Na última madrugada o pai da minha melhor amiga desencarnou. Por mais que eu acredite na doutrina espírita, fiquei bastante abalada com a sua morte. Por ser muito próxima da família e por amá-los muito.
É muito difícil consolar alguém que perde um ente tão querido. Tenho a sensação de que nunca terei palavras suficientes ou de que falarei besteira, por isso tento ser o mais comedida possível.
Além da tristeza pela perda da minha amiga, fiquei mais triste ainda porque consegui me colocar no lugar dela e pensar "e se fosse meu pai?". Acho que a gente só tem a dimensão da coisa quando acontece conosco ou quando conseguimos nos colocar no lugar do outro.
Com esse episódio, lembrei de quando era adolescente e pedia a Deus para morrer antes de todo mundo que eu gostasse, assim não sofreria. Pensamento tão egoísta o meu... Eu não podia sofrer, mas outros podiam!
Agora, só peço aos espíritos protetores consolo para a minha amiga e sua família. Porque certamente o meu tio já foi recebido e está acolhido nos braços do Senhor!
Pode parecer insensível da minha parte, mas tenho superado esses eventos com serenidade, como tem sido nos dois últimos anos, incluindo parentes e amigos próximos. O que mais me parece difícil é consolar a dor alheia.
ResponderExcluirÉ amigo, Setubian... É complicado mas não é impossível.
ResponderExcluirAcho que nós, espíritas, muitas vezes somos vistos como frios ou insensíveis, porque entendemos (ou pelo menos tentamos) os interesses de Deus.
É muito difícil! Minha mãe desencarnou esse ano. Em fevereiro. De inicio achei que estivesse conseguindo compreender o processo e aceitar a "perda", mas no fundo só estava escondendo de mim um sofrimento que não estava conseguindo suportar...
ResponderExcluirNo dia do enterro estava aparentemente bem, consolando outros que estavam liberando a dor que eu estava reprimindo.
Mas hoje ainda lido com o meu sofrimento, que não se reduz, ou parece que não se extinguirá nunca...
Racionalmente, sei que superarei, sei que foi melhor assim, sei que isso faz parte da minha história assim como fez parte da história dela.
Mas ainda dói... Então, chego a conclusão que é melhor sofrer de uma vez só do que esconder-se de si, numa ilusão de "grandeza espiritual" (não sei bem se é o termo adequado), mas que no fundo só demonstra o quanto não estamos preparados e o quanto ainda precisamos evoluir...
É muito triste mas a morte é só uma mudança (momentânea) de casa.
ResponderExcluirA vida segue, para os que ficaram e para os que se foram, em outro plano espiritual.
Abraços