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sexta-feira, 12 de agosto de 2011

La Haine (O ódio)

Há dois dias, assisti a um filme chamado La Haine (O ódio) que já havia visto em 1995. O filme, lançado naquele ano, causou um impacto enorme, por mostrar o quanto a juventude, nos subúrbios de Paris, sem fazer absolutamente nada, pode se tornar agressiva. Ócio aliado à pobreza só pode se transformar nisso, em ódio.
Para os brasileiros, conseguimos reconhecer Vincent Cassel, no ótimo papel de Vinz. Dos três personagens principais, ele é o judeu, o mais burro e o mais agressivo. Os outros,  são o árabe (Said) e o negro (Hubert). Hubert é o mais centrado, o único que consegue canalizar a sua agressividade, através do esporte. Said é o pateta, o mais ingênuo dos três, na minha percepção. A gente pode pensar que é um pouco estereotipado, mas realmente os amigos na França, são de diversas raças, acontece na vida real.
Como é bom assistir a um filme com maturidades diferentes. Em 1995, tinha acabado de entrar para a faculdade, tinha uma perspectiva de vida totalmente diferente da que tenho hoje, assim como um olhar crítico, que hoje, é muito mais apurado. Em 1995, o filme me chocou, chamou a atenção e pensei: "como essas coisas acontecem na França???". Em 2011, tudo acontece da mesma maneira, em Londres. E acontece milhões de vezes no Brasil...
Um filme simples, rodado em preto e branco, mas que não poderia ser tão atual, mesmo tendo sido lançado em 1995.

Jusqu'ici tout va bien...
"C'est l'histoire d'un mec qui tombe d'un immeuble de cinquante étages au fur et à mesure de sa chute il se réte sans cesse pour se rassurer: jusqu'ici tout va bien, jusqu'ici tout va bien, jusqu'ici tout va bien... mais l'important, c'est pas la chute, c'est l'atterrissage."