante a gravidez, a
mulher pode optar por ser acompanhada por um médico ou pela“sage-femme” (eu
escolhi o acompanhamento dos dois).
No final de setembro, tive minha primeira
consulta com a “sage-femme”: ela me explicou tudo sobre o seu trabalho e me
deixou ainda mais tranquila, com relação ao parto. Eu, que cresci com a cultura
de que parir é sofrer, fiquei bastante feliz com os conselhos e as perspectivas
para o futuro e em breve começarei os tais cursos (respiração, posição para o
parto, amamentação e etc), para estar preparada para o grande dia. Tenho
certeza de que minha experiência no parto será incrível e memorável.
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sábado, 7 de setembro de 2013
Preparação psicológica para a chegada do bebê
Bebês choram. Choram muito. Bebês dificilmente dormem uma noite inteira.
Bebês sentem dor. É a formação do intestino, os dentes apontando, as
quedas quando começam a andar. Bebês não aceitam muito bem as papinhas
salgadas, não gostam de água, estranham as frutas. Bebês reclamam de
tudo. Gritam, fazem manha, choram...
Bebês pedem colo o tempo todo. Precisam dos pais o tempo todo. Bebês precisam se sentir seguros, protegidos, amados, queridos, acolhidos.
As expectativas precisam ser contidas. O choro não vai cessar. A dor dificilmente vai passar. O sono certamente não será tranquilo.
Bebês são exigidos demais. Tem que fazer cocô todo dia, não pode chorar, não pode fazer manha, não pode pedir colo, tem que dormir sozinho no berço, tem que comer toda a papinha, tem que aceitar chupeta, não pode chupar o dedo, tem que tomar todo o suco, tem que andar com um ano, não pode acordar no meio da noite... senão tem algo errado. Algo muito errado.
Não é assim.Bebês dão trabalho. Ponto. Fato. É isso.
Perde-se um tempo precioso reclamando do que eles fazem – ou deixam de fazer - ao invés de curtir os pequenos detalhes, únicos, momentos incríveis que jamais voltarão.
É preciso abstrair todo o cansaço, toda a loucura do dia-a-dia, todo o stress e nervosismo. É preciso administrar as dificuldades, é preciso saber lidar melhor com os problemas.
É preciso viver com mais intensidade, é preciso maior entrega. É preciso conseguir olhar através da parte difícil para enxergar a parte mais linda.
Diminuir as expectativas para aumentar - ainda mais – o amor.
Bebês pedem colo o tempo todo. Precisam dos pais o tempo todo. Bebês precisam se sentir seguros, protegidos, amados, queridos, acolhidos.
As expectativas precisam ser contidas. O choro não vai cessar. A dor dificilmente vai passar. O sono certamente não será tranquilo.
Bebês são exigidos demais. Tem que fazer cocô todo dia, não pode chorar, não pode fazer manha, não pode pedir colo, tem que dormir sozinho no berço, tem que comer toda a papinha, tem que aceitar chupeta, não pode chupar o dedo, tem que tomar todo o suco, tem que andar com um ano, não pode acordar no meio da noite... senão tem algo errado. Algo muito errado.
Não é assim.Bebês dão trabalho. Ponto. Fato. É isso.
Perde-se um tempo precioso reclamando do que eles fazem – ou deixam de fazer - ao invés de curtir os pequenos detalhes, únicos, momentos incríveis que jamais voltarão.
É preciso abstrair todo o cansaço, toda a loucura do dia-a-dia, todo o stress e nervosismo. É preciso administrar as dificuldades, é preciso saber lidar melhor com os problemas.
É preciso viver com mais intensidade, é preciso maior entrega. É preciso conseguir olhar através da parte difícil para enxergar a parte mais linda.
Diminuir as expectativas para aumentar - ainda mais – o amor.
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sexta-feira, 26 de julho de 2013
Dia dos avós
Ano
passado, escrevi um pequeno texto em homenagem aos meus avós. Aos dois que
conheci e convivi (e convivo ainda) e aos que já partiram para o plano
espiritual, antes do meu nascimento.
Replico o
texto aqui, porque ele diz muito o que sinto, principalmente numa data como
hoje. Não estou pessoalmente para dar um beijo na minha querida avó, mas mais
tarde ela vai ouvir a minha cota diária de "eu te amo"...
"Ontem, não
sei porque cargas d’água, me peguei pensando nos meus avós: pai da minha mãe e
mãe do meu pai.
Como é
sentir saudade de algo que se nunca teve ou alguém que nunca se conheceu? Pois
é, eu sinto. De uma maneira inexplicável. Óbvio que eu sinto saudades da minha
avó que está no Brasil e do meu avô que já desencarnou. Talvez o porquê, pelos
que desencarnaram antes do meu nascimento, seja que tudo sobre eles está
envolvido em uma aura lúdica, de mistério.
Conheci os
dois através de histórias contadas pelo meu pai e minha mãe e tenho um enorme
fascínio e curiosidade por eles. A doçura no olhar que minha avó paterna tinha
e a brabeza e cuidado do meu avô materno são bem visíveis para mim. Consegui
criar uma imagem “real” através de fotografias e relatos. Pena que sobre a
minha avó materna, pouco sei, já que ela desencarnou muito jovem, de
tuberculose. Doença mortal, na época, nos anos 40.
Acho tenho
um pouco dos meus quatro avós: o senso de humor e a vontade de fazer sempre o
bem do meu avô Nestor, o cabelo e corpo da minha avó Marina (uma vez, sentada
no muro da nossa casa em Barra de São João, meu pai começou a chorar, quando me
viu e disse que estava exatamente como a mãe dele), a vontade de trabalhar e
ser correto do meu avô Milede, o carinho e o cuidado da minha avó Lourdes.
Minha avó
Marina desencarnou em 1948 (eu acho), meu avô Nestor em 1988, meu avô Milede em
1977. Eles estão vivos na minha memória e em meu coração e não tenho dúvidas de
um dia irei encontrá-los e poder finalmente conhecer meu avô Milede e minha avó
Marina.
Minha avó
Lourdes está bem, apesar da idade avançada. Peço MUITO e SEMPRE a Deus para
protegê-la e mantê-la bem. Gostaria muito que minha avó conhecesse os meus
filhos, que ainda não nasceram mas estão planejados (nota 2013: filho ou filha já está a caminho!). Vou deixar o meu desejo
nas mãos de Deus, se assim for a sua vontade. E não há um dia que passe sem
dizer um “eu te amo” a minha avó..."
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