quinta-feira, 7 de março de 2013

Singapura

Cheguei de Singapura hoje pela manhã. Voltei com a sensação de que o tempo que passei lá foi pouco, ficou o gostinho de "quero mais".
Ainda estou cansada dos passeios, do vôo e do jet lag. No final de semana escrevo um post caprichado sobre a minha viagem.

sábado, 23 de fevereiro de 2013

Está chegando a hora... Singapura, here we go!

Daqui a quatro dias embarco para Singapura. Vou comemorar uns aniversários na cidade-Estado e tentar descansar um pouco. Digo tentar descansar, porque encarar uma viagem de mais ou menos 14 horas (Toulouse - Londres - Singapura) e passar menos de uma semana na Ásia será foda. Sim, foda. Porque não paro de pensar no maldito jet lag. Óbvio que vou voltar mais cansada. Óbvio que vou querer dormir horrores. Óbvio que ficarei com uma preguiça homérica por uns 3 meses.
Apesar dos pesares, estou curtindo muuuuuito a ideia de colocar os meus pés na Ásia pela primeira vez. Além do mais, a viagem é 0800: passagem e hospedagem.
Tenho lido bastante sobre Singapura, sua cultura e seus pontos turísticos. Já descobri muita coisa bacana, que faço questão de dividir (e depois confirmar):
- Singapura é considerada a segunda cidade mais limpa do mundo;
- É proibida a venda de chicletes e quem jogar um chiclete no chão trazido de outro país, pode pagar multa de mais de R$ 8 mil;
- Jogar lixo no chão equivale a uma multa de 300 dólares singapurenses/singapurianos (fulano que nasce em Singapura é o quê?);
- Os cachorros têm um chip implantado na nuca para identificação, pois é terminantemente proibido abandonar um cão pelas ruas. Se acontecer, o dono é localizado e pode ser preso (adorei isso!);
- Dentre 63 ilhas Singapura é a principal, sendo o terceiro destino turístico do sudeste da Ásia;
 - É conhecida como a metrópole mais verde da Ásia (nem aí pro verde, se quisesse verde viajava pra Amazônia);
- Há 2 câmeras de vigilância praticamente a cada cem metros, espalhadas por postes, sinais de trânsito e fachadas de lojas;
- Pichar muros e fachadas pode resultar em três anos de prisão. Se a tinta for de difícil remoção, o pichador pode levar oito chibatadas (sensacional!!!);
- A cultura de Cingapura reflete seu passado colonial e a diversidade cultural de sua população, com influências britânicas , indianas, chinesas e malaias;
- A pornografia é absolutamente proibida. Até andar nu, mesmo dentro de casa, pode resultar em cadeia (já coloquei o maiô na mala...);
- Possui a maior roda gigante do mundo com cerca de 165 metros de altura e 28 cabines com capacidade para 28 pessoas cada uma;
- Se algum motorista for pego usando o celular ao volante, ele é imediatamente preso (maravilha!);
- Ao lado da Noruega e da Finlândia, a cidade-Estado de Cingapura possui um dos melhores sistemas educacionais do mundo;
- O clima é equatorial, portanto, quente e úmido na maior parte do ano (ou seja: um calor do cão e chove pra cacete, praticamente Belém do Pará da Ásia).

E SIM, Singapura se escreve com "S" e não com "C"... Já foi o tempo que se escrevia "Cingapura", mas graças a um acordo ortográfico, a grafia correta é "Singapura". O Brasil era o único país lusofônico do mundo que escrevia "Cingapura"...
Abaixo um vídeo promovido pelo governo de Singapura, para conscientizar a população a não jogar lixo no chão. Efeitos especiais de primeira:


quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Sobre a morte e etc

Na última madrugada o pai da minha melhor amiga desencarnou. Por mais que eu acredite na doutrina espírita, fiquei bastante abalada com a sua morte. Por ser muito próxima da família e por amá-los muito.
É muito difícil consolar alguém que perde um ente tão querido. Tenho a sensação de que nunca terei palavras suficientes ou de que falarei besteira, por isso tento ser o mais comedida possível.
Além da tristeza pela perda da minha amiga, fiquei mais triste ainda porque consegui me colocar no lugar dela e pensar "e se fosse meu pai?". Acho que a gente só tem a dimensão da coisa quando acontece conosco ou quando conseguimos nos colocar no lugar do outro.
Com esse episódio, lembrei de quando era adolescente e pedia a Deus para morrer antes de todo mundo que eu gostasse, assim não sofreria. Pensamento tão egoísta o meu... Eu não podia sofrer, mas outros podiam!
Agora, só peço aos espíritos protetores consolo para a minha amiga e sua família. Porque certamente o meu tio já foi recebido e está acolhido nos braços do Senhor!

domingo, 3 de fevereiro de 2013

2013, o ano que não começou

Acordei com uma imensa vontade de escrever, mas cadê a inspiração que não chega?
Não quero repetir o que já escrevi em outros anos. Não quero o mais do mesmo. Quero algo diferente, novo.
Talvez, com as viagens que eu faça esse ano (já comecei o ano em Londres, já fui a Paris), consiga alguma inspiração. Por que não? Esse ano, daqui a 24 dias (para ser mais precisa), parto em direção um continente em que jamais pus meus pés: Ásia.
Mal posso esperar para viajar e voltar cheia de novidades! Enquanto isso vou vivendo com as lembranças de 2012, um ano incrivelmente bom para mim.
Às vezes, eu tenho a impressão de que 2013 só começou para as outras pessoas...

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

O tempo e as jabuticabas


O TEMPO E AS JABUTICABAS

Contei meus anos e descobri que terei menos tempo para viver daqui para frente do que já vivi até agora.   Sinto-me como aquela menina que ganhou uma bacia de jabuticabas. As primeiras, ela chupou displicente, mas percebendo que faltam poucas, rói o caroço.

Já não tenho tempo para lidar com mediocridades. Não quero estar em reuniões onde desfilam egos inflados. 
Não tolero gabolices. Inquieto-me com invejosos tentando destruir quem eles admiram, cobiçando seus lugares, talentos e sorte.

Já não tenho tempo para projetos megalomaníacos. Não participarei de conferências que estabelecem prazos fixos para reverter a miséria do mundo. Não quero que me convidem para eventos de um fim de semana com a proposta de abalar o milênio.

Já não tenho tempo para reuniões intermináveis para discutir estatutos, normas, procedimentos e regimentos internos. Já não tenho tempo para administrar melindres de pessoas, que apesar da idade cronológica, são imaturos.

Não quero ver os ponteiros do relógio avançando em reuniões de 'confrontação', onde 'tiramos fatos a limpo'. 
Detesto fazer acareação de desafetos que brigaram pelo majestoso cargo de secretário geral do coral.
Lembrei-me agora de Mário de Andrade que afirmou: 'as pessoas não debatem conteúdos, apenas os rótulos'. 
Meu tempo tornou-se escasso para debater rótulos, quero a essência, minha alma tem pressa...
Sem muitas jabuticabas na bacia, quero viver ao lado de gente humana, muito humana; que sabe rir de seus tropeços, não se encanta com triunfos, não se considera eleita antes da hora, não foge de sua mortalidade, defende a dignidade dos marginalizados, e deseja tão somente andar ao lado do que é justo.

Caminhar perto de coisas e pessoas de verdade, desfrutar desse amor absolutamente sem fraudes, nunca será perda de tempo.

O essencial faz a vida valer a pena.

Rubem Alves

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Tatiana e etc


Qual o problema com a pronúncia do meu nome aqui na França?  Será que é somente por eu ser uma brasileira com um prenome eslavo e isso as pessoas não conseguem compreender?

“Tatianá” (com o sotaque francês) eu aceito numa boa e até acho bonitinho, porque sei que é complicado alguém por aqui pronunciar Tatiana normalmente. Mas me chamar de Tatânia, não é muito mais difícil? Vai chegar o dia que alguém vai me chamar de Taturana, Tarântula e aí o bicho vai pegar...

E se me chamarem de “Tataiana” não vou aceitar, porque só tem uma pessoa no mundo autorizada a me chamar assim: minha mãe.

O meu nome é minha identidade. Aliás, é mais importante do que minha identidade, porque eu já era Tatiana antes mesmo de nascer.