sábado, 7 de setembro de 2013

Preparação psicológica para a chegada do bebê

Bebês choram. Choram muito. Bebês dificilmente dormem uma noite inteira. Bebês sentem dor. É a formação do intestino, os dentes apontando, as quedas quando começam a andar. Bebês não aceitam muito bem as papinhas salgadas, não gostam de água, estranham as frutas. Bebês reclamam de tudo. Gritam, fazem manha, choram...
Bebês pedem colo o tempo todo. Precisam dos pais o tempo todo. Bebês precisam se sentir seguros, protegidos, amados, queridos, acolhidos.
As expectativas precisam ser contidas. O choro não vai cessar. A dor dificilmente vai passar. O sono certamente não será tranquilo.
Bebês são exigidos demais. Tem que fazer cocô todo dia, não pode chorar, não pode fazer manha, não pode pedir colo, tem que dormir sozinho no berço, tem que comer toda a papinha, tem que aceitar chupeta, não pode chupar o dedo, tem que tomar todo o suco, tem que andar com um ano, não pode acordar no meio da noite... senão tem algo errado. Algo muito errado.
Não é assim.Bebês dão trabalho. Ponto. Fato. É isso.
Perde-se um tempo precioso reclamando do que eles fazem – ou deixam de fazer - ao invés de curtir os pequenos detalhes, únicos, momentos incríveis que jamais voltarão.
É preciso abstrair todo o cansaço, toda a loucura do dia-a-dia, todo o stress e nervosismo. É preciso administrar as dificuldades, é preciso saber lidar melhor com os problemas.
É preciso viver com mais intensidade, é preciso maior entrega. É preciso conseguir olhar através da parte difícil para enxergar a parte mais linda.
Diminuir as expectativas para aumentar - ainda mais – o amor.

sexta-feira, 26 de julho de 2013

Dia dos avós


Ano passado, escrevi um pequeno texto em homenagem aos meus avós. Aos dois que conheci e convivi (e convivo ainda) e aos que já partiram para o plano espiritual, antes do meu nascimento.

Replico o texto aqui, porque ele diz muito o que sinto, principalmente numa data como hoje. Não estou pessoalmente para dar um beijo na minha querida avó, mas mais tarde ela vai ouvir a minha cota diária de "eu te amo"...

"Ontem, não sei porque cargas d’água, me peguei pensando nos meus avós: pai da minha mãe e mãe do meu pai.

Como é sentir saudade de algo que se nunca teve ou alguém que nunca se conheceu? Pois é, eu sinto. De uma maneira inexplicável. Óbvio que eu sinto saudades da minha avó que está no Brasil e do meu avô que já desencarnou. Talvez o porquê, pelos que desencarnaram antes do meu nascimento, seja que tudo sobre eles está envolvido em uma aura lúdica, de mistério.

Conheci os dois através de histórias contadas pelo meu pai e minha mãe e tenho um enorme fascínio e curiosidade por eles. A doçura no olhar que minha avó paterna tinha e a brabeza e cuidado do meu avô materno são bem visíveis para mim. Consegui criar uma imagem “real” através de fotografias e relatos. Pena que sobre a minha avó materna, pouco sei, já que ela desencarnou muito jovem, de tuberculose. Doença mortal, na época, nos anos 40.

Acho tenho um pouco dos meus quatro avós: o senso de humor e a vontade de fazer sempre o bem do meu avô Nestor, o cabelo e corpo da minha avó Marina (uma vez, sentada no muro da nossa casa em Barra de São João, meu pai começou a chorar, quando me viu e disse que estava exatamente como a mãe dele), a vontade de trabalhar e ser correto do meu avô Milede, o carinho e o cuidado da minha avó Lourdes.

Minha avó Marina desencarnou em 1948 (eu acho), meu avô Nestor em 1988, meu avô Milede em 1977. Eles estão vivos na minha memória e em meu coração e não tenho dúvidas de um dia irei encontrá-los e poder finalmente conhecer meu avô Milede e minha avó Marina.

Minha avó Lourdes está bem, apesar da idade avançada. Peço MUITO e SEMPRE a Deus para protegê-la e mantê-la bem. Gostaria muito que minha avó conhecesse os meus filhos, que ainda não nasceram mas estão planejados (nota 2013: filho ou filha já está a caminho!). Vou deixar o meu desejo nas mãos de Deus, se assim for a sua vontade. E não há um dia que passe sem dizer um “eu te amo” a minha avó..."

sexta-feira, 19 de julho de 2013

A novidade: a grávida do ano

Acho que o mundo inteiro (ou pelo menos França e Brasil) sabe que estou grávida. Estava me mantendo o mais discreta possível, mas ao postar no Facebook uma foto de um cirurgia que fiz no olho, alguns bocudos que já sabiam da gravidez, acabaram comentando que a barriguinha estava crescendo. E pimba: foi a deixa para que os não sabiam da gravidez começarem a me enviar mensagens do tipo "você está grávida? nem contou". Oras, estava mantendo o low profile, mas como não pedi segredo aos que já sabiam, a notícia se espalhou.

Queria segurar até descobrir o sexo do bebê e poder postar uma ultra do bebê, com um texto engraçadinho. Ainda vou fazer isso, mas a magia da gravidez se foi. Pelo menos fica a magia da descoberta do sexo do (a) pequeno ou pequena Leal-Parsi.

Estou entrando na 15a semana e eu não tenho a menor ideia do que isso corresponde a meses. Talvez 3 e meio, 4... Sei lá! Só sei que as coisas estão começando a melhorar agora, mesmo com o cansaço e a falta de ar constantes - que diminuíram, após a hidroginástica. As primeiras semanas foram tranquilas, porque não sabia que estava grávida. Mas por volta da 7a semana, os meus tormentos começaram: pele horrível, cabelo caindo, enjoos intermináveis, constipação, nariz sangrando, espirros constantes, vontade de dormir, um calázio que surgiu pela baixa imunidade (o tal bicho que teve que ser removido cirurgicamente)... Todos esses sintomas me fizeram tomar uma decisão: o segundo bebê seria adotado! E não é que as coisas começaram a melhorar agora? Óbvio que mudei de ideia, embora ainda queira adotar uma criança.

Estou me sentindo super disposta, os enjoos acabaram, a constipação foi embora e o sono só vem à noite, no horário certo. A pele continua uma bosta, os espirros e nariz sangrando não se foram e o cabelo caindo (e branco) horrores, mas compensa.

Sempre sonhei em engravidar, ser mãe de um casal lindo e perfeito. Vou realizar meu sonho com o homem que eu amo e escolhi. Homem que me ama, me respeita e faz tudo por mim! Porque grávida é um bicho chato demais e meu marido é um santo! Faz todas as minhas vontades e caprichos, a ponto de me liberar do trabalho durante 1 mês e meio, para que eu pudesse descansar e passar todas essas agruras da gravidez em casa.

Agora, é o momento de começar a curtir a gravidez e aproveitar cada segundo, porque o tempo passa rápido e logo terei o meu bebê em meus braços, e a curtição será maior ainda! O sonho começou a ser realizado na concepção...

quinta-feira, 20 de junho de 2013

A novidade...

Tanta coisa aconteceu, desde a minha última postagem no blog! Se não estou enganada, a última postagem foi no dia 05 de maio (que relapsa, meu Deus) e muita água já rolou...
Pessoas chegando, pessoas indo, viagens concluídas, viagens planejadas e muita coisa legal e especial acontecendo na minha vida!
Ainda é cedo para entrar em detalhes, mas adianto que voltei mais feliz do lugar que me faz mais feliz no universo! Ir para o Rio de Janeiro é um chá de ânimo, alegria e entusiasmo.
Que venham mais Rio, Paris e lugares que eu amo, com pessoas que eu amo!



domingo, 5 de maio de 2013

Maio na França

Para mim, maio é um mês mais do que especial. É o mês das mães, mês de Maria, mês das noivas... O meu mês, já que no dia 29 de maio celebro mais um ano de vida.

Para os franceses, o mês de maio talvez seja especial por outras maneiras, é o mês dos feriados! Tirando o Primeiro de Maio, que é feriado mundial, há ainda outros três feriados no mês, para bagunçar os estudos e a  economia de um país que não anda lá muito bem das pernas, em função da crise econômica.

Tinha a mania de falar que o francês quando não estava em greve, estava de férias. Poderia acrescentar: ou está descansando no feriado. No Brasil, tinha hábito de ter férias uma vez ao ano e na época em que era estudante, tinha férias duas vezes: as de verão, mais longas e as de inverno, curtinhas. A escola e a universidade só paravam nos feriados.
Aqui, qualquer feriado é motivo para haver recesso escolar: a Páscoa foi 31 de março e as crianças (e eu também, já que faço curso de francês) ainda estão de "férias de Páscoa"! Em maio!!!! Socorro! Todos voltam a estudar amanhã, mas depois de longas duas semanas sem fazer absolutamente nada. Aliás, eu trabalhei e muito (graças a Deus).

Brasileiro sempre reclamou (ou comemorou) da quantidade de feriados no país, mas acho que os franceses superam... E eu tenho a nítida impressão de que as crianças e adolescentes franceses estudam bem menos que as crianças e adolescentes brasileiros.

Um dia em que estiver muito à toa, contarei a quantidade de feriados no Brasil e na França, para comparar.
Em todo caso, aí vão os feriados do mês de maio:
01/05 - Dia do trabalho
08/05 - Celebração da vitória aliada na Segunda Guerra Mundial
09/05 - Ascensão
20/05 - Segunda-feira de Pentecostes

O que acho engraçado é que tem dois feriados religiosos no mês e a França não é tão católica assim... O Brasil, que é o maior país católico do mundo, não tem esses dois últimos feriados.



domingo, 21 de abril de 2013

Seleção Musical da Semana

Depois de algum tempo sem postar absolutamente nada, estou voltando aos poucos. Normalmente escrevo nos finais de semana, quando tenho mais tempo disponível. Como estive viajando nos últimos finais de semana, o tempo ficou escasso.
Retomando a ideia de postar as músicas que acordo cantando, consegui organizar a seleção da última semana. Um misto de pop rock brasileiro, inglês, francês... E funk!

Segunda, 15/04
Olhar 43 - RPM
Como estava em Mônaco, acho que fui influenciada pelos verso "Stepanhie de Mônaco, aqui estou..."

Terça, 16/04
Joe le taxi - Vanessa Paradis
Pra você que achava que "Vou de Táxi" era original, aí vai como a história começou... E confesso que fiquei com imagem da Paradis na cabeça, depois de ver uma campanha (horrenda, por sinal) da H&M.

Quarta, 17/04
Skank - Resposta
Uma das mais lindas do grupo. Sem mais.

Quinta, 18/04
No passinho do volante - MC Federados e os Lelek's
Fiquei com Ah, lek lek lek na cabeça, depois de ter visto o comercial da Mercedes. No passinho do volante!

Sexta, 19/04
O clássico de sexta-feira, "Friday, I'm love" - The Cure


Sábado, 20/04
Minha dose de música francesa nessa semana foi grande, mas ontem acordei com a música do Superbus em inglês.
Superbus - Whisper


Domingo, 21/04
Hoje acordei com Florence + The Machine na cabeça, eu hein!
Florence + The Machine - Spectrum


 E que meu cérebro não me sacaneie a partir de amanhã...

sexta-feira, 19 de abril de 2013

Amizade depois dos 30

Tudo é mais difícil depois dos 30 anos, principalmente fazer amizades. Quando se chega a essa idade, todo mundo já tem o seu círculo de amizades completo - comigo não é diferente, mas há um detalhe: todos os meus amigos estão longe de mim. A mais próxima, está em Paris, que fica a praticamente 700 km da minha cidade.
É difícil fazer amizade com franceses, tenho duas pessoas que posso contar mas não posso chamá-los de amigos íntimos. Franceses são mais fechados que brasileiros e sinto falta do sentimento "família" que há no Brasil mas que não é comum aqui.
Crianças e adolescentes se adaptam a qualquer meio e fazem amizade rapidamente, já que são mais desinibidas.
Apesar do meu alto nível de cara-de-pau, para mim é complicado me aproximar das pessoas. Assim, seria mais fácil conhecer gente que fale, pelo menos, o mesmo idioma que eu. Nisso, fui muito sortuda: aqui há um grupo grande de brasileiros. Depois de conhecer bastante gente "virtualmente", tive a oportunidade de conhecer pessoalmente algumas pessoas e fui ficando próxima de duas delas, a ponto de nos encontrarmos uma vez por semana, pelo menos. Patrícia e Gizelly são super legais e têm os mesmos valores que eu. São pessoas de bem, com família e que vieram para a França por diferentes motivos mas que ainda seguem a "cartilha" da cultura brasileira. Estou muito feliz com a companhia das duas e consigo me sentir mais brasileira, quando estou com elas.
E quem disse mesmo que é impossível fazer amizade depois dos 30?