Depois de duas semanas em Recife, me preparo pra voltar pra casa. Saudades e ansiedade, tudo misturado e com um sentimento de borboletinhas na barriga porque as minhas férias finalmente chegaram! Obaaaaaa!
Nessa época me sinto criança de novo... A criança que espera o ano todo para passear, brincar, se divertir e ser feliz de verdade.
Semana que vem, viajo para o meu playground favorito. Dessa vez tudo muito tumultuado, mas um tumulto gostoso, de novidade.
As minhas férias serão um divisor de águas... Serão o pontapé inicial para uma vida nova!!!!
Pequeno diário de "bordo" sobre a minha nada mole vida: mudança de país, costumes, hábitos... Um pequeno relato para o futuro, para mostrar a minha sobrinha, afilhados e filhos.
sexta-feira, 7 de maio de 2010
segunda-feira, 3 de maio de 2010
Aviões e aeroporto...
Um dia vou entender algumas coisas dessa vida efêmera...
Uma coisa que muito me intriga, principalmente agora, já que sexta-feira volto pro Rio é: por que as pessoas acham que avião é a sala de estar das suas casas?
Outro dia fiz um voo, cansada, morta de sono e um coroa, próximo a minha cadeira, abriu seu netbook e começou a assistir National Kid em alto e bom som. Será que ele não conhece fones de ouvido? Qual o prazer em abrir um netbook no avião e mostrar pra todo mundo que é fã de National Kid? Eu também tenho um netbook e nem por isso resolvo assistir aos meus vídeos preferidos em alto e bom som.
Imagina se fosse um apreciador de filme pornô?
Outra coisa que me irrita, é quando o passageiro, tendo aquela fila interminável dentro do avião, fica tentando atochar a sua mala, cujo tamanho é tão grande que deveria ser despachada mas por algum motivo aquela mala gigante foi chamada de mala de mão, na cabine do avião. Arruma daqui, empurra as bolsas dos outros acolá, amassa uma coisa aqui, quebra outra coisa acolá e bingo: a mala gigante finalmente foi atochada no lugar. A fila que era interminável, se tornou infinita. E eu, que sempre fico atrás desses espertos, expresso toda a minha indignação com meu bico.
Por isso, viajo muito orgulhosa quando não tenho bagagem e muito menos mala de mão. Saio tirando onda.
Uma coisa que muito me intriga, principalmente agora, já que sexta-feira volto pro Rio é: por que as pessoas acham que avião é a sala de estar das suas casas?
Outro dia fiz um voo, cansada, morta de sono e um coroa, próximo a minha cadeira, abriu seu netbook e começou a assistir National Kid em alto e bom som. Será que ele não conhece fones de ouvido? Qual o prazer em abrir um netbook no avião e mostrar pra todo mundo que é fã de National Kid? Eu também tenho um netbook e nem por isso resolvo assistir aos meus vídeos preferidos em alto e bom som.
Imagina se fosse um apreciador de filme pornô?
Outra coisa que me irrita, é quando o passageiro, tendo aquela fila interminável dentro do avião, fica tentando atochar a sua mala, cujo tamanho é tão grande que deveria ser despachada mas por algum motivo aquela mala gigante foi chamada de mala de mão, na cabine do avião. Arruma daqui, empurra as bolsas dos outros acolá, amassa uma coisa aqui, quebra outra coisa acolá e bingo: a mala gigante finalmente foi atochada no lugar. A fila que era interminável, se tornou infinita. E eu, que sempre fico atrás desses espertos, expresso toda a minha indignação com meu bico.
Por isso, viajo muito orgulhosa quando não tenho bagagem e muito menos mala de mão. Saio tirando onda.
quarta-feira, 28 de abril de 2010
Sem mais para o momento...
http://www.estadao.com.br/noticias/suplementos,frases,542766,0.htm
Sensação de desabafo! A falta de respeito sofrida por mim e por outros cidadãos cariocas no dia 21 de abril foi a gota d' água.
Sensação de desabafo! A falta de respeito sofrida por mim e por outros cidadãos cariocas no dia 21 de abril foi a gota d' água.
terça-feira, 27 de abril de 2010
Li num blog...
O dono do texto aí debaixo é o Bruno, amigo da minha melhor amiga. Ele é dono do blog: http://pedanoticia.blogspot.com/
Resolvi colocar aqui o texto dele, porque é exatamente assim que me sinto hoje. Ele escreveu o post em 11 de setembro de 2009. E eu copio e colo aqui, em 26 de abril de 2010. Mais de 7 meses depois. Como o ser humano é incrivelmente repetitivo, em suas ações e seus comportamentos?
Bruno, tiro o chapéu para o seu texto. E reproduzo, entre aspas e divulgo aqui o seu blog.
Parece que acabei de ser recebida com a frase: welcome to the club!
"A quem interessar possa: eu fiz o meu amor sofrer. Eu feri e machuquei da forma mais vil. Construí um alicerce tão frágil, tão vulnerável que obviamente não tinha como permanecer de pé. Era só um castelo de cartas marcadas e qualquer ventinho besta seria capaz derrubar.
Passado o vendaval, consigo enxergar todas as besteiras que fiz. E, se ainda não sei explicar como me compliquei tanto, ao menos estou repleto da certeza de que isso não vai se repetir.
A dor de machucar o amor é a maior de todas. Quando alguém, com as armas do amor, machuca um desconhecido sem importância, a solução é um pedido de desculpas e olhe lá. Cada um com os seus problemas, diriam alguns. Se um não quer, dois não brigam (nem namoram). Outra coisa completamente distinta é machucar alguém que você ama.
Tomadas todas as dores do mundo, doídas e sentidas, nenhuma delas é tão dolorosa quanto a dor do amor que feriu. Não falo do amor maltratado, do amor ferido. Mas do amor agente da ação, o amor que desfere o golpe, que enfia o facão e rasga o peito do objeto do amor.
Não recomendo a experiência, meus queridos. Não chego a falar de chagas e martírios, mas creio que agonia, tormento, sobressalto e mágoa definem bem o sentimento. Também não quero propor um campeonato de horrores e suplícios.
Mas é fato que, passada a dor aguda do golpe mortal, e não sendo cientificamente possível voltar atrás, resta a navalhada, a úlcera (ou gastrite) aberta de um amor.
Muito mais do que doeu o golpe, vai doer a ferida. O trauma, os gritos e os gemidos se repetem nos ouvidos como ecos do desfecho cruel de um amor que se queria tranquilo.
Sobra então o castigo de se arrepender do aconchego perdido. De repente, o melhor lugar do mundo já não existe mais. Simplesmente foi pulverizado da face da Terra. O deleite e o inferno se confundem num só sofrimento, num só ferimento, num só ressentimento.
Re-sentimento, sim, porque o sentimento vai e volta, em ondas, como os calores da menopausa. O ressentido se ressente do amor perdido que deveras sente. Todos os dias, experimenta novamente o carinho e a ferroada, o sorriso e a convulsão. Voluptuoso é o choro e sedutora é a vontade de se consumir no choro. É como se cada lágrima pudesse recompor uma pequenina porção do gozo que não volta mais.
Sufocar com mentiras um amor de verdade é, talvez, o maior dos crimes contra si mesmo. Cada meia-verdade (ou mentira inteira) afasta mais aquele que ama do seu amor. Portanto, meus caros, antes uma dura verdade que uma doce saída, honrosa ou não.
Impressionante o que a gente precisa passar para amadurecer. Longe de mim competir com dores e amores, mas acho que todo mundo já fez uma grande merda nessa vida. É difícil julgar os outros. A merda que eu fiz, por exemplo, foi federal, generalizada e fedorenta. Causou sofrimento alheio, mas me fez sofrer mais do que tudo.
Diante do sofrimento e da verdade descoberta, alguns dirão: "Vá se tratar!". Outros farão parecer a coisa mais normal do mundo. Um terceiro indivíduo fará um discurso cristão (esse pode ser um motorista de táxi, um estranho qualquer) e recomendará que você entregue a alma a Jesus (não o da Madonna, mas o de Nazaré mesmo), ressaltando que todo pecador merece o perdão.
Aí, você se cala e se pergunta se, por mais que Deus e o mundo inteiro te perdoem, você mesmo vai ser capaz de SE perdoar. Aí não tem nada a ver com religião, ou até tem, né, depende da religião de cada um. Mas esse é o perdão mais difícil.
Pra que essa redenção ocorra é preciso transformar a dor - que ora parece cãimbra, ora açoite, ora beliscão - em uma lembrança viva, porém distante. Deve ser como o Holocausto para os alemães, algo que não se pode esquecer para não viver outra vez."
Resolvi colocar aqui o texto dele, porque é exatamente assim que me sinto hoje. Ele escreveu o post em 11 de setembro de 2009. E eu copio e colo aqui, em 26 de abril de 2010. Mais de 7 meses depois. Como o ser humano é incrivelmente repetitivo, em suas ações e seus comportamentos?
Bruno, tiro o chapéu para o seu texto. E reproduzo, entre aspas e divulgo aqui o seu blog.
Parece que acabei de ser recebida com a frase: welcome to the club!
"A quem interessar possa: eu fiz o meu amor sofrer. Eu feri e machuquei da forma mais vil. Construí um alicerce tão frágil, tão vulnerável que obviamente não tinha como permanecer de pé. Era só um castelo de cartas marcadas e qualquer ventinho besta seria capaz derrubar.
Passado o vendaval, consigo enxergar todas as besteiras que fiz. E, se ainda não sei explicar como me compliquei tanto, ao menos estou repleto da certeza de que isso não vai se repetir.
A dor de machucar o amor é a maior de todas. Quando alguém, com as armas do amor, machuca um desconhecido sem importância, a solução é um pedido de desculpas e olhe lá. Cada um com os seus problemas, diriam alguns. Se um não quer, dois não brigam (nem namoram). Outra coisa completamente distinta é machucar alguém que você ama.
Tomadas todas as dores do mundo, doídas e sentidas, nenhuma delas é tão dolorosa quanto a dor do amor que feriu. Não falo do amor maltratado, do amor ferido. Mas do amor agente da ação, o amor que desfere o golpe, que enfia o facão e rasga o peito do objeto do amor.
Não recomendo a experiência, meus queridos. Não chego a falar de chagas e martírios, mas creio que agonia, tormento, sobressalto e mágoa definem bem o sentimento. Também não quero propor um campeonato de horrores e suplícios.
Mas é fato que, passada a dor aguda do golpe mortal, e não sendo cientificamente possível voltar atrás, resta a navalhada, a úlcera (ou gastrite) aberta de um amor.
Muito mais do que doeu o golpe, vai doer a ferida. O trauma, os gritos e os gemidos se repetem nos ouvidos como ecos do desfecho cruel de um amor que se queria tranquilo.
Sobra então o castigo de se arrepender do aconchego perdido. De repente, o melhor lugar do mundo já não existe mais. Simplesmente foi pulverizado da face da Terra. O deleite e o inferno se confundem num só sofrimento, num só ferimento, num só ressentimento.
Re-sentimento, sim, porque o sentimento vai e volta, em ondas, como os calores da menopausa. O ressentido se ressente do amor perdido que deveras sente. Todos os dias, experimenta novamente o carinho e a ferroada, o sorriso e a convulsão. Voluptuoso é o choro e sedutora é a vontade de se consumir no choro. É como se cada lágrima pudesse recompor uma pequenina porção do gozo que não volta mais.
Sufocar com mentiras um amor de verdade é, talvez, o maior dos crimes contra si mesmo. Cada meia-verdade (ou mentira inteira) afasta mais aquele que ama do seu amor. Portanto, meus caros, antes uma dura verdade que uma doce saída, honrosa ou não.
Impressionante o que a gente precisa passar para amadurecer. Longe de mim competir com dores e amores, mas acho que todo mundo já fez uma grande merda nessa vida. É difícil julgar os outros. A merda que eu fiz, por exemplo, foi federal, generalizada e fedorenta. Causou sofrimento alheio, mas me fez sofrer mais do que tudo.
Diante do sofrimento e da verdade descoberta, alguns dirão: "Vá se tratar!". Outros farão parecer a coisa mais normal do mundo. Um terceiro indivíduo fará um discurso cristão (esse pode ser um motorista de táxi, um estranho qualquer) e recomendará que você entregue a alma a Jesus (não o da Madonna, mas o de Nazaré mesmo), ressaltando que todo pecador merece o perdão.
Aí, você se cala e se pergunta se, por mais que Deus e o mundo inteiro te perdoem, você mesmo vai ser capaz de SE perdoar. Aí não tem nada a ver com religião, ou até tem, né, depende da religião de cada um. Mas esse é o perdão mais difícil.
Pra que essa redenção ocorra é preciso transformar a dor - que ora parece cãimbra, ora açoite, ora beliscão - em uma lembrança viva, porém distante. Deve ser como o Holocausto para os alemães, algo que não se pode esquecer para não viver outra vez."
sábado, 10 de abril de 2010
Há tempos...
Tem tempo que não apareço por aqui. Vida corrida e como sempre muitas coisas acontecendo. Neném crescendo (11 cm!), pessoas queridas partindo, vida seguindo e mundo "falling down". Depois das chuvas no Rio de Janeiro, notei pela primeira vez a fragilidade do ser humano, principalmente a minha fragilidade. Me senti acuada, com medo e muito, mas muito triste. Ver pessoas morrendo de um modo tão estúpido, tão ignorante é dose.
Comentei que estava feliz para sair para o trabalho, enquanto muitas pessoas saíam para procurar seus parentes soterrados ou para enterros. Nossa, como sou feliz. Sortuda, felizarda! Mesmo com os problemas no meu apê, tenho meu cantinho, seguro, quentinho...
Acho que por causa disso tudo que está acontecendo, tenho estado mais emotiva do que sou normalmente. Comprei o CD Duetos, do Renato Russo, e chorei do início ao fim. Impressionante a capacidade que RR tem de me emocionar. Sempre. E fico me perguntando: por que você se foi????
Comentei que estava feliz para sair para o trabalho, enquanto muitas pessoas saíam para procurar seus parentes soterrados ou para enterros. Nossa, como sou feliz. Sortuda, felizarda! Mesmo com os problemas no meu apê, tenho meu cantinho, seguro, quentinho...
Acho que por causa disso tudo que está acontecendo, tenho estado mais emotiva do que sou normalmente. Comprei o CD Duetos, do Renato Russo, e chorei do início ao fim. Impressionante a capacidade que RR tem de me emocionar. Sempre. E fico me perguntando: por que você se foi????
sábado, 27 de fevereiro de 2010
Não tenho ideia do número de pessoas que leem o meu blog. A minha vontade de sentar na frente do netbook, escrever e extravasar os meus sentimentos (e guardá-los) é tanta que não tenho curiosidade em saber quem lê ou quem não lê... O importante é que eu estou aqui e escrevo!
Acordei e liguei a TV pela manhã e me assustei com o terremoto no Chile. Quando vamos ter alguma notícia boa e otimista, na televisão? Só catástrofe, tristeza e tragédia!
Estou pelo estado de São Paulo e já andei por 3 cidades. Agora estou em Campinas, confesso que é a minha favorita, aproveitando muito o que essa cidade tem a me oferecer.
Já fiz compras, caminhei, comi bem (e muito), decansei... Para que a cidade ficasse melhor, só faltava uma prainha!
Acordei e liguei a TV pela manhã e me assustei com o terremoto no Chile. Quando vamos ter alguma notícia boa e otimista, na televisão? Só catástrofe, tristeza e tragédia!
Estou pelo estado de São Paulo e já andei por 3 cidades. Agora estou em Campinas, confesso que é a minha favorita, aproveitando muito o que essa cidade tem a me oferecer.
Já fiz compras, caminhei, comi bem (e muito), decansei... Para que a cidade ficasse melhor, só faltava uma prainha!
domingo, 21 de fevereiro de 2010
Estive afastada do meu blog em função de carnaval, trabalho e outras coisas que tomaram um pouco mais do meu tempo...
Mas como dizem que o ano só começa após o carnaval, cá estou! Feliz 2010!!!!
Os últimos dias foram de comemorações: carnaval e aniversário do meu pai, o vô mais coruja do mundo. Passamos as datas em família e foi bom demais!
Amanhã é pé na estrada. Viajo a trabalho e só retorno em março (que já está chegando e espero que sem as suas águas...).
Para fechar o post de hoje, para que eu possa arrumar a minha mala, vai a foto do mais novo membro da família Leal.
Mas como dizem que o ano só começa após o carnaval, cá estou! Feliz 2010!!!!
Os últimos dias foram de comemorações: carnaval e aniversário do meu pai, o vô mais coruja do mundo. Passamos as datas em família e foi bom demais!
Amanhã é pé na estrada. Viajo a trabalho e só retorno em março (que já está chegando e espero que sem as suas águas...).
Para fechar o post de hoje, para que eu possa arrumar a minha mala, vai a foto do mais novo membro da família Leal.
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